Um espaço de divulgação das Idéias (com I maiúsculo) sobre Música que alimentam o Tchutchuá como modo de vida (ou uma desculpa esfarrapada pra fazer uma colagem de Vídeos interessantes)
Dentro de desta cela de ossos, carnes e sangue desafinados também bate um coração. Mesmo dentro dos mais ogros dos ogros, cruzamento do Seu Lunga com Courtney Love. E bate tanto que até machuca...
Bate da insegurança de corresponder aos papéis sociais impostos, ou pelos preços a pagar quando jogar para o alto estes papéis sociais. E dentro deste latifúndio não produtivo chamado vida, nós homens somos educados para não manifestar nossos sentimentos. E ficamos entalados dentro de toda complexidade de emoções que o ser humano é capaz de manifestar.
Medo de se aproximar do feminino. De perder a Potência, de nos tornarmos fracos de maneira geral. Poisé, mas de tanto pensar no que quer evitar a coisa vem, com força. Muitas mulheres reclamam JUSTAMENTE que muitos homens estão reprimidos e fechados, o que as reprime também.
Muitos tentamos sair deste impasse. Exageramos nos movimentos, e acabamos dando um Duplo Twist Carpado em nós mesmos, nos desestabilizando. Quando às vezes os movimentos pedidos são outros.
(Palpite de um desconhecedor das mulheres: acho que elas querem flexibilidade e abertura, que se movimente o feminino delas. E para isso tem que ter o feminino forte dentro de nós. Aprender a conduzir e tocar o feminino fora. Nelas.
A tal da pegada. E não é força, é jeito.)
Fragilidade é negar sua própria fraqueza. Sem saber que esta fraqueza, quando bem trabalhada, e até superada, pode nos tornar seres humanos melhores.
Não só para eles. Mas é o mais importante. O resto é conseqüência.
O básico de qualquer ditadura que se preze é o controle da vida. A repressão persegue qualquer idéia contrária no campo cultural de maneira ampla. Podemos ver isso claro quando vemos a crítica comportamental que alguns Saudosos de 64 fazem, de forma bem ativa...
A obra de Odair José foi, nos anos 70, um dos marcos de ruptura do pudor brasileiro na música. Pegou um pouco da experiência de vida dele: Cantou muito em boates na região do cais do Rio de Janeiro. E, como um repórter, muito do que via da realidade do Porto ele colocou na música, convidando o ouvinte a reflexão e questionamento: exclusão social, alienação, adultério, homossexualidade, prostituição, anticoncepcionais, consumo de drogas e racismo. Sem metáforas. De forma adulta. Falava para um público, digamos, classe C, majoritariamente católico, conservador, apegado aos tabus, aos valores sociais vigentes.
Por tudo isso, foi um dos artistas mais perseguidos por fazer "canções que iam contra a moral e os bons costumes", preceitos considerados ‘sagrados’ pelos militares, Igreja, elite cultural...
Estamos falando do passado, mas ele se reflete no presente, quando pensamos que muitos destes temas ainda são problemáticos de serem abordados atualmente. Ainda falta maturidade na sociedade para falar sobre estes assuntos. O que cria o Caldo Cultural para que qualquer forma de restrição avance.
Quando todo mundo quer, no fundo mesmo, ser Odair José. E falar sem repressão do que sente e do que vê...
EDIT (01/04/2018).: por algum motivo que ignoro, quase todas as versões "Eu queria ser John Lennon tem cerca de um minuto a menos de música. Justamente a parte que o eu-lírico que queria ser John Lennon se declara a...
...Linda MacCartney.
Encontrei aqui a Versão que a Columbia fez para a coletânea em homenagem a Odair José, sem cortes.
Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.
Não era a primeira música crítica que Luiz Ayrão fazia. Mas como falei antes, havia uma certa cegueira ao brega. O livro "Eu não sou Cachorro Não" de Paulo César Araújo, que fala sobre como estes Artistas foram tão ou mais perseguidos pelo Regime Militar quanto os artistas de "autorizados pelo cânone oficial da MPB" a serem "engajados".
Lançada dia primeiro de abril de 1977, o nome original desta canção era "13 anos".
Façam as contas...
A Censura fez. E vetou a música. Com os discos prontos para ir para as lojas.
Ao mesmo tempo, o senador Nelson Carneiro estava com a campanha do divórcio no Congresso. Até a aprovação do divórcio, só era possível desquitar-se, ou seja, dissolver a sociedade conjugal, com separação de corpos e bens, mas sem quebra do vínculo matrimonial. As pessoas se separavam, mas não podiam casar-se de novo. Nem lhes era permitido viver com outra pessoa.
Esta conjuntura dialogava com a letra da música. Desejo de ruptura com aquilo que prejudica outrem. A música foi apresentada para uma outra câmara da censura, com a mesma letra, mas com nome diferente: “O Divórcio”. Um outro setor de censura julgou e deixou passar. Quando perceberam o drible, já era tarde, a música já havia estourado.
Havia intencionalidade de enfrentamento neste ato. Mas por algum motivo, as canções proibidas de Luiz Ayrão não lhe traziam o mesmo prestígio de Chico Buarque, por exemplo. Segundo Paulo César de Araújo, "os críticos, pesquisadores, musicólogos, enfim, os formadores de opinião, em sua maioria, pertencem a um segmento de classe média e formação universitária. O tipo de público
que faz seu julgamento através da defesa do “autêntico”. (...). O que não for tradicional ou moderno não existe. Devido ao divórcio que existe entre a elite e o povo no Brasil, os ditos “cafonas” foram atirados no limbo da história." Ironicamente temos aí um encontro entre direita e esquerda no silenciamento de expressões populares, o que ajudava, e muito, o projeto ideológico da Ditadura Civil-Militar de dominação pela supressão de outras narrativas que não as canonizadas.
