Um espaço de divulgação das Idéias (com I maiúsculo) sobre Música que alimentam o Tchutchuá como modo de vida (ou uma desculpa esfarrapada pra fazer uma colagem de Vídeos interessantes)
Poderia escrever sobre como temos a tendência de ver melhor as coisas de fora. Sobre como as coisas parecem ter mudado de lugar, e quem na verdade fez isso foi a gente.
Da “pausa” que devemos fazer no universo, já que não podemos parar o tempo...
Mas Mapa não é território. Palavras não são sentimentos.
Em 2011 estarei viajando junto com três amigos e amiga (Rogério Tomaz Jr, Yusseff “Bin Laden” Abrahim e Camila Stähelin) para mais um carnaval em Recife/Olinda. Partimos na madrugada de sexta para sábado.
O importante é ver até onde vamos com este estranhamento.
Tem um mestre que de vez em quando fala que o nosso pior inimigo a gente vê no espelho. Que estamos no mundo para aprender a vencer nossas limitações. Nós mesmos. Falando nisso, esse blog é meu instrumento de batalha... Aquilo que te limita aparece. Em casa, no trabalho, no estacionamento de um supermercado, nos Happy Hours, na internet e festas da vida. Cavucando uma atitude. Esperando. Um posicionamento frente a vida.. O meu limite na entrega à vida me pede que o encare. Combater o limite. Atravessar o Limite. Para que eu evolua daqui onde estou.
O segundo é abrir minhas asas e voar mais alto de onde estou. Melhorar meu plano de vôo e minhas asas, e voar mais seguro para onde quero ir. Em bando, pois pássaro que voa sozinho é presa fácil para os predadores que existem por aí...
Já fui estudante de Matemática. Às vezes ia de carona com colega curso que era policial. Ele sempre estacionava relativamente longe. O que significava atravessar praticamente todo o (Uni)CEUB que era aonde eu estudava. Todo este trajeto ele dava boa noite para todo servidor da instituição que encontrasse. Motoristas, cobradores, porteiros, faxineiros e outros,. Uma dia perguntei por que ele fazia isso. E recebi uma das maiores lições de humildade da minha vida: - Eu trabalho cerca de 6 horas por dia numa faixa de pedestres, e sei como é doloroso passar um dia sem receber nem um bom dia. Comecei a dar bom dia desde então...
Como faz parte da minha vida, acho justo que o pessoal daqui do Blog saiba disso, mesmo por que muitas das pessoas que me lêem aqui me conheceram neste espaço político. Aconteceu a pouco mais de um Mês.
E sim, vocês leram o título da mensagem corretamente.
Quando começamos a rádio (no plural, pois foi, e é, obra coletiva) viamos a necessidade de instrumentos pára serem utilizados para a transformação da realidade, desde o micro-cosmo UnB, até a totalidade social em que vivemos. Viamos antes, de maneira algo que confusa, no ME, e em outros instrumentos políticos depois. superando ou tentando superar o coronelismo que existe seja na sociedade, seja na UnB, seja dentro de nós mesmos.
Não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. Estou em outros MIcro-Cosmos que demandam energia, elaboração teorica e praxis para aproximarmos mais na transformação que falei lá em cima. E opto por me abster da participação na Ralacoco no próximo periodo e incidir em outros espaços.
Sei que talvez nos encontraremos na Luta Social. Por tanto até logo, Ralacoco.
É gostar de fazer um carinho gostoso, olhando nos olhos de alguém. Ser correspondido. E achar satisfação neste gesto. Saber ver o intocado dela. O que ela tem de melhor. Descobrir e liberar. É de vez em quando agradar aquele adolescente dentro de você, que curte rock, cantando desafinado no chuveiro músicas infantis da década de 80... É abraçar quem você gosta mandando todo o carinho do mundo para ela. Se possível, rodando a pessoa num giro de 360 graus. Trocando energia positiva. Nos carregando, para um mundo que teima em nos esvaziar. É nos descobrir como nosso principal adversário e como nosso principal aliado. Alguém que teremos que superar a cada dia para sermos um Ser humano melhor. E quem podemos pedir ajuda na tarefa. É passar o aniversário ajudando a organizar um seminário com alguns companheiros e companheiras de jornada. Tendo em mente que isso faz parte da construção de um mundo mais justo. E saber que pode confiar nestas pessoas sem sombra de dúvida. É fazer Tchutchuá. É fazer o que se gosta. Ou simplesmente fazer, quando possível. Por exemplo, escrever um texto que numa noite de domingo, sem saber como começar e terminar, e publicar num blog vermelho. Só para terminar uma triloga...
