quinta-feira, novembro 01, 2007

LEWIS HAMILTON VENCE GP DO MÉXICO. ALONSO CHEGA EM SEGUNDO.

Veja as imagens:

CIRILO ERA UM VISIONÁRIO!!!!!!!!!

Só para desencargo de consciência: lembra da novela Carrossel?

Lembra da Maria Joaquina? Interpretada por Ludwika Paleta?

E lembra que algumas crianças crescem?



Poisé. O Cirilo sabia das coisas...

(PS.: mais info da foto acima aqui)


terça-feira, outubro 23, 2007

Certa vez um sábio árabe disse:

للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت
نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي
للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و
واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من
أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و
ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل
البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و
تعيينهمللأعيان

Bonito né!?! Eu também chorei!

domingo, setembro 02, 2007

Obrigado Corinthians!!!

Estava meio desanimado com o empate do Flamengo com o Sport em casa (jogo que merecia ter perdido) quando leio este post num outro blog.
Viu, gente, poderia ser pior...

(Se bem que...)

quinta-feira, maio 31, 2007

A HORA TCHUTCHUÀ, no seu rádio ou no seu computador...

O que o Caos e a ordem tem a ver com tua vida?
A ironia e música?
A lua Cheia e as Marés?

Eu não sei, mas podemos falar a respeito.

A HORA TCHUTCHUÁ, VERSÂO 2,007

Reestréia nesta SEXTA FEIRA, dia 1/6/07, ao Meio dia, na Ralacoco, 101,3 FM.

Para ouvir basta acessar no seu tocador de MP3: http://ralacoco.radiolivre.org/ralacoco .m3u

Maiores informações, divulgações, críticas, sugestões: joeytchutchua@gmail.com

E visite nosso blog:
http://tchutchuanius.blogspot.com

(na verdade é este mesmo que você está lendo...)

sábado, janeiro 20, 2007

Um passo a frente e não estamos no mesmo lugar...

(para ler ao som de Amigo Punk, do Graforréia Xilarmônica. Lógico!!!)

Foi no F$M, a pouco mais de uma semana.
Mas parece que foi agora a pouco...
Num dia távamos perto do parque Redenção eu e meu bro Victor Castelo Branco. A idéia era ir a coletiva que Saramago tava dando junto a um anfiteatro localizado por ali. Numa daquelas sucessões de erros que não tenho a menor vontade de explicar (por que aí eu teria que deixar de ser materialista-dialético), e que envolveram nossas amigas Gabriela e Silvia do UniCEUB, nossos planos acabaram sendo mudados.
Como se diz no jornalismo, caiu Saramago.
Aí surgiu a idéia. Um passeio por uma parte muito legal do nosso passado e de nossa militância no MECOM.
Num certo Instituto de Educação, meio que atravessando a Osvaldo Aranha, entrando no Parque Farroupilha. Até a localização ajudava a ambientação...
Entramos no local.
A escadaria e o quadro ainda tavam lá.
O arrepio em nossas espinhas e o sorriso de orelha a orelha também...
O ginásio aonde foi o alojamento também. E aonde a galera do Espírito Santo batucou seus funk, como “ 70 % de aproveitamento/ sou um delegado,/ que arrependimento”, ou “ neste COBRECOS/ Só tenho uma certeza/ ser observador/ é da minha natureza”.
E aonde na manhã depois da balada final o compa Flávio Gonçalves adentra, sem saber se ficava desesperado ou se ria, procurando um guri com cara de pouco mais de 15 anos, um certo Vinicius Mansur, que tinha desaparecido (descobrimos pouco tempo depois que ele havia dormido no Banheiro do G Powers, aonde tinha sido a Balada...).
Seguimos no pátio, aonde foi a alimentação. Não tinha a lona aonde foi as alimentações e as baladas internas.
E que ocorreu a chuva que quase arranca a lona, em uma cena digna daqueles filmes catástrofes...
E tinha a Rádio Poste. Onde conheci um cabra da Restinga que acabei trocando muitas idéias. André Saroba. Fui apresentado por uma outra amiga que havia recém feito, E que se tornou companheira de inquietações, uma tal de Micheline Michaelsen...
Auditório. O Piano ainda tava lá. A Carla e a Dani da UFPR cantaram alguma músicas que não me lembro bem quais enquanto uma das plenárias começavam.
Lembro que foi a única plenária que chorei no fim, depois da minha avaliação do encontro, citando Amigo Punk e tals.
Sem falar no Tchutchuá.
Em eu vendendo adesivos da Ralacoco.
Na Sue, da USP, dançando funk bêbada.
Das Maris da UFPE.
No Homem-delegação do Piauí.
Na consciência ecológica do Encontro.
Na Auto-Construção do encontro.
No Serrote Preto...