A Música Popular Brasileira que conhecemos do período assim passou por vários mecanismos de filtragem. Alguns continuam até hoje, semi-oficialmente. Saber a respeito ajuda a perceber a ruptura e, talvez, pensar Cultura Brasileira em novas perspectivas.
Não divorciadas do povo como narrador da própria história.
Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.
Quando se fala de protesto político na música dos anos 70, em geral pensamos na MPB "autorizada" e "oficial", com seus cânones com uma certa dose de assepsia social. Mas é difícil pensar uma canção que teve o impacto nas formas de organização das comunidades urbanas mais pobres, como teve “Presidente da Favela”, de Wando.
Com o bloqueio dos espaços públicos tradicionais da política — parlamento, sindicatos, partidos - a Organização visando a Participação Popular tinha que encontrar outros caminhos na época da Ditadura. Um deles foi os movimentos de organizações de moradores e comunidades carentes, com influência das Comunidades Eclesiais de Base.
Em 1977, Wando conheceu, em uma das suas participações no programa "Almoço com as Estrelas" de Aírton Rodrigues, o líder comunitário Dalvino de Freitas. E em homenagem a ele escreveu sobre a ausência de um presidente como aquele – da favela – no país.
Lembrando que não havia eleições diretas na época. Assim, as energias ficavam com a organização de base. Este lado desconhecido de um cantor colocado a margem da MPB mostra que o Cânone pode servir para que de tanto cantarmos sobre transformação da Sociedade, nos afastemos desta. Em alguns caso com muito "bom gosto".
A organização da Cultura na Ditadura Civil-Militar serviu para isso também. Terceirização das lutas populares, seja a direita e à esquerda.
Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.
Geraldo Vandré passou dois meses escondido até deixar o país de forma clandestina, em fevereiro de 1969. Morou em vários países, passando mais tempo no Chile e na França.
Quando ele retorna começam os mistérios.
Ele decide se afastar dos meio artístico.
Informações desencontradas.
Uma Falsa entrevista no Jornal Nacional.
Aonde ele diz que foi usado e preocupado em fazer dali em diante apenas canções de amor e paz.`
Logo depois circulou um comunicado da Polícia Federal proibindo "qualquer notícia, comentário ou referência" a Vandré.
Não sei se o encontro relatado na Música é real, mas Benito de Paula relata da música abaixo o estado em que se encontrava Vandré. Escapando da Censura com imagens pungentes.
Há vários tipos de tortura.
Algumas bem cruéis.
Como não poder ser quem é...
Este post faz parte da quinta blogagem coletiva #desarquivandoBR, que se realiza de 28/3 a 02/4.
Uma vez por mês elas se juntam. Deixam de lado suas rotinas. As imposições e limites de papéis de uma visão de mundo limitada. Ainda dominante. E dão o ar de sua graça. Juntas. Sambando. Com a Imaginação moldando seus corpos. Superando este mundo de significações, imposições e limites. Não mais escravas. Companheiras. Da Alegria. Com suas luzes. Existindo. Sorrindo. Como se não ouvesse dia que raiasse. Se jogando na roda a cada Cartola, Nelson Cavaquinho, Martinho da Vila, e Benito de Paula que é tocado. Se identificando. Amando. As várias pedagogias possíveis de relacionamento. E dançando. Feito Divas. Rainhas de si mesmas. Do prazer e poder de serem quem são. Nem Menos. Sempre mais. Da peleja.
Sem notar o fluxo do rio. As margens. o que vem com a correnteza. O que está muito além de nossos preparos, nossas capacidade ou das
potencialidades no momento.
Do nosso tempo.
O maior desafio na vida é crescer sabendo o que podemos fazer, e como encontrar nossas potências internas, para sermos homens e mulheres melhores.
"Uma metáfora para tentar encorajar alguém que se sente como se eles não têm a chance [como se] estão rastejando na sarjeta da vida." Anthony Kiedis.
Num momento difícil de submersão e solidão.
É tipo Capoeira. Levar um arrastão. Mas depois de cair, você tem que se colocar de pé, olhar no olho do adversário, e continuar a gingar.
Pois ninguém pode dizer que você tem que ter medo.
Educar. Para Comunicar. Nesta imensa Escola chamada Vida.
É parte do trabalho que me propus na minha vida. Como falei no Twitter,
trabalhar com oficinas de Comunicação para Mobilização Social é um ato de Amor.
E amar é dúvida.
Não sabemos se as sementes florescerão. Na dúvida plantamos.
E aí, de repente, descobrimos que há flores...
Eu não escrevo neste blog só porque prefiro. Escrevo acreditando que força nenhuma no mundo interfere sobre o meu poder de criação. Meu poder de compartilhar contradições, ten(s)ões, (r)existências, paixões e amores por aqui. Como instrumento que me ajuda a viver. A dançar e a ficar quieto. A cantar, ou a apreciar o silêncio. Com trilha sonora. Que dão os tons dos nosso cotidianos e de nossas lembranças. De nós mesmos. E por aqui fico. E continuo. Com a música ao fundo. Compartilhando o que é de compartilhar. Pois o bom da amizade é a não cobrança.
Não sei se foi o primeiro sucesso de Amado Batista, mas convenhamos, infelizmente,que esta musica dialoga com parte da população. Isso tem razão, pois Amado Batista tem uma história parecida com muitos brasileiros: origem humilde e pobre em Catalão, chegando a ter seu rosto vetado nas capas de seu primeiro disco. Não Era estético e não ia vender, diziam.... Poisé, este cabra vendeu um milhão neste citado LP. Com rosta na capa e tudo...
