Um espaço de divulgação das Idéias (com I maiúsculo) sobre Música que alimentam o Tchutchuá como modo de vida (ou uma desculpa esfarrapada pra fazer uma colagem de Vídeos interessantes)
sábado, junho 12, 2010
A relevância de um sorriso
Está em greve de fome. Motivos que Rogério Tomaz Jr fala muito melhor do que eu aqui e aqui.
Ele se mostrou muito atencioso quando a amiga Amanda Dutra me apresentou como militante de Rádios Comunitárias. Como se eu fosse a pessoa mais importante no recinto.
Não era.
Ali estava presente também o Manoel da Conceição, citads nos links acima, que explica uma dele: "Minha Perna é minha Classe."
Mas me impressionou, depois de tudo o que aconteceu, que Dutra se despediu com um sorriso.
Sorriso mostrando uma alma rasgada, mas que mostra a sua relevância.
Na luta...
(atualização 10:27, 13/6/10: ver o video abaixo)
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Apenas um sonho em Recife/Olinda
1985. Estagnação. Perdido, enfim.
Aí foi para um Show para 250 mil pessoas. Rock n'Rio 1985.
E se encontrou.
Também me encontrei. Precisei de um tempo para me esquecer um pouco de mim mesmo, para simplesmente me divertir.
Mas não imaginava o que ocorreria. Mesmo com a alma receptiva que fui. Afinal, era Carnaval.
Não imaginava que até o que eu não me lembrava fosse tão bom no fim das contas...
Olinda/Recife ganhou um amigo...
quarta-feira, janeiro 20, 2010
O que cantaremos depois...
Motivações diferentes, sonhos diferentes, perspectivas diferentes. Aquele ser dos textos ou na foto pensava, amava, lutava, sorria, sofria, escondia e revelava. Tinha o mundo a descobrir. E à mudar.
Não deu para evitar uma sensação entre o constrangimento e a agonia de não perceber resultados óbvios de minhas ações. Ou de minha incapacidade, quando percebia, de convencer as pessoas ao meu redor. Nossa tendência a autocrítica e ao controle, mesmo com a distância temporal, faz a gente se exigir muito de nós mesmo. Como se pudessemos pegar uma máquina do tempo corrigir o que fizemos de "errado". Como se o resultado das escolhas que fizemos não fosse também parte de nós mesmos, de nossa construção como pessoa...
Poisé, viajar no tempo dessa maneira é legal. Desde que a gente não fique preso por lá...
sábado, janeiro 09, 2010
Mensagem numa garrafa.
Procurar alguém que catalise a si mesm@. Outro ser inteiro, não outra metade. Complexos como nós. Alguns se perdem na busca.
Mergulhando de cabeça. Com o perigo de não saber da fundura do rio. Nem da correnteza. Nem se sabemos nadar. As vezes pensamos que sabemos. Estas águas enganam, e muito!
E tentamos. Às vezes contra a correnteza. Por todo o mundo.
domingo, janeiro 03, 2010
Vísivel
(Vixe, melhor não começar, a lista é imensa...)
Ficções, sobre parte da história recente do Brasil, que faz parte do rural se tornar urbano. Trajetórias tipo Self-Made Man. Numa realidade de alijamento de parte da população dos meios de consumo.
O caipira e o nordestino como imagem brasileira sempre foi algo olhado com desdém. Mazzaropi que o diga.
O que é feito deixa lacuna. O perfeito. E nesta ausência há algo que se perdeu no processo, que talvez retrate mais do que o que é mostrado em tela.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
2010
Normalmente, também, as promessas são esquecidas logo após a "contagem regressiva". Acho que é porque existe uma discrepância entre o que as pessoas realmente querem de si e para si com o que elas se cobram ou com o que delas é cobrado. Suas reflexões costumam se limitar à idealização do que gostariam ou do que acham que gostariam de ser e não sobre quem são realmente. Suas reflexões são munidas de culpas, frustações, aspirações utópicas. Por isso costumam se esvair tãologo venha a primeira ressaca do ano.
Estou falando da passagem do ano ela é um periodo que renovamos nossas esperanças em novas realizaçãoes. Só que todo mundo muda todo dia. Aos poucos, gradualmente, mas muda. Atés as pedras (pela ação do vento). Só que nem todo mundo quer ser agente ativo na mudança. Ficam só na promessa.
Eis o ponto: não fique só nas promessas de ano novo. Aja para que se realizem.
Que tal começar agora?
Trilha sonora: Dom e Ravel - Marcas do que se Foi
sexta-feira, junho 05, 2009
Vai Negar o Seu Direito?
Comunicação é um direito de todos.
Serve para proporcionar o diálogo, para reivindicar e assegurar outros direitos básicos como a saúde, educação, alimentação, e moradia.
Como mecanismo de fiscalização, denúncia e cobrança do poder público para assegurar estes direitos.
Para valorização de nossa cultura e da regionalização do conteúdo.
E para construir políticas públicas para a própria Comunicação Brasileira.
Graças a pressão e organização dos Movimentos Sociais, o Governo Federal anunciou para Dezembro deste ano a realização da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação. É uma chance para o debate e consolidação de diretrizes que orientarão o rumo da Comunicação do Brasil. O DCE Honestino Guimarães e os demais signatários deste convite acreditam que só o amplo debate e a intensa mobilização social poderão garantir que a democracia prevaleça nas Conferências Distrital e Nacional de Comunicação. Com esse propósito, chamamos indivíduos, grupos e movimentos a participarem, no dia 10 de junho, do DIA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO na UnB, com a seguinte programação:
8h – 8h30: Abertura Cultural
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
8h30-10h: Rodada sobre Conferências Nacionais
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: DCE, DENEM (Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), Comissão Pró-Conferência de Comunicação, Clóvis Henrique (Autor de Dissertação de Mestrado em Ciência Política sobre Conferências Nacionais)
10h às 12h30: Painel Democratização da Comunicação
(Local: Auditório Dois Candangos, FE)
Convidados: LAPCOM, Ralacoco, ENECOS, Daniel Vila-Nova (Autor de Dissertação de Mestrado em Direito sobre rádios comunitárias)
13h as 15h: OFICINAS: Grafite, Stêncil, Fotogravura
(Local: DCE, ICC Norte)
15h às 17h: Oficina de Radioweb
Facilitadores: Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx
(Local: DCE, ICC Norte)
Realização:
Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães
Projeto de Extensão Comunicação Comunitária - COMCOM/UnB
Rádio Ralacoco - livre com princípios comunitários
Instinto Coletivo
Centro Acadêmico de Direito da UnB- CADIR
Centro Acadêmico de Comunicação da UnB - CACOM
Projeto Dissonante - faça-rádio-web- você-mesmx
Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação - ENECOS
Projeto SOS Imprensa
PS.: Pra tentar chamar um pouco mais da atenção das pessoas, o Conselho Federal de Psicologia montou esse vídeo aí embaixo, que fala sobre a importância da Confecom.
quarta-feira, junho 03, 2009
Beatles em desenho animado.
Os membros da Banda não tinha nada a ver com a série, além próprio uso de suas musicas. O ator americano Paul Frees fazia as vozes de John e George, enquanto Lance Percival (da série de TV Carry On) emprestava sua voz para Paul e Ringo.
PS.: Eu achei o Desenho bem ruinzim...
terça-feira, março 10, 2009
Todas as Mulheres do Mundo (ou pelo menos 7): Nara Leão e Maria Betânea
MAs tomem cuidado, pois elam, pegam, matam e comem também...
