Terça-feira, Maio 29, 2012

Sobre Zacarias, Raquel e MECOM

Nota introdutória: o texto abaixo  escrevi  no Natal de 2003. Respondendo a Raquel Casiraghi, então estudante de Jornalismo da UFRGS e coordenadora Geral da ENECOS, Executiva NAcional dos Estudantes de Comunicação. Numa lista de discussão referente ao COBRECOS 2004, cujo o tema foi "Até Quando Esperar". Falava sobre o local do Estudante de Comunicação na nossa Democracia. Ou tentava, com algumas deficiências teóricas que serão notadas...
Conversando com algumas pessoas do atual MECOM percebo que tem muita coisa que continua atual. Apesar de, repito, faltar muita coisa no texto abaixo, cabe como reflexão. 
É interessante ver um cabra já não tão idealista, mas 9 anos menos experiente...


Raquel, li tua mensagem, guria.

Mas gostaria de fazer uma pequena (?) observação que é o erro básico (a meu ver) que o MECOM incorre. E que pelo visto não tenho exemplo prático a vista (incluindo eu nesta lista de não exemplos) que passa muito pela "hegemonia Petista", passa pelas últimas mensagens com observações do Cesar Benjamin (e comentários em outros espaços sobre estas observações.), pelo ENECOM ser como foi, a tal da "falta de mobilização" geral estudantil (aspas que coloco por não concordar com esta, e mais adiante eu coloco pq...). para isto vou contar umas histórias.

Esta de vez em quando salta na ENECOS: era lá pelos comecinhos dos anos 1990, num ENECOm, teve uma plenária que a galera tava muito louca (pense, pense numa plenáriaseqüelada...). Aí uma menina surtou da seguinte Maneira: "gente, não é possível!!! tamos aqui a horas discutindo o Sexo dos Anjos, com a realidade lá fora!!! gente, vamos acordar!!!! gente acorda!!!! o ZACARIAS MORREU!!!" (Foi o dia da morte do ex-trapalhão. A plenária, atônita, decidiu fazer um minuto de silêncio em memória dele...)

                -Outra, e esta já é especifica da UnB. Para isso serei repetitivo (já tinha mandado esta mensagem antes), plagiador (quem leu Donos do Mundo e do Poder, do Perseu Abramo, reconhecerá na hora) e meio que cínico.
               “Pense numa assembléia de estudantes (ou alunos) vazia até certo ponto de pauta; que, neste ponto de pauta, como por mágica, o auditório lote, e que a opinião destas pessoas seja a única a ser ouvida. E que logo após a votação deste ponto, o auditório fique vazio. Pergunta: qual o ponto de pauta? Resposta: eleição de delegados da UNE. Errado. A permanência ou não da mesa de sinuca no CACOM da unb. Ou qualquer coisa que interfira na satisfação pessoal, não importando a exclusão de pessoas nesta intenção.”
               No dia seguinte, foi o debate sobre o boicote sobre o provão. A atual diretoria do CA da UnB decidiu não tomar posição enquanto os formandos da universidade ainda não tivessem decidido se fariam ou não a prova. Fomos eu, Jonas, e mais uma pessoa que não me lembro o nome (que é da DENEM) convencer algumas pessoas cuja a visão de movimento estudantil é algumas pessoas lutando por outras. Não era impressão minha, um dos presentes falou exatamente isso para o Jonas. Ficou claramente combinado que as pessoas iam fazer todas as questões e gabaritar a prova. A primeira vez em quatro anos.
Chamado de última hora e com ressaca (tinha ido a uma festa no dia anterior e bebi todas para esquecer o episódio relatado e nem tinha vontade de ir à porta das provas) para ajudar na mobilização da porta das escolas quanto a outras faculdades . Fui para a porta e vi, surpreso, muitas das pessoas que tinham votado em fazer a prova saindo mais cedo. Tinha decisão de futebol no dia e eles não queriam perder...
A nota da UnB foi C.