Quando saí, vi que uma semana especial tinha acontecido em PoA naquele ano. Parecia que tinha se criado uma nova família. Uma relação diferente de outros encontros que já tinha ido. E olha que já era macaco velho de encontronaquela época. Algo que durou um pouco mais na semana seguinte, do fórum de 2003.
Uma semana tri-legal.
Uma X-semana, num X-COBRECOS.

Seguindo e detonando o hardcore...

( texto Publicado originalmente no blog Mundo Externo S/A.)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

De oaxaca para o mundo

2 de dezembro de 2006.
COPAI-México.
I. A Outra Campanha no norte do México: dizer "Oaxaca" em cima ou em baixo
Centenas de detidos e detidas ilegalmente, dezenas de desaparecidos,torturas, golpes. Homens e mulheres jovens, indígenas, meninos e meninas,anciãos e anciãs. Como quem diz: o povo oaxaqueño de baixo. Em cima aPolícia Federal Preventiva, os paramilitares de Ulises Ruiz, os grandesmeios de comunicação, a classe política.
Calar frente a isso é dizer "Oaxaca" de cima, e de cima fazer os clientescontentes... e idiotas
Porque lá em cima se apressam em declarar que tudo voltou a normalidade eque o "conflito" está controlado porque foram detidos "os dirigentes",como se esse movimento tivesse "líderes" para serem comprados ou presos oumortos. Dizem que agora é necessário se voltar para o outro lado. Querdizer, não deixar de olhar para cima, para a parafernália do poderpolítico, para suas simulações, sua aparência de que mandam e ordenamenquanto o verdadeiro Poder dá a ordem do dia a seus meios de comunicação,comentaristas. locutores, artistas, intelctuais, chefes de polícia,militares e paramilitares.
Dizer "Oaxaca" de baixo é dizer companheira e companheiro, é acolher quemé perseguido, é mobilizar as forças próprias para a apresentação dosdesaparecidos, para a libertação das detidas e dos detidos, é informar, échamar a solidariedade e o apoio internacional, é não calar, é dizer estador do sul e indicar que se extende por todo o país e mais além dasfronteiras dos quatro lados, como se fosse por baixo por onde se nomeiam,se falam, se escutam, se caminham as dores.
Oaxaca se extende na dor, mas também na luta. Pedaçoes deste povo, como sede um quebra-cabeças de tratasse, se espalham por tod o territórionacional e mais além de um limite geográfico que, ao menos no norte, émais ridículo do que nunca.
Durante os dois meses que caminhamos nas diferentes esquinas do nortemexicano, Oaxaca foi aparecendo uma e outra vez. E se vestia de dor eraiva, e nos falava e nos olhava.
E a Outra escutou e escuta, e estende os braços como estenderam, emsolidariedade com Oaxaca, os limites de zapatistas que em duas ocasiõesparalizaram as estradas de Chiapas, e as Outras em todos os rincões doMéxico de Baixo, e os outros e outras nas esquinas do mundo. Como osestendem. Como continuarão estendendo embora ninguém leve em conta, comonão seja o espelho fragmentado que somos quem ninguém somos.
Diante de Oaxaca, para Oaxaca e por Oaxaca, dizemos:
COMUNICADO DO COMITÊ CLANDESTINO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA - COMANDO GERALDO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL. MÉXICO.
2 de dezembro de 2006.
Ao povo do México:
Aos povos do mundo:
Irmãos e irmãs:
O ataque que sofreu e sofre nosso povo irmão de Oaxaca não pode serignorado por quem lutamos pela liberdade, justiça e democracia em todos osrincões do planeta.
Por isso, o EZLN chama todas as pessoas honestas, no México e no mundo,para que se iniciem, desde já, ações contínuas de solidariedade e apoio aopovo oaxaqueño, com as seguintes demandas:
Pela apresentação com vida dos desaparecidos, pela libertação das detidase detidos, pela saída de Ulises Ruiz e as forças federais de Oaxaca, pelocastigo aos culpados pelas torturas, violações e assassinatos. Em suma:pela liberdade, democracia e justiça para o povo de Oaxaca.
Chamamos a que nesta campanha internacional se diga, de todas as formas eem todos os lugares possíveis, o que ocorreu e ocorre em Oaxaca, cada um aseu modo, tempo e lugar.
Chamamos a que estas ações confluam em uma mobilização mundial por Oaxacano dia 22 de dezembro de 2006.
O povo Oaxaqueño não está só. É necessário dizer e demonstrar, a ele e atodos.
Democracia! Liberdade! Justiça!
Pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena - Comando Geral doExército Zapatista de Libertação Nacional.
México.
Subcomandante Insurgente Marcos.
México, dezembro de 2006.
II. 45 mil kilometros em (Outra) Campanha
Em sua participação na primeira etapa da Outra Campanha, a Comissão Sextado EZLN correu por volta de 45 mil quilometros (47 mil 890, alguém anotou)no território do que já podemos chamar, com conhecimento de causa, efeitoe destino, o Outro México, o dos de baixo.