PS.: Peço desculpa só pelo cabra feio, o de bigode...
domingo, março 08, 2009
Todas as Mulheres do Mundo (ou pelo menos 7): Leila Diniz
Preciso escrever algo?
terça-feira, março 03, 2009
Todas as Mulheres do Mundo (ou pelo menos 7): Elis Regina
com medo de encarar este enigma...
quinta-feira, janeiro 01, 2009
MEio Século
segunda-feira, dezembro 29, 2008
sexta-feira, dezembro 26, 2008
quarta-feira, dezembro 24, 2008
número equivalente a cinco mais um. Cardinalidade de um conjunto que contenha seis elementos distintos. Representado pelo símbolo 6 (algarismos arábicos) ou VI (algarismos romanos).
terça-feira, dezembro 23, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Comentários a respeito do Cristianismo...
A tal frase...
quinta-feira, novembro 13, 2008
Pontos de Cultura fazem a comunicação da Teia 2008
Depois de muito trabalho e discussões, a equipe que fará a comunicação está preparada para mostrar a diversidade de olhares pensamentos da Teia 2008. O objetivo deste grupo é dar voz e visibilidade aos que disseminam a cultura brasileira. Muitos sotaques e experiências estão misturados nesta imensa teia onde todos tem espaço para se expressar.
Os quatro dias de atividades serão transmitidos por 40 pessoas oriundas de Pontos de Cultura de todo o Brasil. Os relatos e impressões das atividades da Teia serão transmitidos pela internet através da rádio (http://estudiolivre.org:8000/
As experiências vividas aqui servirão de subsídios para os integrantes da equipe de comunicação livre levarem ao seu Ponto de Cultura. "É muito válido que os pontos estejam fazendo a Teia. É muito construtivo" comentou o coordenador de geração de renda do Pontão de Cultura digital de Pernambuco, Pedro Jatobá. Mas além do aprendizado, Jatobá ressaltou um ponto de estrema relevância para os Pontos de Cultura: a sustentabilidade. Para ele este é um dos desafios fundamentais, fazer com que os pontos consigam ter meios de sustentabilidade para não necessitar apenas da verba pública.
É para esta e outras discussões que a equipe de comunicação livre estará voltada. Levando as problemáticas e mostrando o que de mais belo tem o nosso povo: a cultura brasileira.
quinta-feira, outubro 30, 2008
O que você tava fazendo à vinte anos atrás?
Parece que foi ontem!
Nunca tinha ficado acordado para mais tarde para nada.E não fiquei, durmi cedo e só vi o resumo da Corrida na manhã seguinte...
Mas vinte anos depois ver aquela corrida é outra perspectiva. Do tipo como era a narração do Galvão, como era o automobilismo antigamente (e eu pensava que aquilo éra muito comercial. para ver com a gente tem alguma ingenuidade ao 11 anos...)
E que o esporte nacional era automobilismo. Aliás, a gente tinha corridas no Brasil...
terça-feira, outubro 14, 2008
Escadaria para o Céu (1)
qaul o nome dela mesmo?
Sim, tem mais da onde veio isso...
segunda-feira, setembro 29, 2008
Man on the moon
E como controlar o animal que está dentro de si?
E para onde liberar?
sexta-feira, setembro 05, 2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
Tributo a Sérgio Neiva Cavalcante
PS.: Chico Buarque who?
Ópera do Mallandro
quinta-feira, agosto 14, 2008
Se joga
Não fazer o que quer?
Ou fazer, e não alcançar os resultados esperados?
Bem, ninguém disse que a realidade é bonita.
Mas pior é viver no engano. Dá mais trabalho a longo prazo.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Deixa o verão
Procurando a alma.
Conversando.
Com os olhos.
Com a Alma.
Palavras?
quinta-feira, julho 31, 2008
Para cantar o Sol
Num programa de rádio.
Numa dança.
Te oferecendo Cigarro.
Estudando Magia.
Fazendo Cocégas.
Acendendo incenso.
De repente.
E te fazem ir além.
terça-feira, julho 29, 2008
Hum... Pois...
Não sei.
Talvez para lembrar dos momentos que temos não se medem pelo tempo, mas pela intensidade dos caminhos que nos encontramos e nos perdemos.
segunda-feira, julho 28, 2008
SEMANA MECOM: Eu já falei, vou repetir...
Nâo deve se apegar muito a ele como processo, pois todo apego é ruim.
Mas quando encerrado, deve ir para outros.
Mesmo que demore mais que o necessário.
domingo, julho 27, 2008
SEMANA MECOM: Sobre a Situação atual do MECOM
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quinta-feira, julho 24, 2008
SEMANA MECOM: Uma fala e um Batizado
A CONLUTE não fala em meu nome,
Minha mãe não fala em meu nome,
Nem eu, quando estou Bêbado, falo em meu nome...
terça-feira, julho 22, 2008
SEMANA MECOM: Sem Final
Noutro você é acorda e se vê cercado por um bando de pessoas cantando Ad Infinitum o Refrão da música do Rappa. Na verdade só as duas palavras do Título...
segunda-feira, julho 21, 2008
SEMANA MECOM: Esta música não é repetitiva..
Amigo Punk, Composição do Graforréia Xilarmônica, tem um sentido coletivo para um grupo de estudantes que militatam o MECOM sobre companheirismo e objetivos em comum. Jà falei um pouco sobre isso aqui e noutros cantos, Mas sempre é bom lembrar de que história que se seguem após um periodo de coletividade compartilhada.
E de Sempre seguir tocando o hardcore...
domingo, julho 20, 2008
SEMANA MECOM: Como mobilizar os estudantes
- É fácil. Primeiro eu mobilizo um estudante. Depois, nós 2 mobilizamos mais 2 estudantes, aí já são 4. Se cada um mobilizar outro, serão 8. Depois 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... No fim de tudo, teremos mobilizado todos os estudantes!!!!
- Mas mobilizar por que?
- Como?
- Mobilizar por que?
Pausa.
Resposta nervosa:
- Assim não há mobilização!!!!! Vocês esperam tudo de mim e eu espero tudo de vocês!!!!!
(abaixo: O doc "A UNE somos nós?" feito pelos COMpas Danilo Silvestre e Danillo Ferreira. Tem 42 minutos, marromenos.)
quinta-feira, julho 17, 2008
SEMANA MECOM
Algumas já estão postadas em outros espaços.
Começo com uma homenagem a alguns amigos que frequentam este blog. Afinal, todo ERECOM tem seu fim...
segunda-feira, julho 14, 2008
Pega, mata e come
Ou como num Jogo de Capoeira, em que você joga teu corpo de um lado para outro, pode levar um tombo, mas tem que se levantar. tudo sem tirar o olho do Adversário, encarando-o de frente.
Por isso que certas cantoras dão medo.
Por isso que certas cantoras são adoradas.
segunda-feira, julho 07, 2008
E agora algo completamente diferente...
Me lembro que em Nova Orleans o pessoal toca Jazz daqueles bem alegres no cortejo ao cemitério. E tem uma música do Noel Rosa, Fita Amarela, que fala da morte de uma forma muito alegre.
Taí, já pensaram um Sambão em tua homenagem? Pena que você terá uma dificuldade logística de participar, mas o que importa é que você estará de corpo e alma presente.
domingo, junho 29, 2008
Pedro de Lara
- Fazer uma banda de rock.
- Ser um jogador de futebol.