O infelizmente acima se deve ao fato do tema da música: precárias condições de saúde na virada da década de 70 para 80, e as consequências. De maneira direta...
Clichê dizer um cabra que amou demais da conta morrer do coração. Não devo ser a primeira pessoa que escreve isso numa hora dessas. Mas inevitável, pelas lembranças que muitos de nós tem dessas músicas. Da filosofia do Afeto e carinho. Ainda há luz. Anda há raio. Ainda há estrela e luar. Ainda há iaiás para os ioiôs, e vice-versa. E ainda poderemos, quando loucos e loucas, beijar na boca amando no chão. A melhor maneira de homenagear alguém que nos deu alegria é focar nesta lembrança e vivência. Toda energia que direcionamos a algo, faz este algo crescer. A melhor homenagem a quem ama é amar mais ainda.
Esqueça tudo o que você sabe sobre Ronnie Von. Ou pelo menos a pose de bom moço carola romântico que é o mais comum no caso dele. De meados para o final da década de 60, Ronnie gravou três discos. Com a cabeça cheia de Beatles (pai diplomata que arranjava os lançamentos quase saindo do Forno, diferente do Delay de 6 meses até chegar no Brasil) criou alguns dos tesouros perdidos da Psicodelia Brasileira, em plena Jovem Guarda. A chamada trilogia Psicodélica: Ronnie Von, o A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre contra o império de Nuncamais e Máquina Voadora.
Estes discos fizeram pouco sucesso à época. O que o obrigou a mudar o foco da carreira dele para aquilo que conhecemos. Príncipe-bom-moço que os pais querem para genros. Com algumas recaídas durante a década de 1970. Hoje esta fase é bastante cultuada, tanto que em 2007 ganhou um tributo independente, Tudo de Novo - Tributo a Ronnie Von, contando com 30 bandas de todo o Brasil.
Um outro Marcelo, derrapando e procurando saber
como saber, via uma das suas principais referências musicais deixar este plano.
Aquele que puxou ele de volta para o lado Brasileiro da força. Ou pelo menos
para o lado menos "roqueiro radical”.
Para aquele cabra de 20 anos foi um choque. Para um de 35, é
perceber que aquilo foi uma ruptura de um processo. Uma contra-Tropicália, onde o moderno não validaria o tradicional verticalmente, mas dialogavam
horizontalmente.
Olho-no-olho. Confiança. Pernambucanamente.
Sem pedir benção a ninguém. Não por desrespeito, mas por
tentar seguir seu próprio caminho. Pois queria aprender até com quem criticava
este caminho.
Meu ano novo foi um processo novo. Que ainda está rolando. E vai rolar. E tem a ver com um processo de chegar a além da onde estou.
Novos Começos. Para fazer por inteiro, não pela metade. Ou simplesmente fazer, e ver se rola.
Fiz uma Lista de metas para 2012. Janeiro de 2013 eu publico aqui e coloco para ver o que deu certo. Já tá programado.
Convido a darmos boas risadas do que dará certo, e do que não poderá ser realizado por algo, vá lá saber por que. Não será por falta de vontade minha, eu garanto.
E, prometo nunca mais demorar muito a atualizar aqui...
Senhores Passageiros deste trem chamado vida, favor não traduzir certas músicas, pois elas dizem muito mais sobre vocês mesmos do que você poderia supor. Ou desista. mas perceba que a vida tem sempre trilha sonora, e você tem sua própria música. Eu particularmente prefiro um Forro daqueles bem Agarradinhos, de cheiro no Cangote. Encontro não encontro meu par, lembro e amadureço pelas danças atravessadas...
Um grupo de jovens, nos seus vinte e poucos anos, todos oriundos do Movimento Estudantil da UnB, escreve um livro a partirde textos publicados em um blog. Nestes textos, estes estudantes compartilham uma visão de transformação social, pensando o Brasil e a Universidade como problemas. Formam um grupo político com atuação e formulação dentro e fora da Universidade. Atuação coerente com o programa proposto do grupo.
Este paragrafo, como o livro em si, serve como provocação para prováveis reflexões sobre a produção estudantil no contexto universitário brasileiro. Contexto limitante, objetiva e subjetivamente. A publicação em questão, o livro“Imaginar para Revolucionar”, coloca a vontade politica deste grupo,Brasil e Desenvolvimento, de superar estes contextos, não escondendo a radicalidade de pensamento. Pensamento que ousa dizer seu nome, de esquerda.
Segundo eles,"(...) o debate sobre desenvolvimento está situado muito além do crescimento econômico, passando por empoderamento social, inclusão e cidadania. Queremos apresentar uma nova visão de mundo, uma nova alternativa de esquerda para o Brasil. Construir esse novo senso comum emancipatório é romper com a ideologia dominante, é inundar o espaço publico com novas ideias, é imaginar para revolucionar."
Sabemos que não é o primeiro grupo de jovens atuantes politicamente que se incomodam com o problema Brasil. Elas e eles se inserem na tradição de procura de Sentido de formação algo que confusa, que coloca como realidades distantes o Brasil Real do brasil Ideal Acadêmico. No que elas e eles são devedores desta procura.Os membros do Brasil e Desenvolvimento parecem conscientes deste problema, de seus ônus e bônus. Procuram responder à altura. Curioso é pensar para onde novas respostas e questionamento os vão levar, politica e intelectualmente falando.
As pistas dadas por este livro são as mais otimistas possíveis.
