domingo, dezembro 19, 2010

Não sou Rubem Braga, Lamento

Para Pedro Caribé e Tayago, pela conversa

Já fui estudante de Matemática.
Às vezes ia de carona com colega curso que era policial. Ele sempre estacionava relativamente longe. O que significava atravessar praticamente todo o (Uni)CEUB que era aonde eu estudava.
Todo este trajeto ele dava boa noite para todo servidor da instituição que encontrasse. Motoristas, cobradores, porteiros, faxineiros e outros,.
Uma dia perguntei por que ele fazia isso. E recebi uma das maiores lições de humildade da minha vida:
- Eu trabalho cerca de 6 horas por dia numa faixa de pedestres, e sei como é doloroso passar um dia sem receber nem um bom dia.
Comecei a dar bom dia desde então...

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Meu Afastamento da Ralacoco

Como faz parte da minha vida, acho justo que o pessoal daqui do Blog saiba disso, mesmo por que muitas das pessoas que me lêem aqui me conheceram neste espaço político. Aconteceu a pouco mais de um Mês.
E sim, vocês leram o título da mensagem corretamente.
Quando começamos a rádio (no plural, pois foi, e é, obra coletiva) viamos a necessidade de instrumentos pára serem utilizados para a transformação da realidade, desde o micro-cosmo UnB, até a totalidade social em que vivemos. Viamos antes, de maneira algo que confusa, no ME, e em outros instrumentos políticos depois. superando ou tentando superar o coronelismo que existe seja na sociedade, seja na UnB, seja dentro de nós mesmos.
Não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. Estou em outros MIcro-Cosmos que demandam energia, elaboração teorica e praxis para aproximarmos mais na transformação que falei lá em cima. E opto por me abster da participação na Ralacoco no próximo periodo e incidir em outros espaços.
Sei que talvez nos encontraremos na Luta Social. Por tanto até logo, Ralacoco.

Marcelo Arruda

quarta-feira, outubro 06, 2010

Como quem não quer nada. Foi na greve das federais de 2001 na UnB. Não foi amor à primeira vista, nem nos olhamos nos olhos, mas ela tava lá.

Nos envolvemos. Fui passando muito tempo com ela. Os melhores tempos que passei na UnB. Tempos de Luta, que não era só minha, era de um coletivo...

E ela tava Junto.

Nos afastamos algumas vezes.

Brigamos, nem sei mais por que.

Mas sempre voltamos.

Pois tínhamos algo lindo entre a gente, um ideal de mundo melhor que nos fazia mais forte. Nos unia. E que crescia cada vez mais.

Era e é a Capacidade de dizer bom dia.


domingo, agosto 22, 2010

((Quase 33)) Vivendo e não aprendendo

"Como é fazer 33 anos?" É uma pergunta.

É gostar de fazer um carinho gostoso, olhando nos olhos de alguém. Ser correspondido. E achar satisfação neste gesto. Saber ver o intocado dela. O que ela tem de melhor. Descobrir e liberar.
É de vez em quando agradar aquele adolescente dentro de você, que curte rock, cantando desafinado no chuveiro músicas infantis da década de 80...
É abraçar quem você gosta mandando todo o carinho do mundo para ela. Se possível, rodando a pessoa num giro de 360 graus. Trocando energia positiva. Nos carregando, para um mundo que teima em nos esvaziar.
É nos descobrir como nosso principal adversário e como nosso principal aliado. Alguém que teremos que superar a cada dia para sermos um Ser humano melhor. E quem podemos pedir ajuda na tarefa.
É passar o aniversário ajudando a organizar um seminário com alguns companheiros e companheiras de jornada. Tendo em mente que isso faz parte da construção de um mundo mais justo. E saber que pode confiar nestas pessoas sem sombra de dúvida.
É fazer Tchutchuá.
É fazer o que se gosta. Ou simplesmente fazer, quando possível. Por exemplo, escrever um texto que numa noite de domingo, sem saber como começar e terminar, e publicar num blog vermelho.
Só para terminar uma triloga...

Não é uma resposta.

segunda-feira, agosto 16, 2010

((Quase 33)) Idade

O que falar de uma idade que aos 10 não imaginava como seria? Tirando que provavelmente estaria já casado e com a vida estabilizada? (sim, pensava isso aos 10 anos...)
O que falar de uma idade que aos 20 ainda estava correndo atrás do Sonho de entrar na UnB, aflito com o que poderia vir se não passasse no Vestibular? (fazia Matemática mas não queria ser Matemático. )
O que falar de uma idade que aos 30 me impressionava com a proximidade, mas também com algumas ainda indefinições? (Ainda sofrendo para sair da UnB, depois de demorar para entrar.)

Nada. Não falo nada. Talvez é isso que aprendi. Tentar valorizar meus silêncios.(Aprendi?)
As coisas acabam acontecendo, algumas como planejamos, outras como não planejamos.
Aos 33 continuo sendo um cabra de Sobradinho, com alguns sonhos, e algumas dúvidas, e poucas certezas.
Quem sabe aos 40 aprenda a lidar com isso plenamente. Enquanto isso...





((Quase 33)) Gracias a La Vida

A vida nos dá alguns presentes. Cabe a gente aceitar. E agradecer.
Tá, fácil dizer. Tem alguns tão bons que a gente nem acredita que eles vem. É quando a gente deixa passar, nos arrependemos.
Tenho cá meus pontos negativos. Todas e todos tem. A questão é desapegar-se dos negativos, principalmente daqueles que você não tem controle, e aproveitar os positivos.
Tá, fácil dizer II, a missão. Alguns doem. Rasgam a alma. Nos paralisam.
A única coisa que posso falar é tentar manter a cabeça erguida.
Afinal, isso também vai passar...


quarta-feira, agosto 04, 2010

Ju,

Tu pregou uma peça na gente.
A gente pensando que você era desse mundo.
Mas não. Este mundo não era o bastante para ti. Deveríamos ter desconfiado.
O mundo não estava preparado para alguém que a alegria é a vida, e vice-versa. Sempre prestativa, sempre ajudando, e sempre trabalhando. Com um sorriso no rosto nas situações mais complicadas. Incentivando quem tava desanimado ou desanimada.
Nem nós tavamos preparados, para aquelas perguntas simples, tão simples, que você fazia de coração nas reuniões dos projetos do RadioDiversidade. E nos desconcertava.
Nem eu ainda estava preparado para mergulhar na vida, como você sugeriu muitas vezes.(POde deixar que estou resolvendo isso, e sobre pedir desculpas também...)

Aí, de repente, você foi para seu lugar, nas estrelas.
Fico aqui lembrando de uma poesia de Mário Quintana, "Parece um sonho."

"Parece um sonho que ela tenha morrido!"
diziam todos... Sua viva imagem
tinha carne!... E ouvia-se, na aragem,
passar o frêmito do seu vestido...

E era como se ela houvesse partido
e logo fosse regressar da viagem...
- até que em nosso coração dorido
a Dor cravava o seu punhal selvagem!

Mas tua imagem, nosso amor, é agora
menos dos olhos, mais do coração.
Nossa saudade te sorri: não chora...

Mais perto estás de Deus, como um anjo querido.
E ao relembrar-te a gente diz, então:
"Parece um sonho que ela tenha vivido!"

Poisé, foi um sonho. bonito sonho que vivemos juntos.
Vá na luz, Ju. Vai ser mais uma estrela, para nos iluminar lá de cima.
E valeu por compartilhar sua passagem na Terra conosco, amiga.

domingo, julho 25, 2010

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

"Abade: É possível cobrir a Terra inteira de tecido para que fique suave em qualquer lugar que pisarmos?
Monge 1: Não.
Abade: Então o que fazemos?
Monge 2: Colocamos sandálias de tecido."