- Escrever um livro de Física Nuclear (dá um desconto, fui um adolescente nerd).
- Ser um Changeman (fui um nerd nos anos 80...)
- Poder sair tarde de casa sem hora para chegar em casa, sem correr o risco de bronca...
- Fugir daquela aula chata do colégio.
No último caso, tem que ter estilo. Afinal, como diria um grande filósofo...
domingo, junho 22, 2008
Eu quero ser Simples
Ontem foi a Realize suas Fantasias. A 27ª. Festa das Calouras e dos calouros da Comunicação.
Ajudei a organizar a 7ª.
Na última que fui (não me lembro mais o número), era Joey Ramone, um dos meus ídolos de adolescência. Modéstia à parte, ficou perfeito. Na verdade, teve maluco que veio me pedir benção...
Não os censuro. É uma das minhas melhores experiências musicais, e talvez, como ser humano. O motivo foi descrito no Arquivo X alguns anos atrás...
Acrescento que eles só queriam ser uma coisa. Simples. E treinavam muito para isso. Afinal, para ser simples, tem que trabalhar internamente para cortar o desnecessário para ir focado direto aonde você quer...
Sim, é uma desculpa esfarrapada para colocar Ramones aqui. Desculpa aceita?
quinta-feira, maio 29, 2008
Tudo é uma questão de manter...
Se as pessoas simplificassem tudo, e focassem sua energia no que querem, e não apenas no que evitam fazer nas divergências que existem... Muita coisa poderia ser evitada, muito sentimento poderia ser evitado.
Sei lá se é possível um tal de budismo em condições cristãs, mas é isso que poderia ser feito...
domingo, abril 13, 2008
È o Fim da UnB como Conhecemos, e me sinto bem.
De nossa passagem por este mundo, e o que fizemos.
Nas quebrações de cara e de nossas lutas perdidas (não tão perdidas, como o momento mostrou)como de esperanças colocadas em outra direção.
Para a direção de algo melhor, coletivamente melhor.
Talvez precise de mais um tempo só...
(Sim, posso tá viajando e muito. Ainda não chegamos a este ponto.
Mas este coração de estudante não pode sonhar um pouco? Não fui o primeiro, não serei o ùltimo, e não estou sozinho...)
domingo, março 09, 2008
8 de Março de 1857
Ou você que continuar dando flores e Faixas de parabéns, mas não direitos?
terça-feira, março 04, 2008
Tardes de Domingo
Deixa explicar da seguinte maneira: foi um Doutorado de Jogar Futebol. Os Jogadores eram criados na Gávea, e quando alcançavam o time principal sabiam praticamente todos os fundamentos. Tinham aprendidos com os Mestres, vendo eles treinando para se aprimorarem cada vez mais. O Brasileiro de 92 foi uma Mudança de Geração que bebia ainda muito da Era Zico.
Só que daí para diante, algumas coisas "estranhas" começaram a acontecer com o Flamengo: atacantes não faziam Gol, dirigentes que não dirigiam, mas vendiam e compraram jogadores a dar com o pau, treinadores Idem (e que não treinavam, falando nisso), os salários começaram a se tornar milionários, as dívidas idem...
Perdeu-se o Foco. Para encontra-lo no futuro, só aprendendo com as belas histórias do Passado.
Como as que o Zico fez parte.
domingo, março 02, 2008
Besta é tu...
Afinal, se esta não foi a melhor banda de rock brasileiro de todos os tempos (e eles eram os primeiros a falar isso) foi uma das mais bestas. Desencanaram de ser uma banda-cabeça-proto-legião-urbana e exerciam o direito de falar merda e foda-se, sem medo do que os outros vão achar disso. Aliás, isso deveria constar na Declaração de Direitos Humanos (Acho que está incluído no tópico "liberdade de pensamento")
Pena que nem toda banda é assim atualmente. Muitas querem posar de sérias numa atitude besta de se referir no pensamento e opinião dos outros, e não se perguntam se estão se divertindo com o que fazem. É acabam se aborrecendo, e aborrecendo os outros com seus choramingos.
Enfim, num domingo de manhã liguei a televisão para ver o Globo Rural. Tava sendo transmitido o resgate de um acidente de avião.
Outra vez fiquei besta.
sábado, março 01, 2008
Análise Sexual-Musicial de Rita Lee Jones, a partir de 2001
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Arroz à Grega
Uma música foi composta especialmente para o Show. Cálice.
Sim, AQUELE Cálice...
De Gil e Chico.
Eles bem que tentaram cantar pelo menos a melodia, já que a letra tava censurada, mas os microfones começaram a ser desligados...
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
Como se fosse brincadeira de roda...
Pois é, gente, naquela época era dificil encarar, olhos-nos-olhos, uma mulher que queria ser livre.
Até hoje, falando sinceramente. Afinal, há o limite da liberação da mulher, quando ela não se encaixa nos nosso anseios de dominadores.
O ser humano, em geral, quer ser livre para viver sua própria vida, mas sempre tem um outro para ditar regras. É o ônus de se viver em comunidade. O pior é quando a comunidade quer ver você de um jeito, e você quer viver de outro. A não ser que você saiba conviver com os senões, entrar na roda, e ver o que rola.
E aproveitar no final, dentro das possibilidades.
PS.: Falando nisso, parece que Amy Winehouse disse sim a Rehab(ilitação). Espero que ela desminta meu texto...
domingo, janeiro 20, 2008
25 anos...
E o de 99% deles, Garrincha incluído...
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Um elefante brinca muito mais se uma menina vai correndo atrás
(Aliás, por que eu gostava desta música quando era criança? Sei lá. A guitarra, a simpatia da Emilinha, o frevo misturado com Rock... Ahn, a Letra? Justamente por não entender, mas achar simpática?)
(Aliás 2: por que devemos racionalizar para decidir o que gostamos? Não seria legal se apenas sentissemos se gostamos ou não das coisas? Em algum momento a gente perde esta capacidade de apenas gostar, sem ter um grau de racionalidade que o justifique.)
(Aliás 3: Adulto é um bicho muito chato. Definitivamente. Tudo tem que ter Razão...)
È mais uma daquelas ocasiões que nos tornamos nostálgicos pensando "ah, antigamente era bom...." tendendo a valorizar oq ue existia antigamente. em alguns casos, supervalorizar.
Mas que a MPB infantil era muito melhor, isso era...
terça-feira, janeiro 15, 2008
Os Orixás tavam de plantão...
Baby Consuelo (sim, por que não?), Moraes Moreira, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor. Se reúnem pela primeira vez no fim da década de 60 em Salvador, participando da peça Desembarque dos Bichos e Depois do Dilúvio, (1969). Com uma ajuda de um tal de Tom Zé... Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de Música Popular Basileria com a canção De Vera.
Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo A Cor do Som, do qual faziam parte o guitarrista Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. Pepeu é incorporado definitivamente ao grupo, e ao lado de Moraes Moreiras se torna um dos principais responsáveis da mistureba sonora do grupo.
Obra-prima dos Novos Baianos, "Acabou Chorare" é lançado em 1972. É o segundo trabalho do grupo, tendo muita influência de uma tal de João Gilberto, que frequentava o apartamento do grupo. Foi dele a idéia de relançarem "Brasil Pandeiro" - samba da década de 1940 de Assis Valente. A faixa-título do disco teria sido inspirada em Bebel Gilberto (que misturava português com o espanhol, que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). "Preta Pretinha" foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói. (Tá, música de dor de corno, mas simpática...)