O que falar de uma idade que aos 10 não imaginava como seria? Tirando que provavelmente estaria já casado e com a vida estabilizada? (sim, pensava isso aos 10 anos...) O que falar de uma idade que aos 20 ainda estava correndo atrás do Sonho de entrar na UnB, aflito com o que poderia vir se não passasse no Vestibular? (fazia Matemática mas não queria ser Matemático. ) O que falar de uma idade que aos 30 me impressionava com a proximidade, mas também com algumas ainda indefinições? (Ainda sofrendo para sair da UnB, depois de demorar para entrar.)
Nada. Não falo nada. Talvez é isso que aprendi. Tentar valorizar meus silêncios.(Aprendi?) As coisas acabam acontecendo, algumas como planejamos, outras como não planejamos. Aos 33 continuo sendo um cabra de Sobradinho, com alguns sonhos, e algumas dúvidas, e poucas certezas. Quem sabe aos 40 aprenda a lidar com isso plenamente. Enquanto isso...
A vida nos dá alguns presentes. Cabe a gente aceitar. E agradecer. Tá, fácil dizer. Tem alguns tão bons que a gente nem acredita que eles vem. É quando a gente deixa passar, nos arrependemos. Tenho cá meus pontos negativos. Todas e todos tem. A questão é desapegar-se dos negativos, principalmente daqueles que você não tem controle, e aproveitar os positivos. Tá, fácil dizer II, a missão. Alguns doem. Rasgam a alma. Nos paralisam. A única coisa que posso falar é tentar manter a cabeça erguida. Afinal, isso também vai passar...
quarta-feira, agosto 04, 2010
Ju,
Tu pregou uma peça na gente. A gente pensando que você era desse mundo. Mas não. Este mundo não era o bastante para ti. Deveríamos ter desconfiado. O mundo não estava preparado para alguém que a alegria é a vida, e vice-versa. Sempre prestativa, sempre ajudando, e sempre trabalhando. Com um sorriso no rosto nas situações mais complicadas. Incentivando quem tava desanimado ou desanimada. Nem nós tavamos preparados, para aquelas perguntas simples, tão simples, que você fazia de coração nas reuniões dos projetos do RadioDiversidade. E nos desconcertava. Nem eu ainda estava preparado para mergulhar na vida, como você sugeriu muitas vezes.(POde deixar que estou resolvendo isso, e sobre pedir desculpas também...)
Aí, de repente, você foi para seu lugar, nas estrelas. Fico aqui lembrando de uma poesia de Mário Quintana, "Parece um sonho."
"Parece um sonho que ela tenha morrido!" diziam todos... Sua viva imagem tinha carne!... E ouvia-se, na aragem, passar o frêmito do seu vestido...
E era como se ela houvesse partido e logo fosse regressar da viagem... - até que em nosso coração dorido a Dor cravava o seu punhal selvagem!
Mas tua imagem, nosso amor, é agora menos dos olhos, mais do coração. Nossa saudade te sorri: não chora...
Mais perto estás de Deus, como um anjo querido. E ao relembrar-te a gente diz, então: "Parece um sonho que ela tenha vivido!"
Poisé, foi um sonho. bonito sonho que vivemos juntos. Vá na luz, Ju. Vai ser mais uma estrela, para nos iluminar lá de cima. E valeu por compartilhar sua passagem na Terra conosco, amiga.
"Abade: É possível cobrir a Terra inteira de tecido para que fique suave em qualquer lugar que pisarmos? Monge 1: Não. Abade: Então o que fazemos? Monge 2: Colocamos sandálias de tecido."