(Cena do Filme A Copa (1999), do cineasta e mestre budista Dzongsar Khyentse Rinpoche)


Todo mundo tem uma Sandália de Tecido. Algo que ancore emoções. Algo que ative o desejo mais profundo ser liberado. Aquela música que faz lembrar que alguém especial. Uma cena de filme que te dá um insight. Novos mundos.
Sinais que você recebe, mas a partir daí tem que saber o que fazer com eles. Até você está esperando estes sinais, inconscientemente. Perguntas que quer responder. Ou até descobrir novas perguntas. Algo que nos tire de nossas confusões e nos dá certeza.
Mas qualquer certeza pode se desfazer. Depende do que sentimos, vemos e acreditamos.
E do que estamos calçando.

segunda-feira, junho 14, 2010

Um pouco mais sobre relevância e Sorrisos

Brad Jones.
Não conhece? Goleiro da Austrália. Segundo Goleiro da Austrália. Quer dizer, era.
Desistiu do ponto alto de qualquer jogador de futebol, que é a Copa do Mundo.
Diz ele: “A Copa do Mundo é irrelevante para mim agora. Quando eu entrei no quarto e Luca sorriu quando me viu, isso valeu mais que qualquer coisa que a Copa do Mundo jamais poderia me dar. O tratamento vai durar cinco semanas e eu quer estar aqui o máximo que eu puder”
Tratamento de leucemia.

Já tenho para quem torcer nesta copa. Pelo sorriso do filho de Brad Jones...

sábado, junho 12, 2010

A relevância de um sorriso

Domingos Dutra.
Está em greve de fome. Motivos que Rogério Tomaz Jr fala muito melhor do que eu aqui e aqui.
Ele se mostrou muito atencioso quando a amiga Amanda Dutra me apresentou como militante de Rádios Comunitárias. Como se eu fosse a pessoa mais importante no recinto.
Não era.
Ali estava presente também o Manoel da Conceição, citads nos links acima, que explica uma dele: "Minha Perna é minha Classe."
Mas me impressionou, depois de tudo o que aconteceu, que Dutra se despediu com um sorriso.
Sorriso mostrando uma alma rasgada, mas que mostra a sua relevância.
Na luta...

(atualização 10:27, 13/6/10: ver o video abaixo)

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Apenas um sonho em Recife/Olinda

James Taylor.
1985. Estagnação. Perdido, enfim.
Aí foi para um Show para 250 mil pessoas. Rock n'Rio 1985.
E se encontrou.

Também me encontrei. Precisei de um tempo para me esquecer um pouco de mim mesmo, para simplesmente me divertir.
Mas não imaginava o que ocorreria. Mesmo com a alma receptiva que fui. Afinal, era Carnaval.
Não imaginava que até o que eu não me lembrava fosse tão bom no fim das contas...

Olinda/Recife ganhou um amigo...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O que cantaremos depois...

De vez em quando bate uma nostalgia de nós mesmos. É quando a gente se vê n'alguma foto ou num texto antigo. No meu caso, nesta semana 10, 5 anos mais jovem.
Motivações diferentes, sonhos diferentes, perspectivas diferentes. Aquele ser dos textos ou na foto pensava, amava, lutava, sorria, sofria, escondia e revelava. Tinha o mundo a descobrir. E à mudar.
Não deu para evitar uma sensação entre o constrangimento e a agonia de não perceber resultados óbvios de minhas ações. Ou de minha incapacidade, quando percebia, de convencer as pessoas ao meu redor. Nossa tendência a autocrítica e ao controle, mesmo com a distância temporal, faz a gente se exigir muito de nós mesmo. Como se pudessemos pegar uma máquina do tempo corrigir o que fizemos de "errado". Como se o resultado das escolhas que fizemos não fosse também parte de nós mesmos, de nossa construção como pessoa...
Poisé, viajar no tempo dessa maneira é legal. Desde que a gente não fique preso por lá...

sábado, janeiro 09, 2010

Mensagem numa garrafa.

Naufragos como o povo de lost. Bilhões. Procurando um lar. Mandando recados para o resto do mundo, esperando respostas. Alguns esperando até perguntas.
Procurar alguém que catalise a si mesm@. Outro ser inteiro, não outra metade. Complexos como nós. Alguns se perdem na busca.
Mergulhando de cabeça. Com o perigo de não saber da fundura do rio. Nem da correnteza. Nem se sabemos nadar. As vezes pensamos que sabemos. Estas águas enganam, e muito!

E tentamos. Às vezes contra a correnteza. Por todo o mundo.

domingo, janeiro 03, 2010

Vísivel

Histórias com inicio, meio e fim. Imagens limpas, assépticas. Com ar-condicionado e tudo. Feitas para se enquadrar em cinema de shopping.
O filme do Lula. E o do Zezé de Camargo e Luciano também.
(Vixe, melhor não começar, a lista é imensa...)
Ficções, sobre parte da história recente do Brasil, que faz parte do rural se tornar urbano. Trajetórias tipo Self-Made Man. Numa realidade de alijamento de parte da população dos meios de consumo.
O caipira e o nordestino como imagem brasileira sempre foi algo olhado com desdém. Mazzaropi que o diga.
O que é feito deixa lacuna. O perfeito. E nesta ausência há algo que se perdeu no processo, que talvez retrate mais do que o que é mostrado em tela.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010

Todo 31 de dezembro, minutos antes da grande virada, todos pensam em suas vidas e se entregam a promessas para o ano vindouro: "vou para de fumar", "vou fazer dieta, "vou estudar mais", "vou atualizar o blog com mais freqüência"...
Normalmente, também, as promessas são esquecidas logo após a "contagem regressiva". Acho que é porque existe uma discrepância entre o que as pessoas realmente querem de si e para si com o que elas se cobram ou com o que delas é cobrado. Suas reflexões costumam se limitar à idealização do que gostariam ou do que acham que gostariam de ser e não sobre quem são realmente. Suas reflexões são munidas de culpas, frustações, aspirações utópicas. Por isso costumam se esvair tãologo venha a primeira ressaca do ano.
Estou falando da passagem do ano ela é um periodo que renovamos nossas esperanças em novas realizaçãoes. Só que todo mundo muda todo dia. Aos poucos, gradualmente, mas muda. Atés as pedras (pela ação do vento). Só que nem todo mundo quer ser agente ativo na mudança. Ficam só na promessa.
Eis o ponto: não fique só nas promessas de ano novo. Aja para que se realizem.
Que tal começar agora?

Trilha sonora: Dom e Ravel - Marcas do que se Foi


sexta-feira, junho 05, 2009

Vai Negar o Seu Direito?

DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB

Comunicação é um direito de todos.
Serve para proporcionar o diálogo, para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação, e moradia.
Como mecanismo de fiscalização, denúncia e cobrança do poder público para assegurar estes direitos.
Para valorização de nossa cultura e da regionalização do conteúdo.
E para construir políticas públicas para a própria Comunicação Brasileira.

Graças a pressão e organização dos Movimentos Sociais, o Governo Federal anunciou para Dezembro deste ano a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação. É uma chance para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. O DCE Honestino Guimarães e os demais signatários deste convite acreditam que só o amplo debate e a intensa mobilização social poderão garantir que a democracia prevaleça nas Conferências Distrital e Nacional de Comunicação. Com esse propósito, chamamos indivíduos, grupos e movimentos a participarem, no dia 10 de junho, do DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB, com a seguinte programação:

8h – 8h30:
Abertura Cultural
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)

8h30-10h:
Rodada sobre Conferências Nacionais
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: DCE, DENEM (Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Comissão Pró-Conferência de Comunicação, Clóvis Henrique (Autor de Dissertação de Mestrado em Ciência Política sobre Conferências Nacionais)

10h às 12h30:
Painel Democratização da Comunicação
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: LAPCOM, Ralacoco, ENECOS, Daniel Vila-Nova (Autor de Dissertação de Mestrado em Direito sobre rádios comunitárias)

13h as 15h:
OFICINAS: Grafite, Stêncil, Fotogravura
(Local: DCE, ICC Norte)

15h às 17h: Oficina de Radioweb
Facilitadores: Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx
(Local: DCE, ICC Norte)


Realização:

Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães
Projeto de Extensão Comunicação Comunitária - COMCOM/UnB
Rádio Ralacoco - livre com princípios comunitários
Instinto Coletivo
Centro Acadêmico de Direito da UnB- CADIR
Centro Acadêmico de Comunicação da UnB - CACOM
Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx
Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação - ENECOS
Projeto SOS Imprensa


PS.: Pra tentar chamar um pouco mais da atenção das pessoas, o Conselho Federal de Psicologia montou esse vídeo aí embaixo, que fala sobre a importância da Confecom.

quarta-feira, junho 03, 2009

Beatles em desenho animado.