Durante uma palestra e durante Grupos de Discussão que se realizavam no seminário da Paraíba, ocorrido em Julho último, ocorreram apresentações-surpresa de uma esquete teatral. Previamente combinada com a organização do Seminário, o grupo surgia de repente e se apresentava. O tema da peça do grupo que se auto-intitulava “Teatro Alternativo” passava sobre questões sociais e vinha de apresentações feitas nos corredores da USP.
Havia nesta apresentação interação atores-público. Durante uma destas interações, são chamadas moças da platéia, geralmente bonitas, para uma representar um pavão. O modo de se referir a moça que vai ser colocada na berlinda nesta parte do espetáculo é: “Vamos falar sobre coisas mais gostosas”.  E para representar o pavão, colocava-se a moça de costas para a platéia e mostrava-se a bunda dela.
Este não era o único momento em que o público era ridicularizado. Mas o único momento da peça em que uma figura do público era colocada em destaque, e também ridicularizada. Momento onde se reificava a figura feminina partir de aspectos estéticos e anatômicos, além de animalizar a sua figura. (comparando-a com o pavão)
Muitos estudantes presentes riram da peça. Eu lembro que algumas saíram por não concordar.

Durante uma das reuniões da diretoria da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (ENECOS), em um encontro nacional uma pessoa importante da comissão organizadora deste encontro relatou problemas que tinham acontecido na festa da noite, algo como a possibilidade de invasão. Não sei se foram estas palavras exatamente, mas ele se referiu ao fato  como: “A periferia baixou aqui querendo invadir a festa.”
Vale destacar que pelo menos duas oficinas realizadas durante este mesmo encontro foram realizadas por pessoas oriundas de Periferia. E que não é a primeira vez que esta troca se realiza em encontros de comunicação.

-Várias Universidades públicas fornecem benefícios para que seus estudantes possam viajar a encontros estudantis pelo país . Há algum reconhecimento (mesmo que pífio) do posterior  aprofundamento acadêmico e do caráter multiplicador destas experiências (o discurso da utilidade social do nosso conhecimento, que na prática não se realiza, e vejamos no próximo ponto porque). E lembrando, a verba oriunda destes benefícios é pública. Algo análogo acontece em algumas Universidades particulares, com os patrocínios destas instituições para viagens, apesar de ser bem menos constante. E neste caso, a verba é oriunda da mensalidade dos outros estudantes.
Não tenho os números exatos, mas a dispersão dos últimos ERECOMs e do Seminário da Paraíba foi considerável. Quando muito, tinha um terço da galera participando de forma orgânica ao encontro. Não estou advogando que as pessoas não saiam do espaço do encontro nenhum dia (o dia livre nos encontros de longa duração é necessário para que se conheça a cidade onde se encontram). Mas estou relatando que pessoas foram pagas para não participarem dos encontros, e não multiplicarem seu conhecimento posteriormente para quem não teve a oportunidade de participar destes encontros.

Um último caso: temos uma disciplina chamada Comunicação Comunitária na UnB. Basicamente, é uma proposta de intervenção extensionista em uma comunidade sem recursos perto do Plano. Ou seja, a prática de um projeto que sempre nos colocamos, que é o contato (com todos os embotamentos e limitações acadêmicas possíveis) com as classes populares. A disciplina é realizada aos sábados de manhã, depois de uma sexta-feira à noite.
Uma estudante, quando perguntada se queria fazer esta disciplina, respondeu que não. “Eu não sou boa o suficiente...”