O álbum foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o melhor disco brasileiro de todos os tempos. Vendo os vídeos abaixo, não consigo pensar em discos melhores...
(fonte: Wikipédia)
A Menina Dança
Mistério do Planeta
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Obrigado pelos obstáculos
Tua vida tem problemas?
Repito a pergunta: Tua vida tem problemas?
domingo, janeiro 06, 2008
Para além da bagaceira...
Quer saber? Gostei. Várias coisas me vieram na cabeça quando ouvi-a cantando "Eles tentaram me mandar para a reabilitação, mas eu disse, não, não, não..." algo sobre ser mais um capitulo de uma longa história da relação de martírio do Ídolo em praça pública, para deleite da Indústria Cultural. Imprensa, Fãs, Artistas, gravadoras fazem parte deste esquema, uma boa prosa que pode ser feita em outra hora sobre como a música pode ser deixada em segundo plano. E os fãs vêem este espetáculo de camarote, projetando comportamentos que não conseguem ter no seu cotidiano, se realizando na imagem destes Ícaros (Pós?) modernos...
Sintomático: poderia falar como a música é boa. Mas olha só o que acabei escrevendo...
domingo, dezembro 02, 2007
"Se bem que..."
Não pro Flamengo (E muito pelo contrário. Três meses, vergonha na Cara, Joel Santana e uma torcida empurrando fizeram uma puta diferença pro time.). Mas para o Corinthians...
Já vi muito time que eu simpatizo cair. Mas incrível como isso me abalou. A ponto de eu não conseguir fazer piada com o assunto. E isso é algo relativamente difícil para mim...
Não pela a diretoria do Corinthians, que deveria, por vergonha , renunciar em peso. principalmente aqueles que participaram, de alguma maneira , na gestão que fez o time estar aonde ele está.
Nem pelo jovem goleiro Felipe, um dos melhores jogadores da temporada, que não merecia este time...
Se há uma razão para respeitar este momento, é esse...
segunda-feira, novembro 26, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
"Vegetarianismo é covardia! As vacas têm perninhas pra correr. As cenouras não"
quinta-feira, novembro 01, 2007
LEWIS HAMILTON VENCE GP DO MÉXICO. ALONSO CHEGA EM SEGUNDO.
CIRILO ERA UM VISIONÁRIO!!!!!!!!!
Lembra da Maria Joaquina? Interpretada por Ludwika Paleta?
E lembra que algumas crianças crescem?

Poisé. O Cirilo sabia das coisas...
(PS.: mais info da foto acima aqui)
sábado, outubro 27, 2007
Quer comprar camiseta da ralacoco?
terça-feira, outubro 23, 2007
للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت
نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي
للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و
واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من
أصبحت الشعبسنوات، بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و
ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل
البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و
تعيينهمللأعيان
terça-feira, outubro 16, 2007
domingo, setembro 02, 2007
Obrigado Corinthians!!!
Viu, gente, poderia ser pior...
(Se bem que...)
quinta-feira, maio 31, 2007
A HORA TCHUTCHUÀ, no seu rádio ou no seu computador...
A ironia e música?
A lua Cheia e as Marés?
Eu não sei, mas podemos falar a respeito.
A HORA TCHUTCHUÁ, VERSÂO 2,007
Reestréia nesta SEXTA FEIRA, dia 1/6/07, ao Meio dia, na Ralacoco, 101,3 FM.
Para ouvir basta acessar no seu tocador de MP3: http://ralacoco.radiolivre.org/ralacoco .m3u
Maiores informações, divulgações, críticas, sugestões: joeytchutchua@gmail.com
E visite nosso blog:
http://tchutchuanius.blogspot.com
(na verdade é este mesmo que você está lendo...)
quarta-feira, maio 09, 2007
sábado, abril 21, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
(para ler ao som de Amigo Punk, do Graforréia Xilarmônica. Lógico!!!)
Foi no F$M, a pouco mais de uma semana.
Mas parece que foi agora a pouco...
Num dia távamos perto do parque Redenção eu e meu bro Victor Castelo Branco. A idéia era ir a coletiva que Saramago tava dando junto a um anfiteatro localizado por ali. Numa daquelas sucessões de erros que não tenho a menor vontade de explicar (por que aí eu teria que deixar de ser materialista-dialético), e que envolveram nossas amigas Gabriela e Silvia do UniCEUB, nossos planos acabaram sendo mudados.
Como se diz no jornalismo, caiu Saramago.
Aí surgiu a idéia. Um passeio por uma parte muito legal do nosso passado e de nossa militância no MECOM.
Num certo Instituto de Educação, meio que atravessando a Osvaldo Aranha, entrando no Parque Farroupilha. Até a localização ajudava a ambientação...
Entramos no local.
A escadaria e o quadro ainda tavam lá.
O arrepio em nossas espinhas e o sorriso de orelha a orelha também...
O ginásio aonde foi o alojamento também. E aonde a galera do Espírito Santo batucou seus funk, como “ 70 % de aproveitamento/ sou um delegado,/ que arrependimento”, ou “ neste COBRECOS/ Só tenho uma certeza/ ser observador/ é da minha natureza”.
E aonde na manhã depois da balada final o compa Flávio Gonçalves adentra, sem saber se ficava desesperado ou se ria, procurando um guri com cara de pouco mais de 15 anos, um certo Vinicius Mansur, que tinha desaparecido (descobrimos pouco tempo depois que ele havia dormido no Banheiro do G Powers, aonde tinha sido a Balada...).
Seguimos no pátio, aonde foi a alimentação. Não tinha a lona aonde foi as alimentações e as baladas internas.
E que ocorreu a chuva que quase arranca a lona, em uma cena digna daqueles filmes catástrofes...
E tinha a Rádio Poste. Onde conheci um cabra da Restinga que acabei trocando muitas idéias. André Saroba. Fui apresentado por uma outra amiga que havia recém feito, E que se tornou companheira de inquietações, uma tal de Micheline Michaelsen...
Auditório. O Piano ainda tava lá. A Carla e a Dani da UFPR cantaram alguma músicas que não me lembro bem quais enquanto uma das plenárias começavam.
Lembro que foi a única plenária que chorei no fim, depois da minha avaliação do encontro, citando Amigo Punk e tals.
Sem falar no Tchutchuá.
Em eu vendendo adesivos da Ralacoco.
Na Sue, da USP, dançando funk bêbada.
Das Maris da UFPE.
No Homem-delegação do Piauí.
Na consciência ecológica do Encontro.
Na Auto-Construção do encontro.
No Serrote Preto...
Quando saí, vi que uma semana especial tinha acontecido em PoA naquele ano. Parecia que tinha se criado uma nova família. Uma relação diferente de outros encontros que já tinha ido. E olha que já era macaco velho de encontronaquela época. Algo que durou um pouco mais na semana seguinte, do fórum de 2003.
Uma semana tri-legal.
Uma X-semana, num X-COBRECOS.
Seguindo e detonando o hardcore...
( texto Publicado originalmente no blog Mundo Externo S/A.)
quinta-feira, dezembro 07, 2006
De oaxaca para o mundo
COPAI-México.
I. A Outra Campanha no norte do México: dizer "Oaxaca" em cima ou em baixo
Centenas de detidos e detidas ilegalmente, dezenas de desaparecidos,torturas, golpes. Homens e mulheres jovens, indígenas, meninos e meninas,anciãos e anciãs. Como quem diz: o povo oaxaqueño de baixo. Em cima aPolícia Federal Preventiva, os paramilitares de Ulises Ruiz, os grandesmeios de comunicação, a classe política.