The Beatles foi um desenho animado americano que foi ao ar originalmente de 1965 a 1967 na rede ABC. Consistia em histórias que eram essencialmente destinadas a criar um visual ilustrado das músicas dos Beatles (tocadas na íntegra, como no caso do vídeo em que é apresentada "I Wanna Hold Your Hand", versão de "você lambeu meu pé", de Rita Lee).

Os membros da Banda não tinha nada a ver com a série, além próprio uso de suas musicas. O ator americano Paul Frees fazia as vozes de John e George, enquanto Lance Percival (da série de TV Carry On) emprestava sua voz para Paul e Ringo.

PS.: Eu achei o Desenho bem ruinzim...


terça-feira, março 10, 2009

Todas as Mulheres do Mundo (ou pelo menos 7): Nara Leão e Maria Betânea

As embaixadoras chegaram, encantando o consulado do Samba.
MAs tomem cuidado, pois elam, pegam, matam e comem também...




PS.: Peço desculpa só pelo cabra feio, o de bigode...

terça-feira, março 03, 2009

Todas as Mulheres do Mundo (ou pelo menos 7): Elis Regina

Mais de 26 anos, e essa mulher nos deixam bestas, sem responder nossas perguntas...
com medo de encarar este enigma...

quinta-feira, janeiro 01, 2009

segunda-feira, dezembro 29, 2008

tá perto de fazer aquela lista de metas para 2009.
dançar tango é uma delas.

domingo, dezembro 28, 2008

sexta-feira, dezembro 26, 2008

número equivalente a quatro mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha cinco elementos distintos. Representado pelo símbolo 5 (algarismos arábicos) ou V (algarismos romanos).

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Acho que já deu para perceber que vou dizer...
número equivalente a cinco mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha seis elementos distintos. Representado pelo símbolo 6 (algarismos arábicos) ou VI (algarismos romanos).


número equivalente a seis mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha sete elementos distintos. Representado pelo símbolo 7 (algarismos arábicos) ou VII (algarismos romanos).

terça-feira, dezembro 23, 2008

número equivalente a sete mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha oito elementos distintos. Representado pelo símbolo 8 (algarismos arábicos) ou VIII (algarismos romanos).

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Comentários a respeito do Cristianismo...

"O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Nós [Beatles] somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro - o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mau, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga [o Cristianismo] para mim."

A tal frase...

quinta-feira, novembro 13, 2008

Pontos de Cultura fazem a comunicação da Teia 2008

Por Priscila Costa

Depois de muito trabalho e discussões, a equipe que fará a comunicação está preparada para mostrar a diversidade de olhares pensamentos da Teia 2008. O objetivo deste grupo é dar voz e visibilidade aos que disseminam a cultura brasileira. Muitos sotaques e experiências estão misturados nesta imensa teia onde todos tem espaço para se expressar.

Os quatro dias de atividades serão transmitidos por 40 pessoas oriundas de Pontos de Cultura de todo o Brasil. Os relatos e impressões das atividades da Teia serão transmitidos pela internet através da rádio (http://estudiolivre.org:8000/radioteia), e nos links da galeria de fotos, de vídeos e nos textos que estão sendo postados aqui no blog há algum tempo.

As experiências vividas aqui servirão de subsídios para os integrantes da equipe de comunicação livre levarem ao seu Ponto de Cultura. "É muito válido que os pontos estejam fazendo a Teia. É muito construtivo" comentou o coordenador de geração de renda do Pontão de Cultura digital de Pernambuco, Pedro Jatobá. Mas além do aprendizado, Jatobá ressaltou um ponto de estrema relevância para os Pontos de Cultura: a sustentabilidade. Para ele este é um dos desafios fundamentais, fazer com que os pontos consigam ter meios de sustentabilidade para não necessitar apenas da verba pública.

É para esta e outras discussões que a equipe de comunicação livre estará voltada. Levando as problemáticas e mostrando o que de mais belo tem o nosso povo: a cultura brasileira.

quinta-feira, outubro 30, 2008

O que você tava fazendo à vinte anos atrás?

PUTA QUE PARIU!!!!
Parece que foi ontem!
Nunca tinha ficado acordado para mais tarde para nada.E não fiquei, durmi cedo e só vi o resumo da Corrida na manhã seguinte...
Mas vinte anos depois ver aquela corrida é outra perspectiva. Do tipo como era a narração do Galvão, como era o automobilismo antigamente (e eu pensava que aquilo éra muito comercial. para ver com a gente tem alguma ingenuidade ao 11 anos...)
E que o esporte nacional era automobilismo. Aliás, a gente tinha corridas no Brasil...


sábado, outubro 25, 2008

terça-feira, outubro 14, 2008

Escadaria para o Céu (1)

você lembra daquela banda inglesa que tocava, stairway to heaven?
qaul o nome dela mesmo?



Sim, tem mais da onde veio isso...

segunda-feira, setembro 29, 2008

Man on the moon

Quanta energia um ser humano guarda dentro de si?
E como controlar o animal que está dentro de si?

E para onde liberar?


sexta-feira, setembro 05, 2008

Michael Jackson faz 50 anos.
O que os 50 anos fizeram com Michael Jackson!!!!

quinta-feira, agosto 28, 2008

Tributo a Sérgio Neiva Cavalcante

Tirando Hermes e Renato, e David Byrne, poucas pessoas deram o valor histórico que este icone dos anos 80 merece. Este tributo pode ser um começo, ainda insuficiente...

PS.: Chico Buarque who?

Ópera do Mallandro

quinta-feira, agosto 14, 2008

Se joga

O que é pior?
Não fazer o que quer?
Ou fazer, e não alcançar os resultados esperados?

Bem, ninguém disse que a realidade é bonita.
Mas pior é viver no engano. Dá mais trabalho a longo prazo.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Deixa o verão

Um olhar pode mudar muita coisa.
Procurando a alma.
Conversando.
Com os olhos.
Com a Alma.

Palavras?

quinta-feira, julho 31, 2008

Para cantar o Sol

Podem entrar na sua vida.
Num programa de rádio.
Numa dança.
Te oferecendo Cigarro.
Estudando Magia.
Fazendo Cocégas.
Acendendo incenso.

De repente.
E te fazem ir além.

terça-feira, julho 29, 2008

Hum... Pois...

Porque as pessoas que mais temos contato não são as que nós encontramos nos cotidianos, mas aparecem nos momentos certos para dizer a coisa certa?
Não sei.
Talvez para lembrar dos momentos que temos não se medem pelo tempo, mas pela intensidade dos caminhos que nos encontramos e nos perdemos.

segunda-feira, julho 28, 2008

SEMANA MECOM: Eu já falei, vou repetir...

Num processo o importante é como você encerra ele.
Nâo deve se apegar muito a ele como processo, pois todo apego é ruim.
Mas quando encerrado, deve ir para outros.
Mesmo que demore mais que o necessário.

domingo, julho 27, 2008

SEMANA MECOM: Sobre a Situação atual do MECOM

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quinta-feira, julho 24, 2008

SEMANA MECOM: Uma fala e um Batizado

A UNE não fala em meu nome,
A CONLUTE não fala em meu nome,
Minha mãe não fala em meu nome,
Nem eu, quando estou Bêbado, falo em meu nome...

terça-feira, julho 22, 2008

SEMANA MECOM: Sem Final

Num momento você está dormindo sossegado.
Noutro você é acorda e se vê cercado por um bando de pessoas cantando Ad Infinitum o Refrão da música do Rappa. Na verdade só as duas palavras do Título...




segunda-feira, julho 21, 2008

SEMANA MECOM: Esta música não é repetitiva..

O que faz uma música ser um hino para um grupo de pessoas é o sentido que este coletivo vê em comum nela. Sentido que quem compôs pode nem ter visto.
Amigo Punk, Composição do Graforréia Xilarmônica, tem um sentido coletivo para um grupo de estudantes que militatam o MECOM sobre companheirismo e objetivos em comum. Jà falei um pouco sobre isso aqui e noutros cantos, Mas sempre é bom lembrar de que história que se seguem após um periodo de coletividade compartilhada.
E de Sempre seguir tocando o hardcore...

domingo, julho 20, 2008

SEMANA MECOM: Como mobilizar os estudantes

(Originalmente Publicado no zine ShitCom, em novembro de 1999. Republicado posteriormente no Mundo Externo SA)

- É fácil. Primeiro eu mobilizo um estudante. Depois, nós 2 mobilizamos mais 2 estudantes, aí já são 4. Se cada um mobilizar outro, serão 8. Depois 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... No fim de tudo, teremos mobilizado todos os estudantes!!!!
- Mas mobilizar por que?
- Como?
- Mobilizar por que?