Estes comportamentos, e mais outros que os estudantes por ventura possam ter, têm alguns elementos que podem ligá-los, que é a mobilização política não terem motivações, digamos, revolucionárias. Há um fetichismo pela diversão e profissionalização dentro da universidade, sendo uma das justificativas de permanência e escolhas de ações o custo/benefício que o levem a um aprofundamento nestas questões. Pessoas que tem algo a acrescentar neste aspecto são valorizadas, e os espaços também colocam uma necessidade de ser encaminhar neste  sentido (como se dão as amizades dentro da universidade, a pré-sindicalização, uma tendência a ludocracia e ao umbiguismo).
Há uma valorização por aqueles que divergem deste aspecto funcionalista na universidade, pois todos tem que ter um papel na sociedade, e portanto tem que ter alguém que tenha o papel de lutar pela coletividade (por abstenção desta coletividade). Vejam os discursos que nos conselhos são colocados de valorizar o papel da representação discente, e compare quando se quer uma maior participação dos poderes decisórios de administração universitária. Aí está a especificidade da representação discente. Quando ainda não encontramos pessoas que tem saudade da ditadura militar...
Por isso, e não por acaso não coloquei inimigos específicos (já cresci o suficiente para sacar que o mundo não é dividido entre mocinhos e bandidos) penso que a universidade é apenas reflexos de uma forma de sociedade que coloca (segundo Benjamin) civilização e barbárie em um tipo de complementaridade  que sustenta nossa posição de lutadores da democracia e por um aprofundamento desta dialética na luta de classes que temos no nosso dia-a-dia, onde estamos numa torre de marfim, sem pensar da onde se retira o marfim... (Aliás, que democracia é esta?)

Terminando com outro problema. Textos longos e densos nunca são levados a sério dentro do MECOM. O estudante de comunicação não é acostumado a ler. O que desestimula a formulação.

Valeu quem leu provou o contrário. E vem me estimulando todos estes anos.

Qualquer coisa é coisa qualquer, até no Natal...

Marcelo Arruda
25/12/2003


Domingo, Maio 13, 2012

HuMÃEnidade

Elas não são """""só""""" Mães.
São filhas, esposas, namoradas, trabalhadoras, estudantes, militantes, apaixonantes, Pelejeiras, Utópicas, Balaiantes, apaixonantes, e outros papéis sociais. Alguns que já eram antes, mas que tem que dar conta. Talvez sem toda a obrigatoridade que o título "Mãe" traz.
 Durante a semana, a Amiga-Irmã Jul Pagul jogou a real:
"Ai minha nossa senhora das Maes Solteiras: me ajude a trabalhar, fazer o mundo melhor, pagar as contas no final do mês, levar e buscar, cantar, tocar, dançar, escrever, me defender dos "esperto ao avesso" e ainda... gozar no final ! Amem." 
A Luka Já tinha dito algo sobre isso semanas atrás... E como comentei lá, o papel esperado da Mãe numa sociedade como a nossa é que ela seja uma Mãe total. Mas sempre sobra algo a ser feito. E aí dela se sobra. Ela é relapsa, desligada, sem coração...
Poucos e poucas se importam com a pressão monstra em cima da mãe. E ela não pode nem pedir para sair…
Admito meu local de fala distinto, com possibilidades de ter uma visão destoante da realidade. Afinal, ainda não sou mãe. Mas para além de percebemos que ela faz parte da nossa vida em uma data, cabe a gente percebe-la amplamente, para além da identidade/relação que foi construída em relação a ela.
Mãe pode ser tudo isso que achamos que ela é. Mas mãe é mais.
Ela é humana. Guerreiramente Humana.


 

Terça-feira, Maio 01, 2012

TOCA RAUL! Raul?

No Final da década de 60 Raul Seixas, após a experiência de "Raulzito e seus Panteras",  foi produtor de várias músicas da Jovem Guarda na gravadora CBS, "descoberto" por uma indicação de Jerry Adriani. Fase que acaba o programa da TV Record que batiza o movimento, "Jovem Guarda", e que obriga a quem produz este som específico a pensar em outros caminhos musicais. Um deles o que se convencionou, pejorativamente, de se chamar Brega.
Algumas destas músicas foram grandes sucessos, como esta abaixo, de autoria do cabra, na voz de Diana.
Raulzito nessa época passa a ter um bom emprego de respeitado produtor, que conseguira lançar suas composições como hits na voz de outros cantores e produzir grandes artistas. Mas Raul não se conformava apenas com isso, pois queria ser cantor...