Poderia escrever sobre como temos a tendência de ver melhor as coisas de fora. Sobre como as coisas parecem ter mudado de lugar, e quem na verdade fez isso foi a gente.
Da “pausa” que devemos fazer no universo, já que não podemos parar o tempo...
Mas Mapa não é território. Palavras não são sentimentos.
Em 2011 estarei viajando junto com três amigos e amiga (Rogério Tomaz Jr, Yusseff “Bin Laden” Abrahim e Camila Stähelin) para mais um carnaval em Recife/Olinda. Partimos na madrugada de sexta para sábado.
O importante é ver até onde vamos com este estranhamento.
Tem um mestre que de vez em quando fala que o nosso pior inimigo a gente vê no espelho. Que estamos no mundo para aprender a vencer nossas limitações. Nós mesmos. Falando nisso, esse blog é meu instrumento de batalha... Aquilo que te limita aparece. Em casa, no trabalho, no estacionamento de um supermercado, nos Happy Hours, na internet e festas da vida. Cavucando uma atitude. Esperando. Um posicionamento frente a vida.. O meu limite na entrega à vida me pede que o encare. Combater o limite. Atravessar o Limite. Para que eu evolua daqui onde estou.
O segundo é abrir minhas asas e voar mais alto de onde estou. Melhorar meu plano de vôo e minhas asas, e voar mais seguro para onde quero ir. Em bando, pois pássaro que voa sozinho é presa fácil para os predadores que existem por aí...
Já fui estudante de Matemática. Às vezes ia de carona com colega curso que era policial. Ele sempre estacionava relativamente longe. O que significava atravessar praticamente todo o (Uni)CEUB que era aonde eu estudava. Todo este trajeto ele dava boa noite para todo servidor da instituição que encontrasse. Motoristas, cobradores, porteiros, faxineiros e outros,. Uma dia perguntei por que ele fazia isso. E recebi uma das maiores lições de humildade da minha vida: - Eu trabalho cerca de 6 horas por dia numa faixa de pedestres, e sei como é doloroso passar um dia sem receber nem um bom dia. Comecei a dar bom dia desde então...
Como faz parte da minha vida, acho justo que o pessoal daqui do Blog saiba disso, mesmo por que muitas das pessoas que me lêem aqui me conheceram neste espaço político. Aconteceu a pouco mais de um Mês.
E sim, vocês leram o título da mensagem corretamente.
Quando começamos a rádio (no plural, pois foi, e é, obra coletiva) viamos a necessidade de instrumentos pára serem utilizados para a transformação da realidade, desde o micro-cosmo UnB, até a totalidade social em que vivemos. Viamos antes, de maneira algo que confusa, no ME, e em outros instrumentos políticos depois. superando ou tentando superar o coronelismo que existe seja na sociedade, seja na UnB, seja dentro de nós mesmos.
Não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. Estou em outros MIcro-Cosmos que demandam energia, elaboração teorica e praxis para aproximarmos mais na transformação que falei lá em cima. E opto por me abster da participação na Ralacoco no próximo periodo e incidir em outros espaços.
Sei que talvez nos encontraremos na Luta Social. Por tanto até logo, Ralacoco.
É gostar de fazer um carinho gostoso, olhando nos olhos de alguém. Ser correspondido. E achar satisfação neste gesto. Saber ver o intocado dela. O que ela tem de melhor. Descobrir e liberar. É de vez em quando agradar aquele adolescente dentro de você, que curte rock, cantando desafinado no chuveiro músicas infantis da década de 80... É abraçar quem você gosta mandando todo o carinho do mundo para ela. Se possível, rodando a pessoa num giro de 360 graus. Trocando energia positiva. Nos carregando, para um mundo que teima em nos esvaziar. É nos descobrir como nosso principal adversário e como nosso principal aliado. Alguém que teremos que superar a cada dia para sermos um Ser humano melhor. E quem podemos pedir ajuda na tarefa. É passar o aniversário ajudando a organizar um seminário com alguns companheiros e companheiras de jornada. Tendo em mente que isso faz parte da construção de um mundo mais justo. E saber que pode confiar nestas pessoas sem sombra de dúvida. É fazer Tchutchuá. É fazer o que se gosta. Ou simplesmente fazer, quando possível. Por exemplo, escrever um texto que numa noite de domingo, sem saber como começar e terminar, e publicar num blog vermelho. Só para terminar uma triloga...
O que falar de uma idade que aos 10 não imaginava como seria? Tirando que provavelmente estaria já casado e com a vida estabilizada? (sim, pensava isso aos 10 anos...) O que falar de uma idade que aos 20 ainda estava correndo atrás do Sonho de entrar na UnB, aflito com o que poderia vir se não passasse no Vestibular? (fazia Matemática mas não queria ser Matemático. ) O que falar de uma idade que aos 30 me impressionava com a proximidade, mas também com algumas ainda indefinições? (Ainda sofrendo para sair da UnB, depois de demorar para entrar.)
Nada. Não falo nada. Talvez é isso que aprendi. Tentar valorizar meus silêncios.(Aprendi?) As coisas acabam acontecendo, algumas como planejamos, outras como não planejamos. Aos 33 continuo sendo um cabra de Sobradinho, com alguns sonhos, e algumas dúvidas, e poucas certezas. Quem sabe aos 40 aprenda a lidar com isso plenamente. Enquanto isso...