Pausa.

Resposta nervosa:

- Assim não há mobilização!!!!! Vocês esperam tudo de mim e eu espero tudo de vocês!!!!!

(abaixo: O doc "A UNE somos nós?" feito pelos COMpas Danilo Silvestre e Danillo Ferreira. Tem 42 minutos, marromenos.)

quinta-feira, julho 17, 2008

SEMANA MECOM

De 20 a 26 de Julho acontecerá a Semana MECOM aqui no BLOG. Cada dia postarei uma história diferente sobre minha passagem pelo Movimento Estudantil, com um vídeo referente (trilha sonora de encontro, ou outra coisa).
Algumas já estão postadas em outros espaços.
Começo com uma homenagem a alguns amigos que frequentam este blog. Afinal, todo ERECOM tem seu fim...

segunda-feira, julho 14, 2008

Pega, mata e come

Tem gente que faz as coisa indo defendendo o que faz, indo pro Ataque.

Ou como num Jogo de Capoeira, em que você joga teu corpo de um lado para outro, pode levar um tombo, mas tem que se levantar. tudo sem tirar o olho do Adversário, encarando-o de frente.

Por isso que certas cantoras dão medo.
Por isso que certas cantoras são adoradas.

segunda-feira, julho 07, 2008

E agora algo completamente diferente...

Morrer é a última coisa que quero que me aconteça. Sei que é inevitável, e que é difícil a gente passar esta tarefa para outra pessoa (mesmo por que imagino que ela não vai aceitar), portanto devemos ver como naturalidade este momento. Se possível até de bom humor.

Me lembro que em Nova Orleans o pessoal toca Jazz daqueles bem alegres no cortejo ao cemitério. E tem uma música do Noel Rosa, Fita Amarela, que fala da morte de uma forma muito alegre.

Taí, já pensaram um Sambão em tua homenagem? Pena que você terá uma dificuldade logística de participar, mas o que importa é que você estará de corpo e alma presente.

domingo, junho 29, 2008

Pedro de Lara

Algumas coisas que qualquer adolescente quis fazer na vida:

- Fazer uma banda de rock.
- Ser um jogador de futebol.
- Escrever um livro de Física Nuclear (dá um desconto, fui um adolescente nerd).
- Ser um Changeman (fui um nerd nos anos 80...)
- Poder sair tarde de casa sem hora para chegar em casa, sem correr o risco de bronca...
- Fugir daquela aula chata do colégio.

No último caso, tem que ter estilo. Afinal, como diria um grande filósofo...

domingo, junho 22, 2008

Eu quero ser Simples

Ontem foi a Realize suas Fantasias. A 27ª. Festa das Calouras e dos calouros da Comunicação.

Ajudei a organizar a 7ª.

Na última que fui (não me lembro mais o número), era Joey Ramone, um dos meus ídolos de adolescência. Modéstia à parte, ficou perfeito. Na verdade, teve maluco que veio me pedir benção...

Não os censuro. É uma das minhas melhores experiências musicais, e talvez, como ser humano. O motivo foi descrito no Arquivo X alguns anos atrás...

Acrescento que eles só queriam ser uma coisa. Simples. E treinavam muito para isso. Afinal, para ser simples, tem que trabalhar internamente para cortar o desnecessário para ir focado direto aonde você quer...

Sim, é uma desculpa esfarrapada para colocar Ramones aqui. Desculpa aceita?



quinta-feira, maio 29, 2008

Tudo é uma questão de manter...

Me lembro na greve de 2001 na UnB, um cartaz escrito mais ou menos assim: " Um belo cartaz de protesto. Até quando?"

Se as pessoas simplificassem tudo, e focassem sua energia no que querem, e não apenas no que evitam fazer nas divergências que existem... Muita coisa poderia ser evitada, muito sentimento poderia ser evitado.

Sei lá se é possível um tal de budismo em condições cristãs, mas é isso que poderia ser feito...





domingo, abril 13, 2008

È o Fim da UnB como Conhecemos, e me sinto bem.

Pensei muito no R.E.M. nos dias que estive fora daqui. Citando caoticamente uma infinidade de coisas que não faziam sentidos longe um do outro, mas agregadas faziam.
De nossa passagem por este mundo, e o que fizemos.
Nas quebrações de cara e de nossas lutas perdidas (não tão perdidas, como o momento mostrou)como de esperanças colocadas em outra direção.
Para a direção de algo melhor, coletivamente melhor.

Talvez precise de mais um tempo só...

(Sim, posso tá viajando e muito. Ainda não chegamos a este ponto.
Mas este coração de estudante não pode sonhar um pouco? Não fui o primeiro, não serei o ùltimo, e não estou sozinho...)

domingo, março 09, 2008

8 de Março de 1857

Agora que o dia passou, vamos entender o seu significado?

Ou você que continuar dando flores e Faixas de parabéns, mas não direitos?


terça-feira, março 04, 2008

Tardes de Domingo

Ontem fez 55 anos que o Flamengo se dividiu em aZ(antes de Zico) e dZ(depois de Zico).

Deixa explicar da seguinte maneira: foi um Doutorado de Jogar Futebol. Os Jogadores eram criados na Gávea, e quando alcançavam o time principal sabiam praticamente todos os fundamentos. Tinham aprendidos com os Mestres, vendo eles treinando para se aprimorarem cada vez mais. O Brasileiro de 92 foi uma Mudança de Geração que bebia ainda muito da Era Zico.
Só que daí para diante, algumas coisas "estranhas" começaram a acontecer com o Flamengo: atacantes não faziam Gol,
dirigentes que não dirigiam, mas vendiam e compraram jogadores a dar com o pau, treinadores Idem (e que não treinavam, falando nisso), os salários começaram a se tornar milionários, as dívidas idem...

Perdeu-se o Foco. Para encontra-lo no futuro, só aprendendo com as belas histórias do Passado.

Como as que o Zico fez parte.




domingo, março 02, 2008

Besta é tu...

A primeira vez que ouvi os Cabras foi num Programa Livre em 95. Fiquei besta de ouvi-los pela primeira vez.

Afinal, se esta não foi a melhor banda de rock brasileiro de todos os tempos (e eles eram os primeiros a falar isso) foi uma das mais bestas. Desencanaram de ser uma banda-cabeça-proto-legião-urbana e exerciam o direito de falar merda e foda-se, sem medo do que os outros vão achar disso. Aliás, isso deveria constar na Declaração de Direitos Humanos (Acho que está incluído no tópico "liberdade de pensamento")
Pena que nem toda banda é assim atualmente. Muitas querem posar de sérias numa atitude besta de se referir no pensamento e opinião dos outros, e não se perguntam se estão se divertindo com o que fazem. É acabam se aborrecendo, e aborrecendo os outros com seus choramingos.
Enfim, num domingo de manhã liguei a televisão para ver o Globo Rural. Tava sendo transmitido o resgate de um acidente de avião.
Outra vez fiquei besta.

sábado, março 01, 2008

Análise Sexual-Musicial de Rita Lee Jones, a partir de 2001

Aula com o Professor Antônio José Santana Martins, professor de Música Erudita, Com estudos em Samba, Pagode e Brinquedos de Armar...




quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Arroz à Grega

Em 1973, a Phonogram realizou, em São Paulo, o show "Phono 73", que reuniu mais de 35 artistas do cast da gravadora. E que cast. Nas imagens abaixo, mais cantores que estavam no Show. Não sei se o termo "histórico" simplesmente resolve a questão na definição do dito cujo...

Uma música foi composta especialmente para o Show. Cálice.

Sim, AQUELE Cálice...
De Gil e Chico.

Eles bem que tentaram cantar pelo menos a melodia, já que a letra tava censurada, mas os microfones começaram a ser desligados...



quarta-feira, fevereiro 06, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

Como se fosse brincadeira de roda...