 Deu no que deu...

Não podemos negar que parte do que ele aprendeu como produtor uso na sua obra como cantor, com o meio caminho entre o Rock e o Brega em muitas canções, como Ouro de Tolo e Medo da Chuva, por exemplo. Uma visão que só é parcialmente aceita por muitos fãs, mas que explica uma ampla aceitação da obra do artista.


 

Quinta-feira, Abril 26, 2012

Controlando a própria explosão

Para as Companheiras e Companheiros do ENEGRESER.
E para Edson Cardoso Lopes, mestre de todos de nós. 


Foram dias de rever todos os argumentos sobre ações afirmativas. A insuficiência deste debate aqui no Brasil, a abstenção nas discussões... Hora de respirar fundo e ter a calma necessária para liberar a raiva histórica contra o racismo no momento certo, para os resultados certos. Política de redução de danos, pois os desgastes e aperreios são certos.

Relembrar de trajetórias na Universidade. De ser um ponto fora da curva. De quem ficou pelo caminho, fora e dentro da universidade. Pois a máquina de moer carne continua ativa. Com dentes pesados sobre nós. 

Lembrar em parte da recusa de reflexão do que é privilégio no Brasil, não só dos que são beneficiários mas por alguns que são atingidos por eles. E da radicalidade sempre ser isolada em benefício de um falso consenso que não vai fundo a problemática social no Brasil. Que tem cor, SIM. E Gênero também. E que vai muito além das cotas, sendo apenas um primeiro passo. Que ainda precisa ser aprofundado com a produção de conhecimento constante. Como sujeitos ativos e reais, não mais como objetos.

Temos muito a Caminhar. A Controlar Nossa Própria Explosão.
Para explodir e transformar o que ainda deve ser transformado. 




Quarta-feira, Abril 11, 2012

Força Masculina? Sei...

Dentro de desta cela de ossos, carnes e sangue desafinados também bate um coração. Mesmo dentro dos mais ogros dos ogros, cruzamento do Seu Lunga com Courtney Love. E bate tanto que até machuca... 
Bate da insegurança de corresponder aos papéis sociais impostos, ou pelos preços a pagar quando jogar para o alto estes papéis sociais. E dentro deste latifúndio não produtivo chamado vida, nós homens somos educados para não manifestar nossos sentimentos. E ficamos entalados dentro de toda complexidade de emoções que o ser humano é capaz de manifestar. 
Medo de se aproximar do feminino. De perder a Potência, de nos tornarmos fracos de maneira geral. Poisé, mas de tanto pensar no que quer evitar a coisa vem, com força. Muitas mulheres reclamam JUSTAMENTE que muitos homens estão reprimidos e fechados, o que as reprime também.
Muitos tentamos sair deste impasse. Exageramos nos movimentos, e acabamos dando um Duplo Twist Carpado em nós mesmos, nos desestabilizando. Quando às vezes os movimentos pedidos são outros.
(Palpite de um desconhecedor das mulheres: acho que elas querem flexibilidade e abertura, que se movimente o feminino delas. E para isso tem que ter o feminino forte dentro de nós. Aprender a conduzir e tocar o feminino fora. Nelas.
A tal da pegada. E não é força, é jeito.)

Fragilidade é negar sua própria fraqueza. Sem saber que esta fraqueza, quando bem trabalhada, e até superada, pode nos tornar seres humanos melhores.

Não só para eles. Mas é o mais importante. O resto é conseqüência.

Segunda-feira, Abril 02, 2012

Eu queria Ser Odair José... #desarquivandoBR

O básico de qualquer ditadura que se preze é o controle da vida. A repressão persegue qualquer idéia contrária no campo cultural de maneira ampla. Podemos ver isso claro quando vemos a crítica comportamental que alguns Saudosos de 64 fazem, de forma bem ativa...