Calar frente a isso é dizer "Oaxaca" de cima, e de cima fazer os clientescontentes... e idiotas
Porque lá em cima se apressam em declarar que tudo voltou a normalidade eque o "conflito" está controlado porque foram detidos "os dirigentes",como se esse movimento tivesse "líderes" para serem comprados ou presos oumortos. Dizem que agora é necessário se voltar para o outro lado. Querdizer, não deixar de olhar para cima, para a parafernália do poderpolítico, para suas simulações, sua aparência de que mandam e ordenamenquanto o verdadeiro Poder dá a ordem do dia a seus meios de comunicação,comentaristas. locutores, artistas, intelctuais, chefes de polícia,militares e paramilitares.
Dizer "Oaxaca" de baixo é dizer companheira e companheiro, é acolher quemé perseguido, é mobilizar as forças próprias para a apresentação dosdesaparecidos, para a libertação das detidas e dos detidos, é informar, échamar a solidariedade e o apoio internacional, é não calar, é dizer estador do sul e indicar que se extende por todo o país e mais além dasfronteiras dos quatro lados, como se fosse por baixo por onde se nomeiam,se falam, se escutam, se caminham as dores.
Oaxaca se extende na dor, mas também na luta. Pedaçoes deste povo, como sede um quebra-cabeças de tratasse, se espalham por tod o territórionacional e mais além de um limite geográfico que, ao menos no norte, émais ridículo do que nunca.
Durante os dois meses que caminhamos nas diferentes esquinas do nortemexicano, Oaxaca foi aparecendo uma e outra vez. E se vestia de dor eraiva, e nos falava e nos olhava.
E a Outra escutou e escuta, e estende os braços como estenderam, emsolidariedade com Oaxaca, os limites de zapatistas que em duas ocasiõesparalizaram as estradas de Chiapas, e as Outras em todos os rincões doMéxico de Baixo, e os outros e outras nas esquinas do mundo. Como osestendem. Como continuarão estendendo embora ninguém leve em conta, comonão seja o espelho fragmentado que somos quem ninguém somos.
Diante de Oaxaca, para Oaxaca e por Oaxaca, dizemos:
COMUNICADO DO COMITÊ CLANDESTINO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA - COMANDO GERALDO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL. MÉXICO.
2 de dezembro de 2006.
Ao povo do México:
Aos povos do mundo:
Irmãos e irmãs:
O ataque que sofreu e sofre nosso povo irmão de Oaxaca não pode serignorado por quem lutamos pela liberdade, justiça e democracia em todos osrincões do planeta.
Por isso, o EZLN chama todas as pessoas honestas, no México e no mundo,para que se iniciem, desde já, ações contínuas de solidariedade e apoio aopovo oaxaqueño, com as seguintes demandas:
Pela apresentação com vida dos desaparecidos, pela libertação das detidase detidos, pela saída de Ulises Ruiz e as forças federais de Oaxaca, pelocastigo aos culpados pelas torturas, violações e assassinatos. Em suma:pela liberdade, democracia e justiça para o povo de Oaxaca.
Chamamos a que nesta campanha internacional se diga, de todas as formas eem todos os lugares possíveis, o que ocorreu e ocorre em Oaxaca, cada um aseu modo, tempo e lugar.
Chamamos a que estas ações confluam em uma mobilização mundial por Oaxacano dia 22 de dezembro de 2006.
O povo Oaxaqueño não está só. É necessário dizer e demonstrar, a ele e atodos.
Democracia! Liberdade! Justiça!
Pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena - Comando Geral doExército Zapatista de Libertação Nacional.
México.
Subcomandante Insurgente Marcos.
México, dezembro de 2006.
II. 45 mil kilometros em (Outra) Campanha
Em sua participação na primeira etapa da Outra Campanha, a Comissão Sextado EZLN correu por volta de 45 mil quilometros (47 mil 890, alguém anotou)no território do que já podemos chamar, com conhecimento de causa, efeitoe destino, o Outro México, o dos de baixo.
O que vimos e escutamos não só deixou por terra aquilo dos 31 estados e umDistrito Federal, já que nos encontramos com companheiros e companheirasde, pelo menos, 35 entidades: las 32 da geografia dos de cima, mais aComarca Lagunera, a Huasteca e essa entidade que cresce em identidadeprópria ao norte do rio Bravo.
O alento que move a Outra Campanha é tão grande que não cabe nem dentrodas fronteiras: ao norte do rio Bravo há outro México.
"Nunca perderemos. Estamos aqui. Vamos estar aqui sempre", disse umamenina chicana que sabe o que diz.
Escutamos e vimos muitos Méxicos, com cores e línguas distintas, compassos diferentes. E com eles nos demos conta que todos se fazez um aofalar a dor e atuar a rebeldia.
A pé, de moto, a cavalo, de bicicleta, de carro, trem e barco, fizemos 45mil kilometros de campanha bem outra e, para usar as palavras de umamulher indígena rarámuri, na serra Tarahumara, "vimos a doença e aí mesmoencontramos o remédio".
Com luz própria brilhou a dor, e começou a cintilar a árvore daresistência que abaixo está enraizada há séculos.
Não podemos continuar resistindo sozinhos, cada um por seu lado.Necessitamos nos unir, por nós e por todos.
Em poucas palavras, México só poderá viver se vive o México de baixo.
E no México de baixo só poderá viver com a liberdade d@s pres@s de Atenco,a de tod@s @s pres@s políticos do país, a apresentação com vida d@sdesaparecid@s e o cancelamento de todas as ordens de apreensção contralutador@s sociais.
III. Nem azul nem amarelo, o Outro Norte também existe
As quatro rodas do capitalismo: expoliação, desprezo, exploração erepressão, unem em baixo o que em cima dividem baseados em pesquisas edesejos azuis e amarelos.
A Outra Campanha recuperou o país, descubriu que o norte é também México.
Alguns botões de mostra:
Há uma linha em cima que une Teacapán a dautillo, em Sinaloa, com IslaMujeres, em Quintana Roo, e Puerto Progreso, em Yucatán; Joaquín Amaro aSan Isidoro, em Chiapas, com Matamoros, em Tamaulipas, e El Mayor, naBaixa Califórnia.
Nestas oito esquinas do México de baixo, famílias de pescadores sãoperseguidas por trabalhar. Assim se dá a criminalização do trabalho, baixoo corte do cuidado do meio ambiente.
A política ambiental dos governos neoliberais, tanto o federal como osestatais e municipais, é de destruição da natureza... ou de arrebatá-lasde seus legítimos guardiãos para entregá-la à voracidade das grandesempresas.
Por outro lado, em três estados, Sonora, Zacatecas e San Luis Potosí,governados pelo PRI, PRD e PAN, respectivamente, se pode constatar o querepresenta isso de "mantes as variáveis macroeconômicas".
Neles se dá a detruição do campo mexicano e a despovoação pela expulsão demilhões de mexicanos para os Estados Unidos. E a reconstrução das velhasfazendas porfiristas e seu redobramento com migrantes indígenas dosestados do sul e sudeste mexicano.
No México, a "modernidade" é voltar a época porfirista.
IV. Depois do século XIX, em cima continua... o século XIX
A máquina de fazer mecadorias se esconde na causa mas não no efeito. Portrás do mercado e por trás do salário se oculta o núcleo forte do sistema:a propriedade privada dos meios produção e troca.