Ouvi dizer que uma das normas não implicitas da censura e das televisões da época era não filmar ela de frente.
Pois é, gente, naquela época era dificil encarar, olhos-nos-olhos, uma mulher que queria ser livre.
Até hoje, falando sinceramente. Afinal, há o limite da liberação da mulher, quando ela não se encaixa nos nosso anseios de dominadores.
O ser humano, em geral, quer ser livre para viver sua própria vida, mas sempre tem um outro para ditar regras. É o ônus de se viver em comunidade. O pior é quando a comunidade quer ver você de um jeito, e você quer viver de outro. A não ser que você saiba conviver com os senões, entrar na roda, e ver o que rola.
E aproveitar no final, dentro das possibilidades.

PS.: Falando nisso, parece que Amy Winehouse disse sim a Rehab(ilitação). Espero que ela desminta meu texto...

domingo, janeiro 20, 2008

25 anos...

"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho."
Carlos Drummond de Andrade.

Abaixo, final do Carioca de 1962. Pelo Canal100. Em cima do Flamengo (bem, nada é perfeito...). Segunda parte de um especial sobre o Botafogo.

Dizem, a maior atuação de Manuel Francisco dos Santos num campo de futebol. Agora não me ocorre se foi no Estrela Solitária, de Ruy Castro. Só sei queu neste livro estão retratados os dois caminhos: um de relance, que é o da estrada de Tijolos Amarelos, que poucos jogadores andam pós fim de carreira.
E o de 99% deles, Garrincha incluído...






quinta-feira, janeiro 17, 2008

Um elefante brinca muito mais se uma menina vai correndo atrás

Nunca entendi a letra desta música composta por Robertinho do Recife e Fausto Nilo. Mas criança não precisa entender para gostar, né? O gosto Infantil é Meio Aleatório.

(Aliás, por que eu gostava desta música quando era criança? Sei lá. A guitarra, a simpatia da Emilinha, o frevo misturado com Rock... Ahn, a Letra? Justamente por não entender, mas achar simpática?)
(Aliás 2: por que devemos racionalizar para decidir o que gostamos? Não seria legal se apenas sentissemos se gostamos ou não das coisas? Em algum momento a gente perde esta capacidade de apenas gostar, sem ter um grau de racionalidade que o justifique.)
(Aliás 3: Adulto é um bicho muito chato. Definitivamente. Tudo tem que ter Razão...)

È mais uma daquelas ocasiões que nos tornamos nostálgicos pensando "ah, antigamente era bom...." tendendo a valorizar oq ue existia antigamente. em alguns casos, supervalorizar.

Mas que a MPB infantil era muito melhor, isso era...


terça-feira, janeiro 15, 2008

Os Orixás tavam de plantão...

As pessoas certas, no momento certo, com a música certa. Não sei se só isto explica a magia deste grupo. Talvez algo mais coletivo, completando os talentos uns dos outros. Não sei. Só sei que é considerada um dos melhores grupos da história da MPB.

Baby Consuelo (sim, por que não?), Moraes Moreira, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor. Se reúnem pela primeira vez no fim da década de 60 em Salvador, participando da peça Desembarque dos Bichos e Depois do Dilúvio, (1969). Com uma ajuda de um tal de Tom Zé... Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de Música Popular Basileria com a canção De Vera.
Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo A Cor do Som, do qual faziam parte o guitarrista Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. Pepeu é incorporado definitivamente ao grupo, e ao lado de Moraes Moreiras se torna um dos principais responsáveis da mistureba sonora do grupo.

Obra-prima dos Novos Baianos, "Acabou Chorare" é lançado em 1972. É o segundo trabalho do grupo, tendo muita influência de uma tal de João Gilberto, que frequentava o apartamento do grupo. Foi dele a idéia de relançarem "Brasil Pandeiro" - samba da década de 1940 de Assis Valente. A faixa-título do disco teria sido inspirada em Bebel Gilberto (que misturava português com o espanhol, que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). "Preta Pretinha" foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói. (Tá, música de dor de corno, mas simpática...)

O álbum foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o melhor disco brasileiro de todos os tempos. Vendo os vídeos abaixo, não consigo pensar em discos melhores...

(fonte: Wikipédia)



A Menina Dança


Mistério do Planeta

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Obrigado pelos obstáculos

O filme abaixo foi selecionado em Cannes. Finalista, para ser mais exato.
Tua vida tem problemas?



Repito a pergunta: Tua vida tem problemas?

domingo, janeiro 06, 2008

Para além da bagaceira...

Amy Winehouse. Você já deve ter ouvido falar. Muito provavelmente, por notícias de Jornais. Assim como eu.

Quer saber? Gostei. Várias coisas me vieram na cabeça quando ouvi-a cantando "Eles tentaram me mandar para a reabilitação, mas eu disse, não, não, não..." algo sobre ser mais um capitulo de uma longa história da relação de martírio do Ídolo em praça pública, para deleite da Indústria Cultural. Imprensa, Fãs, Artistas, gravadoras fazem parte deste esquema, uma boa prosa que pode ser feita em outra hora sobre como a música pode ser deixada em segundo plano. E os fãs vêem este espetáculo de camarote, projetando comportamentos que não conseguem ter no seu cotidiano, se realizando na imagem destes Ícaros (Pós?) modernos...

Sintomático: poderia falar como a música é boa. Mas olha só o que acabei escrevendo...

domingo, dezembro 02, 2007

"Se bem que..."

Foi assim que terminava uma crônica de algum tempo atrás aqui neste espaço. Não sabia que o pior estava por vir.
Não pro Flamengo (E muito pelo contrário. Três meses, vergonha na Cara, Joel Santana e uma torcida empurrando fizeram uma puta diferença pro time.). Mas para o Corinthians...
Já vi muito time que eu simpatizo cair. Mas incrível como isso me abalou. A ponto de eu não conseguir fazer piada com o assunto. E isso é algo relativamente difícil para mim...

Não pela a diretoria do Corinthians, que deveria, por vergonha , renunciar em peso. principalmente aqueles que participaram, de alguma maneira , na gestão que fez o time estar aonde ele está.
Nem pelo jovem goleiro Felipe, um dos melhores jogadores da temporada, que não merecia este time...


Se há uma razão para respeitar este momento, é esse...

quinta-feira, novembro 01, 2007

LEWIS HAMILTON VENCE GP DO MÉXICO. ALONSO CHEGA EM SEGUNDO.

Veja as imagens:

CIRILO ERA UM VISIONÁRIO!!!!!!!!!

Só para desencargo de consciência: lembra da novela Carrossel?

Lembra da Maria Joaquina? Interpretada por Ludwika Paleta?

E lembra que algumas crianças crescem?



Poisé. O Cirilo sabia das coisas...

(PS.: mais info da foto acima aqui)


terça-feira, outubro 23, 2007

Certa vez um sábio árabe disse:

للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت
نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي
للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و
واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من
أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و
ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل
البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و
تعيينهمللأعيان

Bonito né!?! Eu também chorei!

domingo, setembro 02, 2007

Obrigado Corinthians!!!

Estava meio desanimado com o empate do Flamengo com o Sport em casa (jogo que merecia ter perdido) quando leio este post num outro blog.
Viu, gente, poderia ser pior...

(Se bem que...)

quinta-feira, maio 31, 2007

A HORA TCHUTCHUÀ, no seu rádio ou no seu computador...

O que o Caos e a ordem tem a ver com tua vida?
A ironia e música?
A lua Cheia e as Marés?

Eu não sei, mas podemos falar a respeito.

A HORA TCHUTCHUÁ, VERSÂO 2,007

Reestréia nesta SEXTA FEIRA, dia 1/6/07, ao Meio dia, na Ralacoco, 101,3 FM.

Para ouvir basta acessar no seu tocador de MP3: http://ralacoco.radiolivre.org/ralacoco .m3u

Maiores informações, divulgações, críticas, sugestões: joeytchutchua@gmail.com

E visite nosso blog:
http://tchutchuanius.blogspot.com

(na verdade é este mesmo que você está lendo...)

sábado, janeiro 20, 2007

Um passo a frente e não estamos no mesmo lugar...

(para ler ao som de Amigo Punk, do Graforréia Xilarmônica. Lógico!!!)