A vida nos dá alguns presentes. Cabe a gente aceitar. E agradecer. Tá, fácil dizer. Tem alguns tão bons que a gente nem acredita que eles vem. É quando a gente deixa passar, nos arrependemos. Tenho cá meus pontos negativos. Todas e todos tem. A questão é desapegar-se dos negativos, principalmente daqueles que você não tem controle, e aproveitar os positivos. Tá, fácil dizer II, a missão. Alguns doem. Rasgam a alma. Nos paralisam. A única coisa que posso falar é tentar manter a cabeça erguida. Afinal, isso também vai passar...
quarta-feira, agosto 04, 2010
Ju,
Tu pregou uma peça na gente. A gente pensando que você era desse mundo. Mas não. Este mundo não era o bastante para ti. Deveríamos ter desconfiado. O mundo não estava preparado para alguém que a alegria é a vida, e vice-versa. Sempre prestativa, sempre ajudando, e sempre trabalhando. Com um sorriso no rosto nas situações mais complicadas. Incentivando quem tava desanimado ou desanimada. Nem nós tavamos preparados, para aquelas perguntas simples, tão simples, que você fazia de coração nas reuniões dos projetos do RadioDiversidade. E nos desconcertava. Nem eu ainda estava preparado para mergulhar na vida, como você sugeriu muitas vezes.(POde deixar que estou resolvendo isso, e sobre pedir desculpas também...)
Aí, de repente, você foi para seu lugar, nas estrelas. Fico aqui lembrando de uma poesia de Mário Quintana, "Parece um sonho."
"Parece um sonho que ela tenha morrido!" diziam todos... Sua viva imagem tinha carne!... E ouvia-se, na aragem, passar o frêmito do seu vestido...
E era como se ela houvesse partido e logo fosse regressar da viagem... - até que em nosso coração dorido a Dor cravava o seu punhal selvagem!
Mas tua imagem, nosso amor, é agora menos dos olhos, mais do coração. Nossa saudade te sorri: não chora...
Mais perto estás de Deus, como um anjo querido. E ao relembrar-te a gente diz, então: "Parece um sonho que ela tenha vivido!"
Poisé, foi um sonho. bonito sonho que vivemos juntos. Vá na luz, Ju. Vai ser mais uma estrela, para nos iluminar lá de cima. E valeu por compartilhar sua passagem na Terra conosco, amiga.
"Abade: É possível cobrir a Terra inteira de tecido para que fique suave em qualquer lugar que pisarmos? Monge 1: Não. Abade: Então o que fazemos? Monge 2: Colocamos sandálias de tecido."
Todo mundo tem uma Sandália de Tecido. Algo que ancore emoções. Algo que ative o desejo mais profundo ser liberado. Aquela música que faz lembrar que alguém especial. Uma cena de filme que te dá um insight. Novos mundos. Sinais que você recebe, mas a partir daí tem que saber o que fazer com eles. Até você está esperando estes sinais, inconscientemente. Perguntas que quer responder. Ou até descobrir novas perguntas. Algo que nos tire de nossas confusões e nos dá certeza. Mas qualquer certeza pode se desfazer. Depende do que sentimos, vemos e acreditamos. E do que estamos calçando.
Brad Jones. Não conhece? Goleiro da Austrália. Segundo Goleiro da Austrália. Quer dizer, era. Desistiu do ponto alto de qualquer jogador de futebol, que é a Copa do Mundo. Diz ele: “A Copa do Mundo é irrelevante para mim agora. Quando eu entrei no quarto e Luca sorriu quando me viu, isso valeu mais que qualquer coisa que a Copa do Mundo jamais poderia me dar. O tratamento vai durar cinco semanas e eu quer estar aqui o máximo que eu puder” Tratamento de leucemia.
Já tenho para quem torcer nesta copa. Pelo sorriso do filho de Brad Jones...
Domingos Dutra. Está em greve de fome. Motivos que Rogério Tomaz Jr fala muito melhor do que eu aqui e aqui. Ele se mostrou muito atencioso quando a amiga Amanda Dutra me apresentou como militante de Rádios Comunitárias. Como se eu fosse a pessoa mais importante no recinto. Não era. Ali estava presente também o Manoel da Conceição, citads nos links acima, que explica uma dele: "Minha Perna é minha Classe." Mas me impressionou, depois de tudo o que aconteceu, que Dutra se despediu com um sorriso. Sorriso mostrando uma alma rasgada, mas que mostra a sua relevância. Na luta...
James Taylor. 1985. Estagnação. Perdido, enfim. Aí foi para um Show para 250 mil pessoas. Rock n'Rio 1985. E se encontrou.
Também me encontrei. Precisei de um tempo para me esquecer um pouco de mim mesmo, para simplesmente me divertir. Mas não imaginava o que ocorreria. Mesmo com a alma receptiva que fui. Afinal, era Carnaval. Não imaginava que até o que eu não me lembrava fosse tão bom no fim das contas...
De vez em quando bate uma nostalgia de nós mesmos. É quando a gente se vê n'alguma foto ou num texto antigo. No meu caso, nesta semana 10, 5 anos mais jovem. Motivações diferentes, sonhos diferentes, perspectivas diferentes. Aquele ser dos textos ou na foto pensava, amava, lutava, sorria, sofria, escondia e revelava. Tinha o mundo a descobrir. E à mudar. Não deu para evitar uma sensação entre o constrangimento e a agonia de não perceber resultados óbvios de minhas ações. Ou de minha incapacidade, quando percebia, de convencer as pessoas ao meu redor. Nossa tendência a autocrítica e ao controle, mesmo com a distância temporal, faz a gente se exigir muito de nós mesmo. Como se pudessemos pegar uma máquina do tempo corrigir o que fizemos de "errado". Como se o resultado das escolhas que fizemos não fosse também parte de nós mesmos, de nossa construção como pessoa... Poisé, viajar no tempo dessa maneira é legal. Desde que a gente não fique preso por lá...