As novas nações que participam na neoconquista do México estão formadaspelos bancos, as indústrias e o comércio, todos estrangeiros. E seusexércitos de conquista e ocupação são deputados, senadores, presidentesmunicipais, deputados locais, governadores, presidentes da República,secretários de Estado.
Esta é a história presente que une o México ao norte, centro e sul. Ostempos do fim do século XIX e inícios do XX voltaram:
- Expropriação de terras.
- Destruição da cultura e da história.
- Destruição da natureza.
- Destruição do tecido comunitário.
- Destruição da cultura organizativa.
- Violência de gênero contra as mulheres, intrafamilitar, social, culturale institucional.
- Desprezo aos mais velhos.
- Mercantilização da infância.
- Criminalização da juventude.
- Privatização do ensino médio e superior
- Desmantelamento do sistema educativa primário e secundário.
- Desmantelamento da segurança social.
- Destruição e reconstrução das condições laborais, para voltar ao tempode Porfírio Díaz.
- Repressão do comércio ambulante e asfixia do pequeno e médio comércio;para benefício do grande capital comercial estrangeiro.
- Desprezo e repressão a diferença sexual, inclusive dentro da esquerda.
- Autismo perverso dos grandes meios de comunicação.
" A fome mata, mas a dignidade indígena levanta", nos disse uma mulherindígena, chefa dos kumiai.
No México se trabalha para não morrer e se morre no trabalho.
V. Somos quem somos
O corpo principal da Outra Campanha são indígenas, jovens e mulheres.Trabalhadors do campo e da cidade, tod@s el@s.
No norte encontramos Oaxaca nos triquis, mixtecos e zapotecos; e tambémnos kumiais, kiliwas, kukapás, tohono o'odham o papágos, comca'ac o seris,pimas, yaquis, mayos yoreme, rarámuris, caxacanes, coras, wixaritari,kikapús, maskovos, teenek, pames, nahuas, chichimecas, tepehuanos,guarijios.
Nos povos, tribus e nações indígenas do norte é mais freqüente e naturalencontrar mulheres como chefes, dirigentes e líderes.
"Queremos continuar sendo o que somos", nos disse uma indígena rarámuri. Epoderia ter dito um ou uma jovem, uma mulher.
"Que caminhe a voz, para dar força a este mundo", diz a mulher, jovem eindígena no norte do México.
VI. Abaixo, um coração se conhece
A luta anticapitalista não nasce com a Sexta Declaração e a OutraCampanha; seguiu e segue muitos caminhos em organizações políticas,sociais, não governamentais, povos índios, coletivos, grupos, famílias eindivíduos.
A Sexta e a Outra foi o chamado para nos encontrarmos, nos conhecermos,nos respeitarmos, nos unirmos.
E se fez.
Agora devemos todos, todas, responder como Outra Campanha quem somos, ondeestamos, como vemos o México e o mundo, o que queremos fazer e como vamosfazer.
Por isso estamos convidando para a consulta interna de 4 a 10 de dezembrodeste ano.
A Outra Campanha não é outra luta abaixo, é a de cada um, mas estendendooutros laçoes, os de solidariedade e apoio, os da mesma dor e idênticarebeldia, os do respeito, os das diferenças conhecendo-se ereconhecendo-se.
O Outro México começa em baixo. E não termina até que se refaça, porquefalta o que falta.
A Outra Campanha se faz Outra frente ao de cima e seus espelhos. Não vamosconfluir nem nos unir. Quem se opõe a Calderón de cima não busca umamudança do país, mas chegar ao Poder. Quem nos opomos a Calderón de baixo,estamos contra tudo o que lá em cima simula idéias e pratica desprezos.
O oficial será derrotado, e o "legítimo" também, e o mesmo o nome que tomequem suponha que tudo voltará a ser igual e que de cima se decide por econtra os de baixo, para administrar o mesmo pesadelo do qual padecemos.
Este país está cheio de esquinas, de rincões. Daí, e não dos palácios, dassedes de governo e bunkers da classe política, sairá, crescerá e seráoutra alternativa.
Todo o país vive num cárcere, mas há cárceres que parecem e são prisões.Por isso a luta pela apresentação com vida dos desaparecidos, a liberdadepara @s pres@s de Atenco, e agora de Oaxaca, devem ser parte de umacampanha nacional.
Junto a isso, se podem levantar movimentos nacionais contra as altastarifas elétricas, a defesa e proteção do meio ambiente e a promoção docomércio ambulante e pequeno comércio, assim como o boicote ao grandecomércio.
Como zapatistas chamamos a atenção sobre o que tem de contribuição aslutas anticapitalistas de grupos e coletivos anarquistas e libertários emsua autogestão.
Em Chihuahua nos contaram dos tlatoleros, os mensageiros indígenas quecorriam os povos convidando a levantarem-se contra o virreinato. De uma ououtra forma, temos sido e seremos isso.
Enquanto quem olhou para cima voltam ao cotidiano e ao tema da moda, aOutra Campanha olha a si mesma, se define, se prepara.
Em cima olham, falame perguntam pelo 2012. Abaixo a Outra Campanhacontinuará perguntando quem e o que no Programa Nacional de Luta, depois ocomo e quando. Então o calendário de cima será deixado de lado e seguiráoutro de baixo e à esquerda.
Chegou a hora. Seremos o que somos, mas outros melhores.
É necessário despertar.
Subcomandante Insurgente Marcos.
Comissão Sexta do EZLN.
Delegado Zero.
México, dezembro de 2006.
P.S.: No quartinho sem janelas de Sombra, só o relojo permite distinguir odia da noite. Aí sempre é madrugada. Sombra se prepara agora para voltaràs sombras de onde nasceu e o alimentam. Faz contas e recontas. Se acomodade novo o coração rompido e cheio de cicatrizes e remendos. Leva anclas,acende velas. Outros país leva colado nos pés, na pelo, nos ouvidos e noolhar. Leva uma dor e uma raiva que não cabe nas palavras de todas aslínguas. Nas montanhas do sudeste mexicano, no moreno coração coletivo quemanda, espera uma resposta que já conhece há séculos: é necessárioamanhecer, como por si mesmo amanhece, quer dizer, com dor e com raiva.Sombra sabe o que escutará da morena montanha que o guia. Dando alívio ádor e esperança à raiva, em língua ancestral dirá: "Não se preocupe muito,não tenha pena, que não esteja triste o coração de nossa Pátria, poruqeainda falta o que falta".
quarta-feira, dezembro 06, 2006
O programa Vozes na TV do dia 07 de dezembro recebe Paulo Mariante, membro do Identidade - grupo de ação pela cidadania homossexual. O bate-papo é sobre diversidade sexual e sobre como a mídia trata este tema.
Em questão, estarão, por exemplo, programas homofóbicos (como as pegadinhas), novelas que tratam o tema de maneira superficial ou distorcida e a necessidade de a sociedade intervir, fiscalizando a programação (principalmente da TV) e os conteúdos veiculados na mídia em geral, denunciando violações dos direitos humanos pelos meios.
A importância do controle público da comunicação será tratada tendo como pano de fundo a experiência do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro e janeiro do ano passado, fruto de uma Ação Civil Pública movida por 6 organizações da sociedade civil (entre elas, o Intervozes e o Grupo Identidade) e o Ministério Público Federal, contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber, da Rede TV!.
O Vozes na TV é semanal e tem uma hora de duração.