Foi no F$M, a pouco mais de uma semana.
Mas parece que foi agora a pouco...
Num dia távamos perto do parque Redenção eu e meu bro Victor Castelo Branco. A idéia era ir a coletiva que Saramago tava dando junto a um anfiteatro localizado por ali. Numa daquelas sucessões de erros que não tenho a menor vontade de explicar (por que aí eu teria que deixar de ser materialista-dialético), e que envolveram nossas amigas Gabriela e Silvia do UniCEUB, nossos planos acabaram sendo mudados.
Como se diz no jornalismo, caiu Saramago.
Aí surgiu a idéia. Um passeio por uma parte muito legal do nosso passado e de nossa militância no MECOM.
Num certo Instituto de Educação, meio que atravessando a Osvaldo Aranha, entrando no Parque Farroupilha. Até a localização ajudava a ambientação...
Entramos no local.
A escadaria e o quadro ainda tavam lá.
O arrepio em nossas espinhas e o sorriso de orelha a orelha também...
O ginásio aonde foi o alojamento também. E aonde a galera do Espírito Santo batucou seus funk, como “ 70 % de aproveitamento/ sou um delegado,/ que arrependimento”, ou “ neste COBRECOS/ Só tenho uma certeza/ ser observador/ é da minha natureza”.
E aonde na manhã depois da balada final o compa Flávio Gonçalves adentra, sem saber se ficava desesperado ou se ria, procurando um guri com cara de pouco mais de 15 anos, um certo Vinicius Mansur, que tinha desaparecido (descobrimos pouco tempo depois que ele havia dormido no Banheiro do G Powers, aonde tinha sido a Balada...).
Seguimos no pátio, aonde foi a alimentação. Não tinha a lona aonde foi as alimentações e as baladas internas.
E que ocorreu a chuva que quase arranca a lona, em uma cena digna daqueles filmes catástrofes...
E tinha a Rádio Poste. Onde conheci um cabra da Restinga que acabei trocando muitas idéias. André Saroba. Fui apresentado por uma outra amiga que havia recém feito, E que se tornou companheira de inquietações, uma tal de Micheline Michaelsen...
Auditório. O Piano ainda tava lá. A Carla e a Dani da UFPR cantaram alguma músicas que não me lembro bem quais enquanto uma das plenárias começavam.
Lembro que foi a única plenária que chorei no fim, depois da minha avaliação do encontro, citando Amigo Punk e tals.
Sem falar no Tchutchuá.
Em eu vendendo adesivos da Ralacoco.
Na Sue, da USP, dançando funk bêbada.
Das Maris da UFPE.
No Homem-delegação do Piauí.
Na consciência ecológica do Encontro.
Na Auto-Construção do encontro.
No Serrote Preto...

Quando saí, vi que uma semana especial tinha acontecido em PoA naquele ano. Parecia que tinha se criado uma nova família. Uma relação diferente de outros encontros que já tinha ido. E olha que já era macaco velho de encontronaquela época. Algo que durou um pouco mais na semana seguinte, do fórum de 2003.
Uma semana tri-legal.
Uma X-semana, num X-COBRECOS.

Seguindo e detonando o hardcore...

( texto Publicado originalmente no blog Mundo Externo S/A.)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