A obra de Odair José foi, nos anos 70, um dos marcos de ruptura do pudor brasileiro na música. Pegou um pouco da experiência de vida dele: Cantou muito em boates na região do cais do Rio de Janeiro. E, como um repórter, muito do que via da realidade do Porto ele colocou na música, convidando o ouvinte a reflexão e questionamento: exclusão social, alienação, adultério, homossexualidade, prostituição, anticoncepcionais, consumo de drogas e racismo. Sem metáforas. De forma adulta. Falava para um público, digamos, classe C, majoritariamente católico, conservador, apegado aos tabus, aos valores sociais vigentes.

Por tudo isso, foi um dos artistas mais perseguidos por fazer "canções que iam contra a moral e os bons costumes", preceitos considerados ‘sagrados’ pelos militares, Igreja, elite cultural...

Estamos falando do passado, mas ele se reflete no presente, quando pensamos que muitos destes temas ainda são problemáticos de serem abordados atualmente. Ainda falta maturidade na sociedade para falar sobre estes assuntos. O que cria o Caldo Cultural para que qualquer forma de restrição avance.

Quando todo mundo quer, no fundo mesmo, ser Odair José. E falar sem repressão do que sente e do que vê...

 

 Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.

Domingo, Abril 01, 2012

Ele não era Chico Buarque. #desarquivandoBR

Não era a primeira música crítica que Luiz Ayrão fazia. Mas como falei antes, havia uma certa cegueira ao brega. O livro "Eu não sou Cachorro Não" de Paulo César Araújo, que fala sobre como estes Artistas foram tão ou mais perseguidos pelo Regime Militar quanto os artistas de "autorizados pelo cânone oficial da MPB" a serem "engajados". 
Lançada dia primeiro de abril de 1977, o nome original desta canção era "13 anos".           
Façam as contas... 
A Censura fez. E vetou a música. Com os discos prontos para ir para as lojas. 
Ao mesmo tempo, o senador Nelson Carneiro estava com a campanha do divórcio no Congresso. Até a aprovação do divórcio, só era possível desquitar-se, ou seja, dissolver a sociedade conjugal, com separação de corpos e bens, mas sem quebra do vínculo matrimonial. As pessoas se separavam, mas não podiam casar-se de novo. Nem lhes era permitido viver com outra pessoa.
Esta conjuntura dialogava com a letra da música. Desejo de ruptura com aquilo que prejudica outrem. A música foi apresentada para uma outra câmara da censura, com a mesma letra, mas com nome diferente: “O Divórcio”. Um outro setor de censura julgou e deixou passar. Quando perceberam o drible, já era tarde, a música já havia estourado. 

Havia intencionalidade de enfrentamento neste ato. Mas por algum motivo, as canções proibidas de Luiz Ayrão não lhe traziam o mesmo prestígio de Chico Buarque, por exemplo. Segundo Paulo César de Araújo, "os críticos, pesquisadores, musicólogos, enfim, os formadores de opinião, em sua maioria, pertencem a um segmento de classe média e formação universitária. O tipo de público que faz seu julgamento através da defesa do “autêntico”. (...). O que não for tradicional ou moderno não existe. Devido ao divórcio que existe entre a elite e o povo no Brasil, os ditos “cafonas” foram atirados no limbo da história." Ironicamente temos aí um encontro entre direita e esquerda no silenciamento de expressões populares, o que ajudava, e muito, o projeto ideológico da Ditadura Civil-Militar de dominação pela supressão de outras narrativas que não as canonizadas.

A Música Popular Brasileira que conhecemos do período assim passou por vários mecanismos de filtragem. Alguns continuam até hoje, semi-oficialmente. Saber a respeito ajuda a perceber a ruptura e, talvez, pensar Cultura Brasileira em novas perspectivas.


Não divorciadas do povo como narrador da própria história.





Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.