O que vimos e escutamos não só deixou por terra aquilo dos 31 estados e umDistrito Federal, já que nos encontramos com companheiros e companheirasde, pelo menos, 35 entidades: las 32 da geografia dos de cima, mais aComarca Lagunera, a Huasteca e essa entidade que cresce em identidadeprópria ao norte do rio Bravo.
O alento que move a Outra Campanha é tão grande que não cabe nem dentrodas fronteiras: ao norte do rio Bravo há outro México.
"Nunca perderemos. Estamos aqui. Vamos estar aqui sempre", disse umamenina chicana que sabe o que diz.
Escutamos e vimos muitos Méxicos, com cores e línguas distintas, compassos diferentes. E com eles nos demos conta que todos se fazez um aofalar a dor e atuar a rebeldia.
A pé, de moto, a cavalo, de bicicleta, de carro, trem e barco, fizemos 45mil kilometros de campanha bem outra e, para usar as palavras de umamulher indígena rarámuri, na serra Tarahumara, "vimos a doença e aí mesmoencontramos o remédio".
Com luz própria brilhou a dor, e começou a cintilar a árvore daresistência que abaixo está enraizada há séculos.
Não podemos continuar resistindo sozinhos, cada um por seu lado.Necessitamos nos unir, por nós e por todos.
Em poucas palavras, México só poderá viver se vive o México de baixo.
E no México de baixo só poderá viver com a liberdade d@s pres@s de Atenco,a de tod@s @s pres@s políticos do país, a apresentação com vida d@sdesaparecid@s e o cancelamento de todas as ordens de apreensção contralutador@s sociais.
III. Nem azul nem amarelo, o Outro Norte também existe
As quatro rodas do capitalismo: expoliação, desprezo, exploração erepressão, unem em baixo o que em cima dividem baseados em pesquisas edesejos azuis e amarelos.
A Outra Campanha recuperou o país, descubriu que o norte é também México.
Alguns botões de mostra:
Há uma linha em cima que une Teacapán a dautillo, em Sinaloa, com IslaMujeres, em Quintana Roo, e Puerto Progreso, em Yucatán; Joaquín Amaro aSan Isidoro, em Chiapas, com Matamoros, em Tamaulipas, e El Mayor, naBaixa Califórnia.
Nestas oito esquinas do México de baixo, famílias de pescadores sãoperseguidas por trabalhar. Assim se dá a criminalização do trabalho, baixoo corte do cuidado do meio ambiente.
A política ambiental dos governos neoliberais, tanto o federal como osestatais e municipais, é de destruição da natureza... ou de arrebatá-lasde seus legítimos guardiãos para entregá-la à voracidade das grandesempresas.
Por outro lado, em três estados, Sonora, Zacatecas e San Luis Potosí,governados pelo PRI, PRD e PAN, respectivamente, se pode constatar o querepresenta isso de "mantes as variáveis macroeconômicas".
Neles se dá a detruição do campo mexicano e a despovoação pela expulsão demilhões de mexicanos para os Estados Unidos. E a reconstrução das velhasfazendas porfiristas e seu redobramento com migrantes indígenas dosestados do sul e sudeste mexicano.
No México, a "modernidade" é voltar a época porfirista.
IV. Depois do século XIX, em cima continua... o século XIX
A máquina de fazer mecadorias se esconde na causa mas não no efeito. Portrás do mercado e por trás do salário se oculta o núcleo forte do sistema:a propriedade privada dos meios produção e troca.
As novas nações que participam na neoconquista do México estão formadaspelos bancos, as indústrias e o comércio, todos estrangeiros. E seusexércitos de conquista e ocupação são deputados, senadores, presidentesmunicipais, deputados locais, governadores, presidentes da República,secretários de Estado.
Esta é a história presente que une o México ao norte, centro e sul. Ostempos do fim do século XIX e inícios do XX voltaram:
- Expropriação de terras.
- Destruição da cultura e da história.
- Destruição da natureza.
- Destruição do tecido comunitário.
- Destruição da cultura organizativa.
- Violência de gênero contra as mulheres, intrafamilitar, social, culturale institucional.
- Desprezo aos mais velhos.
- Mercantilização da infância.
- Criminalização da juventude.
- Privatização do ensino médio e superior
- Desmantelamento do sistema educativa primário e secundário.
- Desmantelamento da segurança social.
- Destruição e reconstrução das condições laborais, para voltar ao tempode Porfírio Díaz.
- Repressão do comércio ambulante e asfixia do pequeno e médio comércio;para benefício do grande capital comercial estrangeiro.
- Desprezo e repressão a diferença sexual, inclusive dentro da esquerda.
- Autismo perverso dos grandes meios de comunicação.
" A fome mata, mas a dignidade indígena levanta", nos disse uma mulherindígena, chefa dos kumiai.