De oaxaca para o mundo

2 de dezembro de 2006.
COPAI-México.
I. A Outra Campanha no norte do México: dizer "Oaxaca" em cima ou em baixo
Centenas de detidos e detidas ilegalmente, dezenas de desaparecidos,torturas, golpes. Homens e mulheres jovens, indígenas, meninos e meninas,anciãos e anciãs. Como quem diz: o povo oaxaqueño de baixo. Em cima aPolícia Federal Preventiva, os paramilitares de Ulises Ruiz, os grandesmeios de comunicação, a classe política.
Calar frente a isso é dizer "Oaxaca" de cima, e de cima fazer os clientescontentes... e idiotas
Porque lá em cima se apressam em declarar que tudo voltou a normalidade eque o "conflito" está controlado porque foram detidos "os dirigentes",como se esse movimento tivesse "líderes" para serem comprados ou presos oumortos. Dizem que agora é necessário se voltar para o outro lado. Querdizer, não deixar de olhar para cima, para a parafernália do poderpolítico, para suas simulações, sua aparência de que mandam e ordenamenquanto o verdadeiro Poder dá a ordem do dia a seus meios de comunicação,comentaristas. locutores, artistas, intelctuais, chefes de polícia,militares e paramilitares.
Dizer "Oaxaca" de baixo é dizer companheira e companheiro, é acolher quemé perseguido, é mobilizar as forças próprias para a apresentação dosdesaparecidos, para a libertação das detidas e dos detidos, é informar, échamar a solidariedade e o apoio internacional, é não calar, é dizer estador do sul e indicar que se extende por todo o país e mais além dasfronteiras dos quatro lados, como se fosse por baixo por onde se nomeiam,se falam, se escutam, se caminham as dores.
Oaxaca se extende na dor, mas também na luta. Pedaçoes deste povo, como sede um quebra-cabeças de tratasse, se espalham por tod o territórionacional e mais além de um limite geográfico que, ao menos no norte, émais ridículo do que nunca.
Durante os dois meses que caminhamos nas diferentes esquinas do nortemexicano, Oaxaca foi aparecendo uma e outra vez. E se vestia de dor eraiva, e nos falava e nos olhava.
E a Outra escutou e escuta, e estende os braços como estenderam, emsolidariedade com Oaxaca, os limites de zapatistas que em duas ocasiõesparalizaram as estradas de Chiapas, e as Outras em todos os rincões doMéxico de Baixo, e os outros e outras nas esquinas do mundo. Como osestendem. Como continuarão estendendo embora ninguém leve em conta, comonão seja o espelho fragmentado que somos quem ninguém somos.
Diante de Oaxaca, para Oaxaca e por Oaxaca, dizemos:
COMUNICADO DO COMITÊ CLANDESTINO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA - COMANDO GERALDO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL. MÉXICO.
2 de dezembro de 2006.
Ao povo do México:
Aos povos do mundo:
Irmãos e irmãs:
O ataque que sofreu e sofre nosso povo irmão de Oaxaca não pode serignorado por quem lutamos pela liberdade, justiça e democracia em todos osrincões do planeta.
Por isso, o EZLN chama todas as pessoas honestas, no México e no mundo,para que se iniciem, desde já, ações contínuas de solidariedade e apoio aopovo oaxaqueño, com as seguintes demandas:
Pela apresentação com vida dos desaparecidos, pela libertação das detidase detidos, pela saída de Ulises Ruiz e as forças federais de Oaxaca, pelocastigo aos culpados pelas torturas, violações e assassinatos. Em suma:pela liberdade, democracia e justiça para o povo de Oaxaca.
Chamamos a que nesta campanha internacional se diga, de todas as formas eem todos os lugares possíveis, o que ocorreu e ocorre em Oaxaca, cada um aseu modo, tempo e lugar.
Chamamos a que estas ações confluam em uma mobilização mundial por Oaxacano dia 22 de dezembro de 2006.
O povo Oaxaqueño não está só. É necessário dizer e demonstrar, a ele e atodos.
Democracia! Liberdade! Justiça!
Pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena - Comando Geral doExército Zapatista de Libertação Nacional.
México.
Subcomandante Insurgente Marcos.
México, dezembro de 2006.
II. 45 mil kilometros em (Outra) Campanha
Em sua participação na primeira etapa da Outra Campanha, a Comissão Sextado EZLN correu por volta de 45 mil quilometros (47 mil 890, alguém anotou)no território do que já podemos chamar, com conhecimento de causa, efeitoe destino, o Outro México, o dos de baixo.
O que vimos e escutamos não só deixou por terra aquilo dos 31 estados e umDistrito Federal, já que nos encontramos com companheiros e companheirasde, pelo menos, 35 entidades: las 32 da geografia dos de cima, mais aComarca Lagunera, a Huasteca e essa entidade que cresce em identidadeprópria ao norte do rio Bravo.
O alento que move a Outra Campanha é tão grande que não cabe nem dentrodas fronteiras: ao norte do rio Bravo há outro México.
"Nunca perderemos. Estamos aqui. Vamos estar aqui sempre", disse umamenina chicana que sabe o que diz.
Escutamos e vimos muitos Méxicos, com cores e línguas distintas, compassos diferentes. E com eles nos demos conta que todos se fazez um aofalar a dor e atuar a rebeldia.
A pé, de moto, a cavalo, de bicicleta, de carro, trem e barco, fizemos 45mil kilometros de campanha bem outra e, para usar as palavras de umamulher indígena rarámuri, na serra Tarahumara, "vimos a doença e aí mesmoencontramos o remédio".
Com luz própria brilhou a dor, e começou a cintilar a árvore daresistência que abaixo está enraizada há séculos.
Não podemos continuar resistindo sozinhos, cada um por seu lado.Necessitamos nos unir, por nós e por todos.
Em poucas palavras, México só poderá viver se vive o México de baixo.
E no México de baixo só poderá viver com a liberdade d@s pres@s de Atenco,a de tod@s @s pres@s políticos do país, a apresentação com vida d@sdesaparecid@s e o cancelamento de todas as ordens de apreensção contralutador@s sociais.
III. Nem azul nem amarelo, o Outro Norte também existe
As quatro rodas do capitalismo: expoliação, desprezo, exploração erepressão, unem em baixo o que em cima dividem baseados em pesquisas edesejos azuis e amarelos.
A Outra Campanha recuperou o país, descubriu que o norte é também México.
Alguns botões de mostra:
Há uma linha em cima que une Teacapán a dautillo, em Sinaloa, com IslaMujeres, em Quintana Roo, e Puerto Progreso, em Yucatán; Joaquín Amaro aSan Isidoro, em Chiapas, com Matamoros, em Tamaulipas, e El Mayor, naBaixa Califórnia.
Nestas oito esquinas do México de baixo, famílias de pescadores sãoperseguidas por trabalhar. Assim se dá a criminalização do trabalho, baixoo corte do cuidado do meio ambiente.
A política ambiental dos governos neoliberais, tanto o federal como osestatais e municipais, é de destruição da natureza... ou de arrebatá-lasde seus legítimos guardiãos para entregá-la à voracidade das grandesempresas.
Por outro lado, em três estados, Sonora, Zacatecas e San Luis Potosí,governados pelo PRI, PRD e PAN, respectivamente, se pode constatar o querepresenta isso de "mantes as variáveis macroeconômicas".
Neles se dá a detruição do campo mexicano e a despovoação pela expulsão demilhões de mexicanos para os Estados Unidos. E a reconstrução das velhasfazendas porfiristas e seu redobramento com migrantes indígenas dosestados do sul e sudeste mexicano.
No México, a "modernidade" é voltar a época porfirista.
IV. Depois do século XIX, em cima continua... o século XIX
A máquina de fazer mecadorias se esconde na causa mas não no efeito. Portrás do mercado e por trás do salário se oculta o núcleo forte do sistema:a propriedade privada dos meios produção e troca.
As novas nações que participam na neoconquista do México estão formadaspelos bancos, as indústrias e o comércio, todos estrangeiros. E seusexércitos de conquista e ocupação são deputados, senadores, presidentesmunicipais, deputados locais, governadores, presidentes da República,secretários de Estado.
Esta é a história presente que une o México ao norte, centro e sul. Ostempos do fim do século XIX e inícios do XX voltaram:
- Expropriação de terras.
- Destruição da cultura e da história.
- Destruição da natureza.
- Destruição do tecido comunitário.
- Destruição da cultura organizativa.
- Violência de gênero contra as mulheres, intrafamilitar, social, culturale institucional.
- Desprezo aos mais velhos.
- Mercantilização da infância.
- Criminalização da juventude.
- Privatização do ensino médio e superior
- Desmantelamento do sistema educativa primário e secundário.
- Desmantelamento da segurança social.
- Destruição e reconstrução das condições laborais, para voltar ao tempode Porfírio Díaz.
- Repressão do comércio ambulante e asfixia do pequeno e médio comércio;para benefício do grande capital comercial estrangeiro.
- Desprezo e repressão a diferença sexual, inclusive dentro da esquerda.
- Autismo perverso dos grandes meios de comunicação.
" A fome mata, mas a dignidade indígena levanta", nos disse uma mulherindígena, chefa dos kumiai.
No México se trabalha para não morrer e se morre no trabalho.
V. Somos quem somos
O corpo principal da Outra Campanha são indígenas, jovens e mulheres.Trabalhadors do campo e da cidade, tod@s el@s.
No norte encontramos Oaxaca nos triquis, mixtecos e zapotecos; e tambémnos kumiais, kiliwas, kukapás, tohono o'odham o papágos, comca'ac o seris,pimas, yaquis, mayos yoreme, rarámuris, caxacanes, coras, wixaritari,kikapús, maskovos, teenek, pames, nahuas, chichimecas, tepehuanos,guarijios.
Nos povos, tribus e nações indígenas do norte é mais freqüente e naturalencontrar mulheres como chefes, dirigentes e líderes.
"Queremos continuar sendo o que somos", nos disse uma indígena rarámuri. Epoderia ter dito um ou uma jovem, uma mulher.
"Que caminhe a voz, para dar força a este mundo", diz a mulher, jovem eindígena no norte do México.
VI. Abaixo, um coração se conhece
A luta anticapitalista não nasce com a Sexta Declaração e a OutraCampanha; seguiu e segue muitos caminhos em organizações políticas,sociais, não governamentais, povos índios, coletivos, grupos, famílias eindivíduos.
A Sexta e a Outra foi o chamado para nos encontrarmos, nos conhecermos,nos respeitarmos, nos unirmos.
E se fez.
Agora devemos todos, todas, responder como Outra Campanha quem somos, ondeestamos, como vemos o México e o mundo, o que queremos fazer e como vamosfazer.
Por isso estamos convidando para a consulta interna de 4 a 10 de dezembrodeste ano.
A Outra Campanha não é outra luta abaixo, é a de cada um, mas estendendooutros laçoes, os de solidariedade e apoio, os da mesma dor e idênticarebeldia, os do respeito, os das diferenças conhecendo-se ereconhecendo-se.
O Outro México começa em baixo. E não termina até que se refaça, porquefalta o que falta.
A Outra Campanha se faz Outra frente ao de cima e seus espelhos. Não vamosconfluir nem nos unir. Quem se opõe a Calderón de cima não busca umamudança do país, mas chegar ao Poder. Quem nos opomos a Calderón de baixo,estamos contra tudo o que lá em cima simula idéias e pratica desprezos.
O oficial será derrotado, e o "legítimo" também, e o mesmo o nome que tomequem suponha que tudo voltará a ser igual e que de cima se decide por econtra os de baixo, para administrar o mesmo pesadelo do qual padecemos.
Este país está cheio de esquinas, de rincões. Daí, e não dos palácios, dassedes de governo e bunkers da classe política, sairá, crescerá e seráoutra alternativa.
Todo o país vive num cárcere, mas há cárceres que parecem e são prisões.Por isso a luta pela apresentação com vida dos desaparecidos, a liberdadepara @s pres@s de Atenco, e agora de Oaxaca, devem ser parte de umacampanha nacional.
Junto a isso, se podem levantar movimentos nacionais contra as altastarifas elétricas, a defesa e proteção do meio ambiente e a promoção docomércio ambulante e pequeno comércio, assim como o boicote ao grandecomércio.
Como zapatistas chamamos a atenção sobre o que tem de contribuição aslutas anticapitalistas de grupos e coletivos anarquistas e libertários emsua autogestão.
Em Chihuahua nos contaram dos tlatoleros, os mensageiros indígenas quecorriam os povos convidando a levantarem-se contra o virreinato. De uma ououtra forma, temos sido e seremos isso.
Enquanto quem olhou para cima voltam ao cotidiano e ao tema da moda, aOutra Campanha olha a si mesma, se define, se prepara.
Em cima olham, falame perguntam pelo 2012. Abaixo a Outra Campanhacontinuará perguntando quem e o que no Programa Nacional de Luta, depois ocomo e quando. Então o calendário de cima será deixado de lado e seguiráoutro de baixo e à esquerda.
Chegou a hora. Seremos o que somos, mas outros melhores.
É necessário despertar.
Subcomandante Insurgente Marcos.
Comissão Sexta do EZLN.
Delegado Zero.
México, dezembro de 2006.
P.S.: No quartinho sem janelas de Sombra, só o relojo permite distinguir odia da noite. Aí sempre é madrugada. Sombra se prepara agora para voltaràs sombras de onde nasceu e o alimentam. Faz contas e recontas. Se acomodade novo o coração rompido e cheio de cicatrizes e remendos. Leva anclas,acende velas. Outros país leva colado nos pés, na pelo, nos ouvidos e noolhar. Leva uma dor e uma raiva que não cabe nas palavras de todas aslínguas. Nas montanhas do sudeste mexicano, no moreno coração coletivo quemanda, espera uma resposta que já conhece há séculos: é necessárioamanhecer, como por si mesmo amanhece, quer dizer, com dor e com raiva.Sombra sabe o que escutará da morena montanha que o guia. Dando alívio ádor e esperança à raiva, em língua ancestral dirá: "Não se preocupe muito,não tenha pena, que não esteja triste o coração de nossa Pátria, poruqeainda falta o que falta".