Naufragos como o povo de lost. Bilhões. Procurando um lar. Mandando recados para o resto do mundo, esperando respostas. Alguns esperando até perguntas. Procurar alguém que catalise a si mesm@. Outro ser inteiro, não outra metade. Complexos como nós. Alguns se perdem na busca. Mergulhando de cabeça. Com o perigo de não saber da fundura do rio. Nem da correnteza. Nem se sabemos nadar. As vezes pensamos que sabemos. Estas águas enganam, e muito!
E tentamos. Às vezes contra a correnteza. Por todo o mundo.
Histórias com inicio, meio e fim. Imagens limpas, assépticas. Com ar-condicionado e tudo. Feitas para se enquadrar em cinema de shopping.
O filme do Lula. E o do Zezé de Camargo e Luciano também. (Vixe, melhor não começar, a lista é imensa...) Ficções, sobre parte da história recente do Brasil, que faz parte do rural se tornar urbano. Trajetórias tipo Self-Made Man. Numa realidade de alijamento de parte da população dos meios de consumo. O caipira e o nordestino como imagem brasileira sempre foi algo olhado com desdém. Mazzaropi que o diga. O que é feito deixa lacuna. O perfeito. E nesta ausência há algo que se perdeu no processo, que talvez retrate mais do que o que é mostrado em tela.
Todo 31 de dezembro, minutos antes da grande virada, todos pensam em suas vidas e se entregam a promessas para o ano vindouro: "vou para de fumar", "vou fazer dieta, "vou estudar mais", "vou atualizar o blog com mais freqüência"... Normalmente, também, as promessas são esquecidas logo após a "contagem regressiva". Acho que é porque existe uma discrepância entre o que as pessoas realmente querem de si e para si com o que elas se cobram ou com o que delas é cobrado. Suas reflexões costumam se limitar à idealização do que gostariam ou do que acham que gostariam de ser e não sobre quem são realmente. Suas reflexões são munidas de culpas, frustações, aspirações utópicas. Por isso costumam se esvair tãologo venha a primeira ressaca do ano. Estou falando da passagem do ano ela é um periodo que renovamos nossas esperanças em novas realizaçãoes. Só que todo mundo muda todo dia. Aos poucos, gradualmente, mas muda. Atés as pedras (pela ação do vento). Só que nem todo mundo quer ser agente ativo na mudança. Ficam só na promessa. Eis o ponto: não fique só nas promessas de ano novo. Aja para que se realizem. Que tal começar agora?
Comunicação é um direito de todos. Serve para proporcionar o diálogo, para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação, e moradia. Como mecanismo de fiscalização, denúncia e cobrança do poder público para assegurar estes direitos. Para valorização de nossa cultura e da regionalização do conteúdo. E para construir políticas públicas para a própria Comunicação Brasileira.
Graças a pressão e organização dos Movimentos Sociais, o Governo Federal anunciou para Dezembro deste ano a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação. É uma chance para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. O DCE Honestino Guimarães e os demais signatários deste convite acreditam que só o amplo debate e a intensa mobilização social poderão garantir que a democracia prevaleça nas Conferências Distrital e Nacional de Comunicação. Com esse propósito, chamamos indivíduos, grupos e movimentos a participarem, no dia 10 de junho, do DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB, com a seguinte programação: 8h – 8h30:Abertura Cultural (Local: Auditório Dois Candangos, FE) 8h30-10h:Rodada sobre Conferências Nacionais (Local: Auditório Dois Candangos, FE) Convidados: DCE, DENEM (Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Comissão Pró-Conferência de Comunicação, Clóvis Henrique (Autor de Dissertação de Mestrado em Ciência Política sobre Conferências Nacionais) 10h às 12h30:Painel Democratização da Comunicação (Local: Auditório Dois Candangos, FE) Convidados: LAPCOM, Ralacoco, ENECOS, Daniel Vila-Nova (Autor de Dissertação de Mestrado em Direito sobre rádios comunitárias) 13h as 15h: OFICINAS: Grafite, Stêncil, Fotogravura (Local: DCE, ICC Norte)
15h às 17h:Oficina de Radioweb Facilitadores: Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx (Local: DCE, ICC Norte)
Realização:
Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães Projeto de Extensão Comunicação Comunitária - COMCOM/UnB Rádio Ralacoco - livre com princípios comunitários Instinto Coletivo Centro Acadêmico de Direito da UnB- CADIR Centro Acadêmico de Comunicação da UnB - CACOM Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação - ENECOS Projeto SOS Imprensa PS.: Pra tentar chamar um pouco mais da atenção das pessoas, o Conselho Federal de Psicologia montou esse vídeo aí embaixo, que fala sobre a importância da Confecom.
The Beatles foi um desenho animado americano que foi ao ar originalmente de 1965 a 1967 na rede ABC. Consistia em histórias que eram essencialmente destinadas a criar um visual ilustrado das músicas dos Beatles (tocadas na íntegra, como no caso do vídeo em que é apresentada "I Wanna Hold Your Hand", versão de "você lambeu meu pé", de Rita Lee).
Os membros da Banda não tinha nada a ver com a série, além próprio uso de suas musicas. O ator americano Paul Frees fazia as vozes de John e George, enquanto Lance Percival (da série de TV Carry On) emprestava sua voz para Paul e Ringo.
tá perto de fazer aquela lista de metas para 2009. dançar tango é uma delas.
domingo, dezembro 28, 2008
direto ao ponto. a menor distãncia do rock...
sexta-feira, dezembro 26, 2008
número equivalente a quatro mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha cinco elementos distintos. Representado pelo símbolo 5 (algarismos arábicos) ou V (algarismos romanos).