É exibido sempre ao vivo, às quintas-feiras, das 16h às 17h.
Sobre o programa
O Vozes na TV é uma produção do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social para a AllTV (www.alltv.com. br). Pretende ser um espaço democrático para que movimentos sociais, organizações da sociedade civil e ativistas dos Direitos Humanos no Brasil exerçam seu Direito à Comunicação.
Para isso, quer promover debates sobre o Direito à Comunicação, a Democratização da mídia no Brasil e sua importância para a construção de uma sociedade igualitária. É também um ambiente para que movimentos e ativistas levantem suas vozes e ocupem a rede para falar da sua luta e debater sobre como a concentração da mídia e as políticas precárias de comunicação no Brasil interferem na efetivação e garantia destes direitos no país.
O programa tem três blocos. Um primeiro em que a apresentadora Daniele Ricieri e um/a convidado/a do Intervozes falam sobre temas da conjuntura da comunicação no Brasil e no mundo, de atualidades no campo da mídia e fazem análises críticas da mídia e da cobertura a determinados temas. Outros dois blocos em que são tratados - com o convidado do dia - temas específicos dos movimentos sociais e Direitos Humanos: questão racial, diversidade cultural, questão agrária, direitos das mulheres, diversidade sexual, educação, saúde, participação popular, entre outros.
Como participar
Se você, sua organização, movimento ou coletivo tem uma sugestão de pauta, quadro ou convidados/as para o programa, escreva para vozesnatv@intervoze s.org.br
Também é possível participar ao vivo do programa pelo www.alltv.com. br, fazendo parte do chat ou enviando mensagens e perguntas aos apresentadores e entrevistados/ as.
Sobre o Intervozes
O Intervozes é uma associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia.
Foi umas das organizações responsáveis pela realização do programa Direitos de Resposta, veiculado entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006 na Rede TV! como fruto de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal e outras 6 organizações contra o programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber.
Naquela ocasião, criou-se algo sem precedentes na história da televisão brasileira: um espaço na televisão privada, ocupado por produções audiovisuais de movimentos, organizações e produtores independentes de todo o Brasil. Produções e produtores que não têm voz nem vez no cenário atual das comunicações no Brasil.
Vozes na TV
Todas as quintas-feiras, das 16h às 17h, em www.alltv.com. br
Informações:
Bel Mercês - (11) 8202-0981
Daniele Ricieri - (11) 9647-5233
Michelle Prazeres - (11) 8558-0331
terça-feira, setembro 19, 2006
Dia Mundial Sem Carro na Ralacoco
Em todo o mundo haverá mobilizações a respeito. na quinta feira que vem, meio dia (horário de Sobradinho- DF) membros da organização do Dia Mundial sem Carro em Brasília estará na Hora Tchutchuá falando do evento.
Pode-se ouvir a rádio através do 101,3 fm ou pela internet.
Mas se você não tá agüentando de curiosidade para saber sobre este dia mundial sem carros, veja a visão d@s ciclistas sobre o assunto:
http://www.rodasdapaz.org.br/
http://www.bicicletada.org
http://apocalipsemotorizado.blogspot.com
"Liberdade, essa palavra"
(fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360277.shtml)
Cartunista brasileiro é ameaçado por partido conservador de Israel
Em mensagem que está circulando na internet, o cartunista afirma que: "se eles podem cometer 'assassinatos seletivos' de palestinos e cobrir Beirute com toneladas de bombas matando centenas de civis, não seria difícil 'neutralizar' um cartunista no Brasil, seria? Ameaças de morte, tentativas baratas de me aterrorizar, contudo, não vão impedir que eu continue apoiando a luta dos palestinos contra a brutal ocupação israelense. Tudo o que os capangas do Likud podem fazer é me silenciar com uma bala, mas nunca serão capazes de silenciar minha arte. Será preciso mais do que isso para calar".
Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/09/360283.shtml
terça-feira, agosto 29, 2006
Da série, "Assim Caminha o Brasil..."
pelo próprio Eri no último sábado durante inauguração de comitê eleitoral no centro da cidade. A fita tocou por três vezes diante de cerca de 500 pessoas. Sequiserem ouvir, ouçam aqui.
A pedido do ex-governador Joaquim Roriz, a Justiça concedeu liminar proibindo os candidatos ao governo do Distrito Federal de fazerem qualquer tipo de referência à (veja aqui). Aonde? Em tudo que é espaço.
Nas eleições de 2002, a Justiça proibiu os veículos de comunicação de publicar gravações de telefonemas feitas pela Polícia Federal no curso de uma investigação sobre grilagem de terras. Uma das gravações flagrou conversa suspeita do então governador Joaquim Roriz com o acusado de grilagem Pedro Passos. Hoje, Passos é deputado distrital. Concorre a reeleição.
Libertaram Jaime Amorim
Mas por ele ter sido preso é que eu pergunto:
QUE PAÍS FOI ESSE?
segunda-feira, agosto 21, 2006
Líder do MST em Pernambuco é preso à saída de velório
Se quiserem uma versão mais completa: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12035
É bom rearfirmar de que velório Jaime Amorim vinha. De Josias de Barros Ferreira. 28 anos. Da direção estadual do movimento em Pernambuco. Morreu de morte matada. Junto com Samuel Matias Barbosa, da direção da região metropolitana de Recife.
A grande imprensa diz que foi disputa entre sem terra. Gente que queria aceitar grana numa retirada de pessoas de um assentamento.
E tem a versão de que foi gente infiltrada por politicos da cidade. Sabe, pessoal que queria dividir o Movimento. Pelo que tenho visto por aí, esta versão é muito mais crível...
A alguns anos atrás eu achava MST algo distante. Só via o que era mostrado na Midia. De baderneiro pra baixo. Aí comecei a fazer atividades em conjunto com o pessoal.
Quando você começa a ver quem são os tais "baderneiros" do MST não consegue sentir indiferente com estas notícias. Pelo menos se você guarda um pouco de humanidade dentro de si. Alguns dos momentos mais profundos que tenho foram em assentamentos, acampamentos, e atividades em comum junto ao MST.
Outros momentos, como este, são profundos também...
quarta-feira, agosto 16, 2006
Regras para leitura da imprensa no conflito Israel-Árabes/Palestinos
Regra 1 - No Oriente Médio, são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represálias.
Regra 2 - Os árabes palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama terrorismo.
Regra 3 - Israel tem todos os direitos de matar civis árabes. Isso se chama legítima defesa.
Regra 4 - Quando Israel mata civis, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama uma reação da comunidade internacional.
Regra 5 - Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar combatentes de Israel mesmo que o número dos capturados seja inferior a três soldados. Isso se chama seqüestrar pessoas indefesas.
Regra 6 - Os israelenses têm o direito de levar a qualquer hora e de qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejarem (atualmente são mais de 10 mil, incluindo 300 crianças e 1.000 mulheres). Não há limite e não precisam ter provas de culpabilidade de crimes cometidos pelos seqüestrados. Basta mencionar a palavra mágica ``Terrorista`` como justificativa. Israel pode manter os seqüestrados presos indefinidamente.
Regra 7 - Quando se menciona `Hezbollah``, é obrigatório na mesma frase dizer a expressão ``apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã``.
Regra 8 - Quando se menciona ``Israel``, é proibido falar a expressão ``apoiado ou financiado pelos Estados Unidos``. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.