No México se trabalha para não morrer e se morre no trabalho.
V. Somos quem somos
O corpo principal da Outra Campanha são indígenas, jovens e mulheres.Trabalhadors do campo e da cidade, tod@s el@s.
No norte encontramos Oaxaca nos triquis, mixtecos e zapotecos; e tambémnos kumiais, kiliwas, kukapás, tohono o'odham o papágos, comca'ac o seris,pimas, yaquis, mayos yoreme, rarámuris, caxacanes, coras, wixaritari,kikapús, maskovos, teenek, pames, nahuas, chichimecas, tepehuanos,guarijios.
Nos povos, tribus e nações indígenas do norte é mais freqüente e naturalencontrar mulheres como chefes, dirigentes e líderes.
"Queremos continuar sendo o que somos", nos disse uma indígena rarámuri. Epoderia ter dito um ou uma jovem, uma mulher.
"Que caminhe a voz, para dar força a este mundo", diz a mulher, jovem eindígena no norte do México.
VI. Abaixo, um coração se conhece
A luta anticapitalista não nasce com a Sexta Declaração e a OutraCampanha; seguiu e segue muitos caminhos em organizações políticas,sociais, não governamentais, povos índios, coletivos, grupos, famílias eindivíduos.
A Sexta e a Outra foi o chamado para nos encontrarmos, nos conhecermos,nos respeitarmos, nos unirmos.
E se fez.
Agora devemos todos, todas, responder como Outra Campanha quem somos, ondeestamos, como vemos o México e o mundo, o que queremos fazer e como vamosfazer.
Por isso estamos convidando para a consulta interna de 4 a 10 de dezembrodeste ano.
A Outra Campanha não é outra luta abaixo, é a de cada um, mas estendendooutros laçoes, os de solidariedade e apoio, os da mesma dor e idênticarebeldia, os do respeito, os das diferenças conhecendo-se ereconhecendo-se.
O Outro México começa em baixo. E não termina até que se refaça, porquefalta o que falta.
A Outra Campanha se faz Outra frente ao de cima e seus espelhos. Não vamosconfluir nem nos unir. Quem se opõe a Calderón de cima não busca umamudança do país, mas chegar ao Poder. Quem nos opomos a Calderón de baixo,estamos contra tudo o que lá em cima simula idéias e pratica desprezos.
O oficial será derrotado, e o "legítimo" também, e o mesmo o nome que tomequem suponha que tudo voltará a ser igual e que de cima se decide por econtra os de baixo, para administrar o mesmo pesadelo do qual padecemos.
Este país está cheio de esquinas, de rincões. Daí, e não dos palácios, dassedes de governo e bunkers da classe política, sairá, crescerá e seráoutra alternativa.
Todo o país vive num cárcere, mas há cárceres que parecem e são prisões.Por isso a luta pela apresentação com vida dos desaparecidos, a liberdadepara @s pres@s de Atenco, e agora de Oaxaca, devem ser parte de umacampanha nacional.
Junto a isso, se podem levantar movimentos nacionais contra as altastarifas elétricas, a defesa e proteção do meio ambiente e a promoção docomércio ambulante e pequeno comércio, assim como o boicote ao grandecomércio.
Como zapatistas chamamos a atenção sobre o que tem de contribuição aslutas anticapitalistas de grupos e coletivos anarquistas e libertários emsua autogestão.
Em Chihuahua nos contaram dos tlatoleros, os mensageiros indígenas quecorriam os povos convidando a levantarem-se contra o virreinato. De uma ououtra forma, temos sido e seremos isso.
Enquanto quem olhou para cima voltam ao cotidiano e ao tema da moda, aOutra Campanha olha a si mesma, se define, se prepara.
Em cima olham, falame perguntam pelo 2012. Abaixo a Outra Campanhacontinuará perguntando quem e o que no Programa Nacional de Luta, depois ocomo e quando. Então o calendário de cima será deixado de lado e seguiráoutro de baixo e à esquerda.
Chegou a hora. Seremos o que somos, mas outros melhores.
É necessário despertar.
Subcomandante Insurgente Marcos.
Comissão Sexta do EZLN.
Delegado Zero.
México, dezembro de 2006.
P.S.: No quartinho sem janelas de Sombra, só o relojo permite distinguir odia da noite. Aí sempre é madrugada. Sombra se prepara agora para voltaràs sombras de onde nasceu e o alimentam. Faz contas e recontas. Se acomodade novo o coração rompido e cheio de cicatrizes e remendos. Leva anclas,acende velas. Outros país leva colado nos pés, na pelo, nos ouvidos e noolhar. Leva uma dor e uma raiva que não cabe nas palavras de todas aslínguas. Nas montanhas do sudeste mexicano, no moreno coração coletivo quemanda, espera uma resposta que já conhece há séculos: é necessárioamanhecer, como por si mesmo amanhece, quer dizer, com dor e com raiva.Sombra sabe o que escutará da morena montanha que o guia. Dando alívio ádor e esperança à raiva, em língua ancestral dirá: "Não se preocupe muito,não tenha pena, que não esteja triste o coração de nossa Pátria, poruqeainda falta o que falta".