Todo mundo tem uma Sandália de Tecido. Algo que ancore emoções. Algo que ative o desejo mais profundo ser liberado. Aquela música que faz lembrar que alguém especial. Uma cena de filme que te dá um insight. Novos mundos. Sinais que você recebe, mas a partir daí tem que saber o que fazer com eles. Até você está esperando estes sinais, inconscientemente. Perguntas que quer responder. Ou até descobrir novas perguntas. Algo que nos tire de nossas confusões e nos dá certeza. Mas qualquer certeza pode se desfazer. Depende do que sentimos, vemos e acreditamos. E do que estamos calçando.
Brad Jones. Não conhece? Goleiro da Austrália. Segundo Goleiro da Austrália. Quer dizer, era. Desistiu do ponto alto de qualquer jogador de futebol, que é a Copa do Mundo. Diz ele: “A Copa do Mundo é irrelevante para mim agora. Quando eu entrei no quarto e Luca sorriu quando me viu, isso valeu mais que qualquer coisa que a Copa do Mundo jamais poderia me dar. O tratamento vai durar cinco semanas e eu quer estar aqui o máximo que eu puder” Tratamento de leucemia.
Já tenho para quem torcer nesta copa. Pelo sorriso do filho de Brad Jones...
Domingos Dutra. Está em greve de fome. Motivos que Rogério Tomaz Jr fala muito melhor do que eu aqui e aqui. Ele se mostrou muito atencioso quando a amiga Amanda Dutra me apresentou como militante de Rádios Comunitárias. Como se eu fosse a pessoa mais importante no recinto. Não era. Ali estava presente também o Manoel da Conceição, citads nos links acima, que explica uma dele: "Minha Perna é minha Classe." Mas me impressionou, depois de tudo o que aconteceu, que Dutra se despediu com um sorriso. Sorriso mostrando uma alma rasgada, mas que mostra a sua relevância. Na luta...
James Taylor. 1985. Estagnação. Perdido, enfim. Aí foi para um Show para 250 mil pessoas. Rock n'Rio 1985. E se encontrou.
Também me encontrei. Precisei de um tempo para me esquecer um pouco de mim mesmo, para simplesmente me divertir. Mas não imaginava o que ocorreria. Mesmo com a alma receptiva que fui. Afinal, era Carnaval. Não imaginava que até o que eu não me lembrava fosse tão bom no fim das contas...
De vez em quando bate uma nostalgia de nós mesmos. É quando a gente se vê n'alguma foto ou num texto antigo. No meu caso, nesta semana 10, 5 anos mais jovem. Motivações diferentes, sonhos diferentes, perspectivas diferentes. Aquele ser dos textos ou na foto pensava, amava, lutava, sorria, sofria, escondia e revelava. Tinha o mundo a descobrir. E à mudar. Não deu para evitar uma sensação entre o constrangimento e a agonia de não perceber resultados óbvios de minhas ações. Ou de minha incapacidade, quando percebia, de convencer as pessoas ao meu redor. Nossa tendência a autocrítica e ao controle, mesmo com a distância temporal, faz a gente se exigir muito de nós mesmo. Como se pudessemos pegar uma máquina do tempo corrigir o que fizemos de "errado". Como se o resultado das escolhas que fizemos não fosse também parte de nós mesmos, de nossa construção como pessoa... Poisé, viajar no tempo dessa maneira é legal. Desde que a gente não fique preso por lá...
Naufragos como o povo de lost. Bilhões. Procurando um lar. Mandando recados para o resto do mundo, esperando respostas. Alguns esperando até perguntas. Procurar alguém que catalise a si mesm@. Outro ser inteiro, não outra metade. Complexos como nós. Alguns se perdem na busca. Mergulhando de cabeça. Com o perigo de não saber da fundura do rio. Nem da correnteza. Nem se sabemos nadar. As vezes pensamos que sabemos. Estas águas enganam, e muito!
E tentamos. Às vezes contra a correnteza. Por todo o mundo.
Histórias com inicio, meio e fim. Imagens limpas, assépticas. Com ar-condicionado e tudo. Feitas para se enquadrar em cinema de shopping.
O filme do Lula. E o do Zezé de Camargo e Luciano também. (Vixe, melhor não começar, a lista é imensa...) Ficções, sobre parte da história recente do Brasil, que faz parte do rural se tornar urbano. Trajetórias tipo Self-Made Man. Numa realidade de alijamento de parte da população dos meios de consumo. O caipira e o nordestino como imagem brasileira sempre foi algo olhado com desdém. Mazzaropi que o diga. O que é feito deixa lacuna. O perfeito. E nesta ausência há algo que se perdeu no processo, que talvez retrate mais do que o que é mostrado em tela.