Regra 9 - Nunca falar de ``Territórios Ocupados`` ou de resoluções da ONU, nem violações de direitos humanos ou internacionais nem da convenção de Genebra. Isso pode perturbar os israelenses ou os ocidentais, especialmente os telespectadoras da CNN, da FOX, da BBC, etc.
Regra 10 - Tanto os palestinos quanto os libaneses são covardes que se escondem entre a população civil que não os querem. Eles dormem com as suas famílias nas suas casas. Isso se chama de covardia. Israel tem todo o direito de aniquilar os bairros onde eles estão. Isso é permitido e se chama de ``ações cirúrgica dealta valentia``.
Regra 11 - Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol, o português etc. que os árabes. E, por isso, eles e os que os apóiam são mais entrevistados e têm mais oportunidade que os árabes para explicar as presentes regras (Isso se chama de neutralidade jornalística).
Regra 12 - Todas as pessoas que não estão de acordo com o exposto acima são definitivamente terroristas e anti-semitas de alta periculosidade.
[Texto enviado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino/RJ. Traduzido do francês por M.N.Manasseh)
quinta-feira, julho 06, 2006
Troféu "Cara de Peroba 2006"
Parlamentares devem se afastar de emissoras de rádio e TV por questão de ética, diz ministro
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os parlamentares que são donos de emissoras de rádio e televisão devem, por uma questão ética, se afastar da direção dessas empresas. A recomendação é do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O artigo 54 da Constituição proíbe que deputados e senadores tenham concessões de rádio e televisão.
Mais de 70 parlamentares são donos ou controladores de emissoras, segundo dois levantamentos feitos por dois institutos de pesquisa sobre comunicação no país, o Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (Nemp) da Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom). São pelo menos 51 deputados e 27 senadores de acordo com os dados.
O ministro avalia que "poucos parlamentares" têm seus nomes na constituição da empresa. "Quando você encontra os nomes, eles são apenas cotistas, não são diretores, não são executivos e não participam da administração da empresa, o que a lei permite. Eu entendo assim: cada um deve pensar como queira, mas, de preferência e eticamente, deve se afastar", disse.
"A lei permite, mas eticamente ele deve ser afastado", disse, em referência à participação, sem que sejam donos da concessão. O ministro citou o próprio exemplo: sócio de uma emissora no interior de Minas Gerais, disse que logo após ter assumido o cargo de ministro vendeu a sua cota na empresa. "Na realidade, eu obtive a concessão antes de ser político, antes de ser deputado. Eu era apenas um jornalista, não tinha participação, de qualquer forma, na administração da rádio. Ainda assim, vendi as minhas cotas para poder assumir o ministério das Comunicações".
"Essa questão ética se resolve na cabeça de cada um. Tem de realmente se afastar. Tem de fazer como vários companheiros meus fizeram e eu mesmo fiz: sair do processo", acrescentou.
Hélio Costa destacou que, a partir do final deste ano e do começo do ano que vem, haverá uma ampla discussão sobre a Lei Geral de Comunicação de Massa. Segundo ele, essa discussão será a melhor forma de evitar o uso político dos meios de comunicação. "Dentro dessa discussão, tenho certeza que nós resolveremos essas questões todas", disse.
Ele disse que o ministério está pedindo a documentação dessas emissoras para que, após a sugestão de afastamento das empresas, o processo de aprovação ou renovação das outorgas possa ser reiniciado.
06/07/2006
O ator principal não foi convidado
Uma das maneiras de se identificar os interesses em jogo em determinada
decisão é verificar como se manifestam sobre ela os principais atores
envolvidos ou seus representantes. No caso da adoção pelo Brasil do modelo
japonês para a TV digital, decidida pelo governo na quinta-feira (29/6), não
poderia haver clareza maior sobre quem ganhou e quem perdeu ou sobre quais,
de fato, foram os interesses atendidos.
Na véspera da assinatura do decreto presidencial, a Frente Nacional por um
Sistema Democrático de Rádio e TV Digital, que reúne as mais representativas
entidades da sociedade civil, havia divulgado carta aberta à sociedade
brasileira sob o título "Decisão sobre a TV digital: Governo próximo de erro
histórico" ,na qual se afirmava que a escolha do padrão japonês (ISDB)
"significa a morte do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), cuja
proposta inicial baseava-se em princípios como a democratização das
comunicações, a promoção da diversidade cultural, a inclusão social, o
desenvolvimento da ciência e indústria nacionais". E mais,
"...ao optar pelo ISDB, o governo despreza o acúmulo social que sustentou
sua eleição e submete-se de maneira subserviente aos interesses dos
principais radiodifusores do país, especialmente aos das Organizações Globo.
Se levar adiante o anúncio pelo ISDB, o governo brasileiro, infelizmente – e
à semelhança dos anteriores –, seguirá tratando a comunicação exclusivamente
como uma moeda de troca política."
Já o jornal O Globo, porta voz das Organizações Globo, no dia seguinte à
decisão, estampou editorial sob o título "Rumo certo" no qual critica como
"megalomaníaca e dessintonizada [sic] da realidade" a decisão anterior do
governo Lula de tentar desenvolver um sistema nacional e completa:
"...o país optou pelo melhor [sistema de TV digital] , de origem japonesa,
mais adequado às necessidades brasileiras do que as tecnologias
concorrentes, americana e européia. (...) As emissoras, a indústria e o
Estado brasileiro entram numa contagem regressiva de sete anos para a
conversão da TV analógica em digital. Pelo menos, a direção está definida, e
no rumo certo.
Platéia seleta
Quem acompanha o desenvolvimento do setor de comunicações no país não ficou
surpreso ao constatar que, mais uma vez, venceram os interesses dos grupos
privados que historicamente controlam a nossa mídia. Também não há qualquer
surpresa no fato de que perderam os grupos que lutam pela democratização da
comunicação e pelo interesse público. Nada de novo.
No seu discurso durante a solenidade de assinatura do decreto no Palácio do
Planalto, o presidente Lula insistiu na relação democrática que seu governo
construiu com a sociedade brasileira para concluir o projeto que foi
discutido com quem quis discutir. E mais: disse que o processo de decisão
havia sido encaminhado de forma participativa com o envolvimento da
sociedade, "como é normal neste nosso mandato".
Curiosamente, no entanto, quem assistiu à cerimônia transmitida pela
NBR/Radiobrás, deve ter notado que lá estavam representantes das empresas de
radiodifusão privadas e públicas, da indústria de eletroeletrônicos, de
universidades privadas e públicas, ministros do Brasil e do Japão,
senadores, deputados e funcionários do governo de diferentes escalões.
Sem convite
Quem não estava lá? Não estava lá quem representasse diretamente os 180
milhões de telespectadores brasileiros que mal sabem o que é TV digital.
Esses telespectadores certamente não sabem que perdemos a maior oportunidade
histórica para quebrar o oligopólio da televisão brasileira e avançar na
democratização das comunicações. Também não sabem que os mesmos grupos
privados continuarão a decidir a maior parte do que vemos e ouvimos.
Não estava lá quem não tem a menor idéia do porquê da pressa para se tomar
essa decisão e vai, ao final de tudo, pagar a conta assim mesmo.
As dezenas de entidades da sociedade civil que mais legitimamente
representam o interesse público não estavam lá. Talvez não tenham sido
convidadas para a festa. O ator mais importante e em nome de quem tudo
deveria estar sendo feito, como sempre, não saiu na foto.
ALEMANHA X GRÈCIA
http://www.youtube.com/watch?v=McwlvqGnFpM