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Diversidade sexual e controle público dos meios são temas do próximo "Vozes na TV"

O programa Vozes na TV do dia 07 de dezembro recebe Paulo Mariante, membro do Identidade - grupo de ação pela cidadania homossexual. O bate-papo é sobre diversidade sexual e sobre como a mídia trata este tema.
Em questão, estarão, por exemplo, programas homofóbicos (como as pegadinhas), novelas que tratam o tema de maneira superficial ou distorcida e a necessidade de a sociedade intervir, fiscalizando a programação (principalmente da TV) e os conteúdos veiculados na mídia em geral, denunciando violações dos direitos humanos pelos meios.
A importância do controle público da comunicação será tratada tendo como pano de fundo a experiência do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro e janeiro do ano passado, fruto de uma Ação Civil Pública movida por 6 organizações da sociedade civil (entre elas, o Intervozes e o Grupo Identidade) e o Ministério Público Federal, contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber, da Rede TV!.

O Vozes na TV é semanal e tem uma hora de duração.
É exibido sempre ao vivo, às quintas-feiras, das 16h às 17h.

Sobre o programa

O Vozes na TV é uma produção do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social para a AllTV (
www.alltv.com. br). Pretende ser um espaço democrático para que movimentos sociais, organizações da sociedade civil e ativistas dos Direitos Humanos no Brasil exerçam seu Direito à Comunicação.
Para isso, quer promover debates sobre o Direito à Comunicação, a Democratização da mídia no Brasil e sua importância para a construção de uma sociedade igualitária. É também um ambiente para que movimentos e ativistas levantem suas vozes e ocupem a rede para falar da sua luta e debater sobre como a concentração da mídia e as políticas precárias de comunicação no Brasil interferem na efetivação e garantia destes direitos no país.
O programa tem três blocos. Um primeiro em que a apresentadora Daniele Ricieri e um/a convidado/a do Intervozes falam sobre temas da conjuntura da comunicação no Brasil e no mundo, de atualidades no campo da mídia e fazem análises críticas da mídia e da cobertura a determinados temas. Outros dois blocos em que são tratados - com o convidado do dia - temas específicos dos movimentos sociais e Direitos Humanos: questão racial, diversidade cultural, questão agrária, direitos das mulheres, diversidade sexual, educação, saúde, participação popular, entre outros.