Todo 31 de dezembro, minutos antes da grande virada, todos pensam em suas vidas e se entregam a promessas para o ano vindouro: "vou para de fumar", "vou fazer dieta, "vou estudar mais", "vou atualizar o blog com mais freqüência"... Normalmente, também, as promessas são esquecidas logo após a "contagem regressiva". Acho que é porque existe uma discrepância entre o que as pessoas realmente querem de si e para si com o que elas se cobram ou com o que delas é cobrado. Suas reflexões costumam se limitar à idealização do que gostariam ou do que acham que gostariam de ser e não sobre quem são realmente. Suas reflexões são munidas de culpas, frustações, aspirações utópicas. Por isso costumam se esvair tãologo venha a primeira ressaca do ano. Estou falando da passagem do ano ela é um periodo que renovamos nossas esperanças em novas realizaçãoes. Só que todo mundo muda todo dia. Aos poucos, gradualmente, mas muda. Atés as pedras (pela ação do vento). Só que nem todo mundo quer ser agente ativo na mudança. Ficam só na promessa. Eis o ponto: não fique só nas promessas de ano novo. Aja para que se realizem. Que tal começar agora?
Comunicação é um direito de todos. Serve para proporcionar o diálogo, para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação, e moradia. Como mecanismo de fiscalização, denúncia e cobrança do poder público para assegurar estes direitos. Para valorização de nossa cultura e da regionalização do conteúdo. E para construir políticas públicas para a própria Comunicação Brasileira.
Graças a pressão e organização dos Movimentos Sociais, o Governo Federal anunciou para Dezembro deste ano a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação. É uma chance para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. O DCE Honestino Guimarães e os demais signatários deste convite acreditam que só o amplo debate e a intensa mobilização social poderão garantir que a democracia prevaleça nas Conferências Distrital e Nacional de Comunicação. Com esse propósito, chamamos indivíduos, grupos e movimentos a participarem, no dia 10 de junho, do DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB, com a seguinte programação: 8h – 8h30:Abertura Cultural (Local: Auditório Dois Candangos, FE) 8h30-10h:Rodada sobre Conferências Nacionais (Local: Auditório Dois Candangos, FE) Convidados: DCE, DENEM (Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Comissão Pró-Conferência de Comunicação, Clóvis Henrique (Autor de Dissertação de Mestrado em Ciência Política sobre Conferências Nacionais) 10h às 12h30:Painel Democratização da Comunicação (Local: Auditório Dois Candangos, FE) Convidados: LAPCOM, Ralacoco, ENECOS, Daniel Vila-Nova (Autor de Dissertação de Mestrado em Direito sobre rádios comunitárias) 13h as 15h: OFICINAS: Grafite, Stêncil, Fotogravura (Local: DCE, ICC Norte)
15h às 17h:Oficina de Radioweb Facilitadores: Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx (Local: DCE, ICC Norte)
Realização:
Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães Projeto de Extensão Comunicação Comunitária - COMCOM/UnB Rádio Ralacoco - livre com princípios comunitários Instinto Coletivo Centro Acadêmico de Direito da UnB- CADIR Centro Acadêmico de Comunicação da UnB - CACOM Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação - ENECOS Projeto SOS Imprensa PS.: Pra tentar chamar um pouco mais da atenção das pessoas, o Conselho Federal de Psicologia montou esse vídeo aí embaixo, que fala sobre a importância da Confecom.
The Beatles foi um desenho animado americano que foi ao ar originalmente de 1965 a 1967 na rede ABC. Consistia em histórias que eram essencialmente destinadas a criar um visual ilustrado das músicas dos Beatles (tocadas na íntegra, como no caso do vídeo em que é apresentada "I Wanna Hold Your Hand", versão de "você lambeu meu pé", de Rita Lee).
Os membros da Banda não tinha nada a ver com a série, além próprio uso de suas musicas. O ator americano Paul Frees fazia as vozes de John e George, enquanto Lance Percival (da série de TV Carry On) emprestava sua voz para Paul e Ringo.