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Acho que já deu para perceber que vou dizer... número equivalente a cinco mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha seis elementos distintos. Representado pelo símbolo 6 (algarismos arábicos) ou VI (algarismos romanos).
número equivalente a seis mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha sete elementos distintos. Representado pelo símbolo 7 (algarismos arábicos) ou VII (algarismos romanos).
terça-feira, dezembro 23, 2008
número equivalente a sete mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha oito elementos distintos. Representado pelo símbolo 8 (algarismos arábicos) ou VIII (algarismos romanos).
"O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Nós [Beatles] somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro - o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mau, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga [o Cristianismo] para mim."
Depois de muito trabalho e discussões, a equipe que fará a comunicação está preparada para mostrar a diversidade de olhares pensamentos da Teia 2008. O objetivo deste grupo é dar voz e visibilidade aos que disseminam a cultura brasileira. Muitos sotaques e experiências estão misturados nesta imensa teia onde todos tem espaço para se expressar.
Os quatro dias de atividades serão transmitidos por 40 pessoas oriundas de Pontos de Cultura de todo o Brasil. Os relatos e impressões das atividades da Teia serão transmitidos pela internet através da rádio (http://estudiolivre.org:8000/radioteia), e nos links da galeria de fotos, de vídeos e nos textos que estão sendo postados aqui no blog há algum tempo.
As experiências vividas aqui servirão de subsídios para os integrantes da equipe de comunicação livre levarem ao seu Ponto de Cultura. "É muito válido que os pontos estejam fazendo a Teia. É muito construtivo" comentou o coordenador de geração de renda do Pontão de Cultura digital de Pernambuco, Pedro Jatobá. Mas além do aprendizado, Jatobá ressaltou um ponto de estrema relevância para os Pontos de Cultura: a sustentabilidade. Para ele este é um dos desafios fundamentais, fazer com que os pontos consigam ter meios de sustentabilidade para não necessitar apenas da verba pública.
É para esta e outras discussões que a equipe de comunicação livre estará voltada. Levando as problemáticas e mostrando o que de mais belo tem o nosso povo: a cultura brasileira.
PUTA QUE PARIU!!!! Parece que foi ontem! Nunca tinha ficado acordado para mais tarde para nada.E não fiquei, durmi cedo e só vi o resumo da Corrida na manhã seguinte... Mas vinte anos depois ver aquela corrida é outra perspectiva. Do tipo como era a narração do Galvão, como era o automobilismo antigamente (e eu pensava que aquilo éra muito comercial. para ver com a gente tem alguma ingenuidade ao 11 anos...) E que o esporte nacional era automobilismo. Aliás, a gente tinha corridas no Brasil...
Tirando Hermes e Renato, e David Byrne, poucas pessoas deram o valor histórico que este icone dos anos 80 merece. Este tributo pode ser um começo, ainda insuficiente...
Porque as pessoas que mais temos contato não são as que nós encontramos nos cotidianos, mas aparecem nos momentos certos para dizer a coisa certa? Não sei. Talvez para lembrar dos momentos que temos não se medem pelo tempo, mas pela intensidade dos caminhos que nos encontramos e nos perdemos.
Num processo o importante é como você encerra ele. Nâo deve se apegar muito a ele como processo, pois todo apego é ruim. Mas quando encerrado, deve ir para outros. Mesmo que demore mais que o necessário.
Num momento você está dormindo sossegado. Noutro você é acorda e se vê cercado por um bando de pessoas cantando Ad Infinitum o Refrão da música do Rappa. Na verdade só as duas palavras do Título...
O que faz uma música ser um hino para um grupo de pessoas é o sentido que este coletivo vê em comum nela. Sentido que quem compôs pode nem ter visto. Amigo Punk, Composição do Graforréia Xilarmônica, tem um sentido coletivo para um grupo de estudantes que militatam o MECOM sobre companheirismo e objetivos em comum. Jà falei um pouco sobre isso aqui e noutros cantos, Mas sempre é bom lembrar de que história que se seguem após um periodo de coletividade compartilhada. E de Sempre seguir tocando o hardcore...
(Originalmente Publicado no zine ShitCom, em novembro de 1999. Republicado posteriormente no Mundo Externo SA)
- É fácil. Primeiro eu mobilizo um estudante. Depois, nós 2 mobilizamos mais 2 estudantes, aí já são 4. Se cada um mobilizar outro, serão 8. Depois 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... No fim de tudo, teremos mobilizado todos os estudantes!!!! - Mas mobilizar por que? - Como? - Mobilizar por que?
Pausa.
Resposta nervosa: - Assim não há mobilização!!!!! Vocês esperam tudo de mim e eu espero tudo de vocês!!!!!
(abaixo: O doc "A UNE somos nós?" feito pelos COMpas Danilo Silvestre e Danillo Ferreira. Tem 42 minutos, marromenos.)
De 20 a 26 de Julho acontecerá a Semana MECOM aqui no BLOG. Cada dia postarei uma história diferente sobre minha passagem pelo Movimento Estudantil, com um vídeo referente (trilha sonora de encontro, ou outra coisa). Algumas já estão postadas em outros espaços. Começo com uma homenagem a alguns amigos que frequentam este blog. Afinal, todo ERECOM tem seu fim...
Tem gente que faz as coisa indo defendendo o que faz, indo pro Ataque.
Ou como num Jogo de Capoeira, em que você joga teu corpo de um lado para outro, pode levar um tombo, mas tem que se levantar. tudo sem tirar o olho do Adversário, encarando-o de frente.