Como participar

Se você, sua organização, movimento ou coletivo tem uma sugestão de pauta, quadro ou convidados/as para o programa, escreva para vozesnatv@intervoze s.org.br
Também é possível participar ao vivo do programa pelo www.alltv.com. br, fazendo parte do chat ou enviando mensagens e perguntas aos apresentadores e entrevistados/ as.

Sobre o Intervozes

O Intervozes é uma associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia.
Foi umas das organizações responsáveis pela realização do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006 na Rede TV! como fruto de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal e outras 6 organizações contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber.
Naquela ocasião, criou-se algo sem precedentes na história da televisão brasileira: um espaço na televisão privada, ocupado por produções audiovisuais de movimentos, organizações e produtores independentes de todo o Brasil. Produções e produtores que não têm voz nem vez no cenário atual das comunicações no Brasil.


Vozes na TV
Todas as quintas-feiras, das 16h às 17h, em
www.alltv.com. br
Informações:
Bel Mercês - (11) 8202-0981
Daniele Ricieri - (11) 9647-5233
Michelle Prazeres - (11) 8558-0331

terça-feira, setembro 19, 2006

Dia Mundial Sem Carro na Ralacoco

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro. Para contestar a cultura do automóvel e mostrar à cidade os benefícios do uso de outros meios de transporte. Em todo o mundo a população é convidada a deixar o carro em casa e utilizar meios de transportes públicos ou alternativos, ou seja, usar mais os ônibus, bicicletas ou mesmo andar à pé em pequenos trajetos.
Em todo o mundo haverá mobilizações a respeito. na quinta feira que vem, meio dia (horário de Sobradinho- DF) membros da organização do Dia Mundial sem Carro em Brasília estará na Hora Tchutchuá falando do evento.

Pode-se ouvir a rádio através do 101,3 fm ou pela internet.

Mas se você não tá agüentando de curiosidade para saber sobre este dia mundial sem carros, veja a visão d@s ciclistas sobre o assunto:

http://www.rodasdapaz.org.br/
http://www.bicicletada.org
http://apocalipsemotorizado.blogspot.com

"Liberdade, essa palavra"

No dia 28 de julho foi exibido pela primeira vez o vídeo documentário "Liberdade, essa palavra", trabalho de conclusão de curso de Jornalismo pela UFMG do então estudante Marcelo Baêta. Depois desta data, o vídeo, que denuncia a censura à imprensa por parte do governador do Estado Aécio Neves, começou ser comentado no boca-a-boca pelos bastidores da imprensa mineira e do meio político. No dia 21 de agosto, o foi colocado à disposição no endereço www.amplifique.com . Além do vídeo, ali estão todas as intenções do autor e detalhes da pesquisa, apuração e entrevistas. Três dias depois, uma versão do vídeo foi publicada no Youtube.com, com desconhecimento total do autor. Essa versão está dividida em duas partes e não apresenta o final e os créditos do documentário.Na noite do dia 02 de setembro a campanha para a reeleição do governador Aécio Neves lança também no youtube.com um vídeo intitulado "Liberdade de Imprensa em Minas" com o objetivo de "comprovar a fraude praticada em um vídeo em que o PT de Minas Gerais está difundindo na internet." Afirmando que as entrevistas foram editadas, o vídeo tucano procura os entrevistados para que dêem sua palavra "agora, sem edições", sendo que em 3 segundos de fala, a primeira edição é feita, numa tentativa de desqualificar o vídeo como denúncia. A alegação é de que o vídeo documentário do jornalista Marcelo Baêta é um material eleitoreiro do PT, sendo que há mais de 40 dias o meio da imprensa e política já sabia da existência do documentário. Nada melhor do que ver, difundir e tirar suas próprias conclusões.
(fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360277.shtml)