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Diversidade sexual e controle público dos meios são temas do próximo "Vozes na TV"

O programa Vozes na TV do dia 07 de dezembro recebe Paulo Mariante, membro do Identidade - grupo de ação pela cidadania homossexual. O bate-papo é sobre diversidade sexual e sobre como a mídia trata este tema.
Em questão, estarão, por exemplo, programas homofóbicos (como as pegadinhas), novelas que tratam o tema de maneira superficial ou distorcida e a necessidade de a sociedade intervir, fiscalizando a programação (principalmente da TV) e os conteúdos veiculados na mídia em geral, denunciando violações dos direitos humanos pelos meios.
A importância do controle público da comunicação será tratada tendo como pano de fundo a experiência do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro e janeiro do ano passado, fruto de uma Ação Civil Pública movida por 6 organizações da sociedade civil (entre elas, o Intervozes e o Grupo Identidade) e o Ministério Público Federal, contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber, da Rede TV!.

O Vozes na TV é semanal e tem uma hora de duração.
É exibido sempre ao vivo, às quintas-feiras, das 16h às 17h.

Sobre o programa

O Vozes na TV é uma produção do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social para a AllTV (
www.alltv.com. br). Pretende ser um espaço democrático para que movimentos sociais, organizações da sociedade civil e ativistas dos Direitos Humanos no Brasil exerçam seu Direito à Comunicação.
Para isso, quer promover debates sobre o Direito à Comunicação, a Democratização da mídia no Brasil e sua importância para a construção de uma sociedade igualitária. É também um ambiente para que movimentos e ativistas levantem suas vozes e ocupem a rede para falar da sua luta e debater sobre como a concentração da mídia e as políticas precárias de comunicação no Brasil interferem na efetivação e garantia destes direitos no país.
O programa tem três blocos. Um primeiro em que a apresentadora Daniele Ricieri e um/a convidado/a do Intervozes falam sobre temas da conjuntura da comunicação no Brasil e no mundo, de atualidades no campo da mídia e fazem análises críticas da mídia e da cobertura a determinados temas. Outros dois blocos em que são tratados - com o convidado do dia - temas específicos dos movimentos sociais e Direitos Humanos: questão racial, diversidade cultural, questão agrária, direitos das mulheres, diversidade sexual, educação, saúde, participação popular, entre outros.


Como participar

Se você, sua organização, movimento ou coletivo tem uma sugestão de pauta, quadro ou convidados/as para o programa, escreva para vozesnatv@intervoze s.org.br
Também é possível participar ao vivo do programa pelo www.alltv.com. br, fazendo parte do chat ou enviando mensagens e perguntas aos apresentadores e entrevistados/ as.

Sobre o Intervozes

O Intervozes é uma associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia.
Foi umas das organizações responsáveis pela realização do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006 na Rede TV! como fruto de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal e outras 6 organizações contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber.
Naquela ocasião, criou-se algo sem precedentes na história da televisão brasileira: um espaço na televisão privada, ocupado por produções audiovisuais de movimentos, organizações e produtores independentes de todo o Brasil. Produções e produtores que não têm voz nem vez no cenário atual das comunicações no Brasil.


Vozes na TV
Todas as quintas-feiras, das 16h às 17h, em
www.alltv.com. br
Informações:
Bel Mercês - (11) 8202-0981
Daniele Ricieri - (11) 9647-5233
Michelle Prazeres - (11) 8558-0331

terça-feira, setembro 19, 2006

Dia Mundial Sem Carro na Ralacoco

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro. Para contestar a cultura do automóvel e mostrar à cidade os benefícios do uso de outros meios de transporte. Em todo o mundo a população é convidada a deixar o carro em casa e utilizar meios de transportes públicos ou alternativos, ou seja, usar mais os ônibus, bicicletas ou mesmo andar à pé em pequenos trajetos.
Em todo o mundo haverá mobilizações a respeito. na quinta feira que vem, meio dia (horário de Sobradinho- DF) membros da organização do Dia Mundial sem Carro em Brasília estará na Hora Tchutchuá falando do evento.

Pode-se ouvir a rádio através do 101,3 fm ou pela internet.

Mas se você não tá agüentando de curiosidade para saber sobre este dia mundial sem carros, veja a visão d@s ciclistas sobre o assunto:

http://www.rodasdapaz.org.br/
http://www.bicicletada.org
http://apocalipsemotorizado.blogspot.com

"Liberdade, essa palavra"

No dia 28 de julho foi exibido pela primeira vez o vídeo documentário "Liberdade, essa palavra", trabalho de conclusão de curso de Jornalismo pela UFMG do então estudante Marcelo Baêta. Depois desta data, o vídeo, que denuncia a censura à imprensa por parte do governador do Estado Aécio Neves, começou ser comentado no boca-a-boca pelos bastidores da imprensa mineira e do meio político. No dia 21 de agosto, o foi colocado à disposição no endereço www.amplifique.com . Além do vídeo, ali estão todas as intenções do autor e detalhes da pesquisa, apuração e entrevistas. Três dias depois, uma versão do vídeo foi publicada no Youtube.com, com desconhecimento total do autor. Essa versão está dividida em duas partes e não apresenta o final e os créditos do documentário.Na noite do dia 02 de setembro a campanha para a reeleição do governador Aécio Neves lança também no youtube.com um vídeo intitulado "Liberdade de Imprensa em Minas" com o objetivo de "comprovar a fraude praticada em um vídeo em que o PT de Minas Gerais está difundindo na internet." Afirmando que as entrevistas foram editadas, o vídeo tucano procura os entrevistados para que dêem sua palavra "agora, sem edições", sendo que em 3 segundos de fala, a primeira edição é feita, numa tentativa de desqualificar o vídeo como denúncia. A alegação é de que o vídeo documentário do jornalista Marcelo Baêta é um material eleitoreiro do PT, sendo que há mais de 40 dias o meio da imprensa e política já sabia da existência do documentário. Nada melhor do que ver, difundir e tirar suas próprias conclusões.
(fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360277.shtml)

Cartunista brasileiro é ameaçado por partido conservador de Israel

No dia 5 de setembro foi publicado no site do Likud - partido conservador da direita israelense - uma matéria ameaçando o cartunista brasileiro Carlos Latuff por seu ativismo artístico em defesa do povo palestino. O site afirma que o cartunista, através de seu "talento gráfico fantástico", quer o fim do Estado de Israel. A matéria constrói uma série de calúnias, tentando ligar o cartunista ao nazismo, anti-semitismo, "campeão da indústria de maldades iraniana" e muitas outras. Também critica as autoridades de segurança de Israel, entre elas, a Mossad - Instituto de inteligência e operações especiais de Israel - por não terem coletado "informações" sobre o mesmo e afirma: "deveriam ter cuidado desse Carlos há muito tempo, de um jeito ou de outro". Depois, convoca todos/as leitores/as a fazer algo com o objetivo de calar Latuff, afirmando que ele é a principal voz da contra-propaganda das ações do governo israelense, e comparado-o com Goebbels, o ministro de propaganda do nazismo. Pede que ele seja processado, que seja contactada a embaixada brasileira e que sejam usados todos os mecanismos possíveis para intimá-lo, já que "o que Israel está fazendo? Nada!!!".
Em mensagem que está circulando na internet, o cartunista afirma que: "se eles podem cometer 'assassinatos seletivos' de palestinos e cobrir Beirute com toneladas de bombas matando centenas de civis, não seria difícil 'neutralizar' um cartunista no Brasil, seria? Ameaças de morte, tentativas baratas de me aterrorizar, contudo, não vão impedir que eu continue apoiando a luta dos palestinos contra a brutal ocupação israelense. Tudo o que os capangas do Likud podem fazer é me silenciar com uma bala, mas nunca serão capazes de silenciar minha arte. Será preciso mais do que isso para calar".

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360283.shtml