Por isso que certas cantoras dão medo. Por isso que certas cantoras são adoradas.
Morrer é a última coisa que quero que me aconteça. Sei que é inevitável, e que é difícil a gente passar esta tarefa para outra pessoa (mesmo por que imagino que ela não vai aceitar), portanto devemos ver como naturalidade este momento. Se possível até de bom humor.
Me lembro que em Nova Orleans o pessoal toca Jazz daqueles bem alegres no cortejo ao cemitério. E tem uma música do Noel Rosa, Fita Amarela, que fala da morte de uma forma muito alegre.
Taí, já pensaram um Sambão em tua homenagem? Pena que você terá uma dificuldade logística de participar, mas o que importa é que você estará de corpo e alma presente.
Algumas coisas que qualquer adolescente quis fazer na vida:
- Fazer uma banda de rock. - Ser um jogador de futebol. - Escrever um livro de Física Nuclear (dá um desconto, fui um adolescente nerd). - Ser um Changeman (fui um nerd nos anos 80...) - Poder sair tarde de casa sem hora para chegar em casa, sem correr o risco de bronca... - Fugir daquela aula chata do colégio.
Ontem foi a Realize suas Fantasias. A 27ª. Festa das Calouras e dos calouros da Comunicação.
Ajudei a organizar a 7ª.
Na última que fui (não me lembro mais o número), era Joey Ramone, um dos meus ídolos de adolescência. Modéstia à parte, ficou perfeito. Na verdade, teve maluco que veio me pedir benção...
Não os censuro. É uma das minhas melhores experiências musicais, e talvez, como ser humano. O motivo foi descrito no Arquivo X alguns anos atrás...
Acrescento que eles só queriam ser uma coisa. Simples. E treinavam muito para isso. Afinal, para ser simples, tem que trabalhar internamente para cortar o desnecessário para ir focado direto aonde você quer...
Sim, é uma desculpa esfarrapada para colocar Ramones aqui. Desculpa aceita?
Me lembro na greve de 2001 na UnB, um cartaz escrito mais ou menos assim: " Um belo cartaz de protesto. Até quando?"
Se as pessoas simplificassem tudo, e focassem sua energia no que querem, e não apenas no que evitam fazer nas divergências que existem... Muita coisa poderia ser evitada, muito sentimento poderia ser evitado.
Sei lá se é possível um tal de budismo em condições cristãs, mas é isso que poderia ser feito...
Pensei muito no R.E.M. nos dias que estive fora daqui. Citando caoticamente uma infinidade de coisas que não faziam sentidos longe um do outro, mas agregadas faziam. De nossa passagem por este mundo, e o que fizemos. Nas quebrações de cara e de nossas lutas perdidas (não tão perdidas, como o momento mostrou)como de esperanças colocadas em outra direção. Para a direção de algo melhor, coletivamente melhor.
Talvez precise de mais um tempo só...
(Sim, posso tá viajando e muito. Ainda não chegamos a este ponto. Mas este coração de estudante não pode sonhar um pouco? Não fui o primeiro, não serei o ùltimo, e não estou sozinho...)
Ontem fez 55 anos que o Flamengo se dividiu em aZ(antes de Zico) e dZ(depois de Zico).
Deixa explicar da seguinte maneira: foi um Doutorado de Jogar Futebol. Os Jogadores eram criados na Gávea, e quando alcançavam o time principal sabiam praticamente todos os fundamentos. Tinham aprendidos com os Mestres, vendo eles treinando para se aprimorarem cada vez mais. O Brasileiro de 92 foi uma Mudança de Geração que bebia ainda muito da Era Zico. Só que daí para diante, algumas coisas "estranhas" começaram a acontecer com o Flamengo: atacantes não faziam Gol, dirigentes que não dirigiam, mas vendiam e compraram jogadores a dar com o pau, treinadores Idem (e que não treinavam, falando nisso), os salários começaram a se tornar milionários, as dívidas idem...
Perdeu-se o Foco. Para encontra-lo no futuro, só aprendendo com as belas histórias do Passado.
A primeira vez que ouvi os Cabras foi num Programa Livre em 95. Fiquei besta de ouvi-los pela primeira vez.
Afinal, se esta não foi a melhor banda de rock brasileiro de todos os tempos (e eles eram os primeiros a falar isso) foi uma das mais bestas. Desencanaram de ser uma banda-cabeça-proto-legião-urbana e exerciam o direito de falar merda e foda-se, sem medo do que os outros vão achar disso. Aliás, isso deveria constar na Declaração de Direitos Humanos (Acho que está incluído no tópico "liberdade de pensamento") Pena que nem toda banda é assim atualmente. Muitas querem posar de sérias numa atitude besta de se referir no pensamento e opinião dos outros, e não se perguntam se estão se divertindo com o que fazem. É acabam se aborrecendo, e aborrecendo os outros com seus choramingos. Enfim, num domingo de manhã liguei a televisão para ver o Globo Rural. Tava sendo transmitido o resgate de um acidente de avião. Outra vez fiquei besta.
Em 1973, a Phonogram realizou, em São Paulo, o show "Phono 73", que reuniu mais de 35 artistas do cast da gravadora. E que cast. Nas imagens abaixo, mais cantores que estavam no Show. Não sei se o termo "histórico" simplesmente resolve a questão na definição do dito cujo...
Uma música foi composta especialmente para o Show. Cálice.
Sim, AQUELE Cálice... De Gil e Chico.
Eles bem que tentaram cantar pelo menos a melodia, já que a letra tava censurada, mas os microfones começaram a ser desligados...