Cartunista brasileiro é ameaçado por partido conservador de Israel

No dia 5 de setembro foi publicado no site do Likud - partido conservador da direita israelense - uma matéria ameaçando o cartunista brasileiro Carlos Latuff por seu ativismo artístico em defesa do povo palestino. O site afirma que o cartunista, através de seu "talento gráfico fantástico", quer o fim do Estado de Israel. A matéria constrói uma série de calúnias, tentando ligar o cartunista ao nazismo, anti-semitismo, "campeão da indústria de maldades iraniana" e muitas outras. Também critica as autoridades de segurança de Israel, entre elas, a Mossad - Instituto de inteligência e operações especiais de Israel - por não terem coletado "informações" sobre o mesmo e afirma: "deveriam ter cuidado desse Carlos há muito tempo, de um jeito ou de outro". Depois, convoca todos/as leitores/as a fazer algo com o objetivo de calar Latuff, afirmando que ele é a principal voz da contra-propaganda das ações do governo israelense, e comparado-o com Goebbels, o ministro de propaganda do nazismo. Pede que ele seja processado, que seja contactada a embaixada brasileira e que sejam usados todos os mecanismos possíveis para intimá-lo, já que "o que Israel está fazendo? Nada!!!".
Em mensagem que está circulando na internet, o cartunista afirma que: "se eles podem cometer 'assassinatos seletivos' de palestinos e cobrir Beirute com toneladas de bombas matando centenas de civis, não seria difícil 'neutralizar' um cartunista no Brasil, seria? Ameaças de morte, tentativas baratas de me aterrorizar, contudo, não vão impedir que eu continue apoiando a luta dos palestinos contra a brutal ocupação israelense. Tudo o que os capangas do Likud podem fazer é me silenciar com uma bala, mas nunca serão capazes de silenciar minha arte. Será preciso mais do que isso para calar".

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360283.shtml

terça-feira, agosto 29, 2006

Da série, "Assim Caminha o Brasil..."

Desde anteontem que todos os veículos de comunicação com sede ou escritório em Brasília estão proibidos pela Justiça de mencionar a existência da fita de áudio onde Roriz e o advogado Eri Varela destratam o deputado José Roberto Arruda, candidato do PFL. Tal fita foi exibida no
pelo próprio Eri no último sábado durante inauguração de comitê eleitoral no centro da cidade. A fita tocou por três vezes diante de cerca de 500 pessoas. Sequiserem ouvir, ouçam aqui.
A pedido do ex-governador Joaquim Roriz, a Justiça concedeu liminar proibindo os candidatos ao governo do Distrito Federal de fazerem qualquer tipo de referência à (veja aqui). Aonde? Em tudo que é espaço.
Nas eleições de 2002, a Justiça proibiu os veículos de comunicação de publicar gravações de telefonemas feitas pela Polícia Federal no curso de uma investigação sobre grilagem de terras. Uma das gravações flagrou conversa suspeita do então governador Joaquim Roriz com o acusado de grilagem Pedro Passos. Hoje, Passos é deputado distrital. Concorre a reeleição.

Libertaram Jaime Amorim

mais detalhes veja reportagem da Carta Maior.

Mas por ele ter sido preso é que eu pergunto:

QUE PAÍS FOI ESSE?

segunda-feira, agosto 21, 2006

Líder do MST em Pernambuco é preso à saída de velório

A manchete acima é da página do JC on line. Pra quem quiser ler: http://jc.uol.com.br/2006/08/21/not_117922.php

Se quiserem uma versão mais completa: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12035

É bom rearfirmar de que velório Jaime Amorim vinha. De Josias de Barros Ferreira. 28 anos. Da direção estadual do movimento em Pernambuco. Morreu de morte matada. Junto com Samuel Matias Barbosa, da direção da região metropolitana de Recife.
A grande imprensa diz que foi disputa entre sem terra. Gente que queria aceitar grana numa retirada de pessoas de um assentamento.
E tem a versão de que foi gente infiltrada por politicos da cidade. Sabe, pessoal que queria dividir o Movimento. Pelo que tenho visto por aí, esta versão é muito mais crível...

A alguns anos atrás eu achava MST algo distante. Só via o que era mostrado na Midia. De baderneiro pra baixo. Aí comecei a fazer atividades em conjunto com o pessoal.

Quando você começa a ver quem são os tais "baderneiros" do MST não consegue sentir indiferente com estas notícias. Pelo menos se você guarda um pouco de humanidade dentro de si. Alguns dos momentos mais profundos que tenho foram em assentamentos, acampamentos, e atividades em comum junto ao MST.

Outros momentos, como este, são profundos também...